sexta-feira, 19 de junho de 2026

IACIT e DECEA avançam no projeto MUST para monitoramento de drones e eVTOLs no espaço aéreo urbano

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A brasileira IACIT e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) assinaram, nesta quinta-feira (18), um protocolo de intenções que estabelece as diretrizes para o desenvolvimento da prova de conceito do projeto MUST (Multi-Sensor Urban Surveillance and Tracking), uma solução inovadora destinada ao monitoramento de aeronaves não tripuladas e veículos de mobilidade aérea avançada em ambientes urbanos.

A assinatura ocorreu durante a SpaceBR Show/DroneShow Robotics, um dos mais importantes eventos de tecnologia aeroespacial da América Latina, marcando uma nova fase do programa, que vem sendo desenvolvido pela IACIT desde abril de 2025 com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

O acordo representa um passo decisivo para a validação operacional da tecnologia, permitindo avaliar em condições representativas de uso aspectos como integração de sistemas, requisitos técnicos, desempenho operacional e conceitos de emprego. A expectativa é que os resultados obtidos nesta etapa sirvam de base para futuras aplicações da solução em cenários reais de gestão do tráfego aéreo urbano.

Preparando o espaço aéreo para a mobilidade aérea avançada

O projeto MUST foi concebido para atender às crescentes demandas dos segmentos UTM (Unmanned Aircraft System Traffic Management) e UAM (Urban Air Mobility), áreas que ganham cada vez mais relevância à medida que drones, aeronaves autônomas e veículos elétricos de decolagem e pouso vertical (eVTOLs) se aproximam da operação comercial em larga escala.

A proposta é criar uma plataforma capaz de integrar múltiplos sensores e recursos avançados de Inteligência Artificial para detectar, identificar, rastrear e acompanhar em tempo real diferentes tipos de aeronaves que compartilham o espaço aéreo urbano.

Com isso, o sistema busca oferecer vigilância persistente em regiões de alta densidade populacional, contribuindo para elevar os níveis de segurança, previsibilidade e eficiência das futuras operações envolvendo entregas por drones, táxis aéreos elétricos e outras formas emergentes de mobilidade aérea.

DECEA destaca importância estratégica da iniciativa

Para o Diretor-Geral do DECEA, Tenente-Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Pereira Bastos Júnior, a parceria reforça a capacidade do Brasil de manter elevados padrões de segurança na navegação aérea diante das transformações tecnológicas em curso.

A tecnologia impulsiona constantemente a atuação dos órgãos reguladores, e contar com empresas parceiras de longa data, que têm sido extremamente eficientes na entrega de resultados positivos e na projeção estratégica do Brasil ao longo de várias décadas, é motivo de grande satisfação”, afirmou.

O oficial destacou ainda a expectativa positiva em torno do projeto.

Temos uma expectativa muito positiva em relação a esse projeto, que certamente será uma ferramenta de suma importância para que possamos manter os elevados níveis de segurança da navegação aérea. O Brasil vem sustentando esse padrão de excelência há muitos anos, por meio da Aeronáutica e de seus parceiros, em especial a IACIT e a Saipher.”

Investimento de R$ 40 milhões

O desenvolvimento do MUST conta com um investimento total de R$ 40 milhões. Desse montante, R$ 28 milhões são provenientes da FINEP, enquanto a contrapartida de R$ 12 milhões é fornecida pela IACIT e pelas empresas coexecutoras Ocellott, Saipher ATC e Senai Cimatec.

O aporte demonstra a importância estratégica atribuída ao projeto, considerado uma das iniciativas nacionais mais avançadas voltadas ao gerenciamento do futuro ecossistema de mobilidade aérea urbana.

Aplicações além da gestão do tráfego aéreo

Embora tenha sido concebido inicialmente para atender às necessidades de monitoramento e gerenciamento do tráfego de aeronaves não tripuladas, o MUST possui potencial para aplicações muito mais amplas.

A arquitetura desenvolvida permitirá o emprego da solução em missões de segurança pública, proteção de infraestruturas críticas, monitoramento de áreas sensíveis e operações de defesa, ampliando significativamente o espectro de utilização da tecnologia.

Segundo Luiz Teixeira, CEO da IACIT, a participação do DECEA na fase de validação agrega um importante componente operacional ao projeto.

A prova de conceito é uma etapa estratégica porque permite validar tecnologias, conceitos operacionais e modelos de integração em um ambiente próximo da realidade. A participação do DECEA agrega conhecimento e experiência essenciais para a construção de uma solução preparada para os desafios da mobilidade aérea avançada e da gestão do tráfego de aeronaves não tripuladas”, destacou.

Tecnologia nacional para um mercado em expansão

O avanço do MUST ocorre em um momento em que diversos países aceleram os preparativos para a integração segura de drones e eVTOLs ao espaço aéreo convencional. Nesse cenário, o Brasil busca posicionar-se entre os protagonistas do desenvolvimento de soluções capazes de garantir o gerenciamento seguro dessas novas operações.

Com quatro décadas de atuação e consolidada como Empresa Estratégica de Defesa, a IACIT possui amplo histórico no desenvolvimento de tecnologias críticas para defesa, controle do espaço aéreo, meteorologia e segurança pública. Entre seus principais produtos estão radares meteorológicos, sistemas de auxílio e controle do tráfego aéreo, soluções anti-drones e radares além do horizonte.

A parceria com o DECEA no projeto MUST reforça essa trajetória e representa mais um passo na construção de capacidades nacionais voltadas ao futuro da mobilidade aérea avançada, setor que promete transformar profundamente a forma como pessoas, cargas e serviços serão transportados nas próximas décadas.


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Saab apresenta o novo radar Giraffe AMB D na Eurosatory 2026 e amplia capacidades de vigilância multidomínio

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Durante a Eurosatory 2026, realizada em Paris, a sueca Saab apresentou oficialmente o Giraffe AMB D, a mais recente evolução da consagrada família de radares Giraffe AMB. O novo sistema incorpora avanços significativos em sensores, processamento de dados e arquitetura de software, oferecendo maior desempenho operacional diante das ameaças aéreas modernas e dos desafios do campo de batalha multidomínio.

Desenvolvido com base em mais de 70 anos de experiência da Saab em tecnologias de radar e em mais de duas décadas de operação bem-sucedida do Giraffe AMB em diversos países, o novo Giraffe AMB D combina uma matriz de radar de última geração com uma arquitetura de software moderna e totalmente definida por software. O resultado é um sistema mais flexível, adaptável e preparado para evoluir continuamente de acordo com as necessidades futuras dos operadores.

Segundo a Saab, o radar foi projetado para enfrentar um amplo espectro de ameaças, desde aeronaves convencionais e helicópteros até mísseis de cruzeiro, foguetes, munições guiadas e sistemas aéreos não tripulados (UAS). A nova arquitetura proporciona uma consciência situacional significativamente ampliada, graças ao aumento da capacidade de detecção, identificação e rastreamento simultâneo de múltiplos alvos.

“O Giraffe AMB D demonstra como a inovação tecnológica pode aprimorar a capacidade dos sensores, ao mesmo tempo em que torna o sistema mais compacto e implantável, com menor estrutura logística. O resultado é um radar multidomínio móvel e altamente modular, que oferece flexibilidade operacional tanto no ambiente tático quanto em missões estratégicas”, afirmou Carl-Johan Bergholm, chefe da área de negócios Surveillance da Saab.

Nova geração AESA

Um dos principais avanços do Giraffe AMB D é a adoção de uma moderna matriz de varredura eletrônica ativa (AESA – Active Electronically Scanned Array), tecnologia considerada referência mundial para radares militares de última geração.

A tecnologia AESA permite maior velocidade de varredura, melhor resistência a interferências eletrônicas, maior confiabilidade e capacidade de acompanhar um número significativamente maior de alvos simultaneamente. Associada aos novos recursos de processamento digital e inteligência embarcada, a solução amplia a capacidade de vigilância aérea e fortalece o desempenho em cenários altamente contestados.

O sistema também foi desenvolvido para manter a vigilância contínua de ameaças de baixa assinatura radar, incluindo drones de pequeno porte e munições de ataque de precisão, desafios que vêm ganhando cada vez mais relevância nos conflitos contemporâneos observados na Europa, Oriente Médio e Ásia.

Arquitetura definida por software

Outro diferencial importante do Giraffe AMB D é sua arquitetura definida por software, permitindo que novas funcionalidades sejam incorporadas por meio de atualizações sem a necessidade de grandes modificações de hardware.

Essa característica garante maior longevidade ao sistema, reduz custos de modernização e permite que o radar acompanhe a rápida evolução das ameaças emergentes. A Saab destaca que essa abordagem torna o Giraffe AMB D uma solução preparada para as futuras demandas de defesa aérea e vigilância multidomínio.

Mobilidade e flexibilidade operacional

Além do ganho de desempenho, a Saab enfatiza que o novo radar apresenta uma estrutura mais compacta e uma logística simplificada em comparação com gerações anteriores. Isso facilita seu transporte, implantação e operação em diferentes cenários, desde missões de defesa territorial até operações expedicionárias.

A elevada modularidade do sistema permite sua integração em diferentes plataformas terrestres e redes de comando e controle, ampliando sua versatilidade para forças armadas que buscam soluções capazes de atuar em ambientes cada vez mais complexos e conectados.

Evolução de uma família consagrada

A família Giraffe tornou-se uma das mais bem-sucedidas do mercado internacional de defesa, estando presente em diversos países e operando em missões de vigilância aérea, defesa antiaérea, alerta antecipado e proteção de infraestruturas críticas.

Com o lançamento do Giraffe AMB D na Eurosatory 2026, a Saab reforça sua posição entre os principais desenvolvedores mundiais de radares militares, oferecendo uma solução que combina mobilidade, modularidade, alta capacidade de detecção e potencial de crescimento tecnológico para enfrentar as ameaças atuais e futuras do ambiente operacional multidomínio.


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ADTECH SD destaca capacidades nacionais de ISR, Guerra Eletrônica e proteção antidrones durante o INOVAERO

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A Advanced Technologies Security & Defense (ADTECH-SD) participou do 1º INOVAERO – Encontro FAB/SENAI CIMATEC de Inovação, realizado em 12 de junho na Base Aérea de Salvador (BASV), apresentando o Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (SARP) Harpia, uma plataforma brasileira desenvolvida para missões de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR), além de soluções voltadas ao monitoramento e à proteção contra drones.

Organizado pela Força Aérea Brasileira (FAB) e pelo SENAI CIMATEC, o evento reuniu representantes das Forças Armadas, indústria, academia, centros de pesquisa, bancos de fomento e órgãos governamentais envolvidos no desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o Brasil, promovendo a integração entre os diversos atores do ecossistema nacional de inovação aeroespacial.

Desenvolvido integralmente no Brasil, o Harpia consolidou-se como uma das principais soluções nacionais de sua categoria. Reconhecido pelo Ministério da Defesa como Produto Estratégico de Defesa (PED), o sistema foi concebido para atender missões ISR de longa duração, combinando capacidade de voo além da linha de visada (BVLOS), transmissão de dados em tempo real e integração de sensores eletro-ópticos e termais de alta resolução.

A maturidade operacional da plataforma já pode ser observada em aplicações reais. Atualmente, o Harpia integra as capacidades de órgãos de segurança pública e defesa civil dos estados do Amazonas e do Acre, apoiando missões de monitoramento ambiental, fiscalização, vigilância de áreas estratégicas e resposta a situações de emergência em regiões caracterizadas por grandes desafios logísticos e extensas áreas de cobertura.

A versatilidade do sistema também permite sua utilização em operações de busca e salvamento. Recentemente, o Harpia foi empregado em uma missão conduzida em São Sebastião, no litoral paulista, apoiando equipes mobilizadas na busca por uma pessoa desaparecida no mar. A operação demonstrou a capacidade da plataforma de ampliar significativamente a cobertura aérea e a consciência situacional em cenários complexos, contribuindo para a coordenação e a eficiência das ações em campo.

Além do SARP Harpia, a ADTECH SD apresentou o sistema antidrones SIMAD, desenvolvido para atender diferentes necessidades operacionais. Sua arquitetura permite o emprego tanto em instalações fixas quanto embarcado em viaturas, proporcionando proteção móvel e ampliando a capacidade de resposta diante das crescentes ameaças representadas por sistemas aéreos não tripulados.

Outro destaque foi o radar ativo ATALAIA, projetado para detectar drones de pequenas dimensões, incluindo aeronaves que operam de forma autônoma por rotas programadas ou que utilizam enlaces por fibra óptica, uma tecnologia que vem sendo empregada para reduzir a vulnerabilidade dos sistemas não tripulados às contramedidas eletrônicas convencionais. Essa capacidade amplia significativamente o espectro de ameaças que podem ser identificadas e acompanhadas pelo sistema, reforçando sua adequação à proteção de infraestruturas críticas, instalações estratégicas e operações de segurança.

Integrados, o SIMAD e o radar ATALAIA oferecem uma solução robusta para monitoramento, detecção e proteção de áreas sensíveis, fortalecendo as capacidades de órgãos de segurança pública, forças militares e instituições responsáveis pela proteção de ativos estratégicos.

A apresentação das soluções da ADTECH SD durante o INOVAERO ocorre em um momento de crescente valorização das tecnologias de uso dual, capazes de atender simultaneamente às demandas dos setores de defesa, segurança pública, proteção ambiental e defesa civil. Nesse contexto, o Harpia e os sistemas de proteção apresentados pela empresa representam exemplos do avanço da Base Industrial de Defesa brasileira na produção de soluções tecnológicas de elevado conteúdo nacional e comprovada aplicação operacional.

O INOVAERO tem como objetivo fortalecer o ecossistema nacional de inovação aeroespacial, ampliando a integração entre defesa, indústria, academia e governo. A iniciativa busca estimular novas parcerias, fomentar projetos estratégicos e contribuir para o desenvolvimento tecnológico e o fortalecimento das capacidades nacionais em áreas consideradas essenciais para a soberania, a segurança e o desenvolvimento do Brasil.

Sobre a ADTECH

A Advanced Technologies Security & Defense (ADTECH-SD) é uma empresa brasileira, reconhecida pelo Ministério da Defesa como Empresa Estratégica de Defesa (EED), especializada no desenvolvimento de soluções tecnológicas de alta performance para segurança pública, defesa territorial e monitoramento estratégico.

Com sede em São José dos Campos (SP), a empresa reúne profissionais com décadas de experiência no setor aeronáutico e atua no desenvolvimento e operação de sistemas avançados de aeronaves não tripuladas, além de soluções integradas de vigilância e inteligência.

Seus sistemas são concebidos com foco em alta autonomia, modularidade e adaptabilidade, atendendo às demandas de missões críticas em ambientes complexos e de elevada exigência operacional.

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quinta-feira, 18 de junho de 2026

Embraer e FAB firmam novo contrato de suporte logístico para garantir alta disponibilidade da frota KC-390 Millennium

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A Embraer e a Força Aérea Brasileira (FAB) deram mais um passo importante na consolidação do programa KC-390 Millennium com a assinatura de um novo contrato de longa duração voltado ao suporte logístico e à manutenção da frota da aeronave multimissão. O acordo, anunciado nesta quinta-feira (18), abrange tanto as aeronaves já em operação quanto as unidades que ainda serão entregues à FAB, garantindo o suporte necessário para manter elevados índices de disponibilidade operacional.

O contrato reforça uma parceria estratégica construída ao longo de décadas entre a Embraer e a Força Aérea Brasileira, assegurando a sustentação logística de uma das mais importantes capacidades militares do país. O escopo inclui serviços de reparo e manutenção de componentes, fornecimento de peças de reposição, suporte de engenharia, atualização de publicações técnicas e atendimento especializado para situações emergenciais.

Segundo o Comandante-Geral de Apoio da Força Aérea Brasileira, Tenente-Brigadeiro do Ar Valter Malta, o acordo representa um compromisso direto com a prontidão operacional da frota.

“A assinatura deste Contrato de Suporte Logístico reforça o compromisso da Força Aérea Brasileira com a prontidão operacional e a disponibilidade de sua frota. Por meio desse acordo, asseguramos o suporte necessário para a manutenção e a sustentação logística do KC-390 Millennium, aeronave estratégica para a mobilidade, a defesa e a capacidade de resposta rápida do País”, destacou o oficial.

O brigadeiro ressaltou ainda que o contrato contribui para a eficiência operacional dos esquadrões e fortalece a confiabilidade de um projeto que se tornou referência internacional no segmento de transporte militar.

Para a Embraer, a assinatura do acordo demonstra a maturidade do programa e a evolução do suporte pós-venda oferecido pela empresa aos operadores da aeronave.

“Estamos muito satisfeitos em assinar esse contrato com a FAB. Este acordo reafirma o compromisso de décadas da Embraer em apoiar a Força Aérea Brasileira com soluções completas de suporte de nível mundial, com foco em altos níveis de disponibilidade e eficiência operacional para toda a frota do KC-390 Millennium”, afirmou Carlos Naufel, presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte.

Sustentação logística como fator estratégico

Mais do que a aquisição de aeronaves modernas, as forças aéreas contemporâneas dependem cada vez mais de contratos robustos de sustentação logística para garantir elevados índices de disponibilidade e reduzir custos operacionais ao longo do ciclo de vida das plataformas.

Nesse contexto, o novo acordo busca aumentar a previsibilidade das operações da FAB, reduzindo o tempo de indisponibilidade das aeronaves e assegurando respostas rápidas às necessidades dos esquadrões responsáveis pelo emprego do KC-390 em missões de transporte estratégico, apoio humanitário e operações militares.

O modelo adotado segue uma tendência internacional de contratos integrados de suporte, nos quais fabricante e operador trabalham em conjunto para otimizar o desempenho da frota e garantir maior eficiência logística.

O principal vetor de transporte da FAB

Desenvolvido pela Embraer para atender às demandas do século XXI, o KC-390 Millennium tornou-se o principal vetor de transporte militar da Força Aérea Brasileira, substituindo gradativamente os veteranos C-130 Hercules em diversas missões.

A aeronave possui capacidade para transportar até 26 toneladas de carga, superando diversos concorrentes de sua categoria. Com velocidade de cruzeiro próxima de 470 nós, o KC-390 combina elevada capacidade de carga com rapidez de deslocamento, características fundamentais para operações estratégicas em um país de dimensões continentais como o Brasil.

Além do transporte de tropas e cargas, o Millennium pode realizar evacuação aeromédica, busca e salvamento (SAR), lançamento de paraquedistas e cargas, combate a incêndios florestais, missões humanitárias e operações em pistas semipreparadas ou não pavimentadas.

Outro diferencial é sua capacidade de reabastecimento em voo. Equipado com kits de instalação rápida, o KC-390 pode atuar tanto como aeronave reabastecedora quanto como receptora de combustível, ampliando significativamente o alcance e a flexibilidade operacional das forças aéreas que o utilizam.

Sucesso internacional fortalece programa brasileiro

O sucesso operacional alcançado pela FAB tem sido um dos principais fatores para a crescente aceitação internacional da aeronave. Atualmente, além do Brasil, o KC-390 Millennium foi selecionado por Portugal, Hungria, República da Coreia, Países Baixos, Áustria, República Tcheca, Uzbequistão, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Eslováquia e Lituânia.

O avanço das exportações consolida o KC-390 como um dos maiores sucessos da indústria aeronáutica brasileira no setor de defesa, fortalecendo a posição da Embraer no mercado global de transporte militar e ampliando a presença do Brasil entre os principais fornecedores mundiais de aeronaves de emprego militar.

Com o novo contrato de suporte logístico, a FAB garante a sustentação de uma capacidade estratégica essencial para a defesa nacional, enquanto a Embraer reforça seu compromisso de manter o KC-390 Millennium entre as aeronaves militares de maior disponibilidade e eficiência operacional do mundo.


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terça-feira, 16 de junho de 2026

MBDA avança no segmento de munições vagantes com o AKERON RCX50 e assina contrato de experimentação com a França

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A evolução dos conflitos modernos tem acelerado a busca por sistemas capazes de combinar precisão, baixo custo e rápida capacidade de emprego. Neste contexto, a MBDA deu mais um passo importante ao assinar um contrato de experimentação com a Direção-Geral de Armamentos da França (DGA) para o fornecimento da munição remotamente controlada AKERON RCX50, sistema desenvolvido para atender às novas exigências do campo de batalha contemporâneo.

O contrato prevê fases de avaliação operacional e treinamento envolvendo a Seção Técnica do Exército Francês (STAT) e a Marinha Francesa, permitindo que o novo sistema seja testado em diferentes cenários e missões. A iniciativa marca uma etapa importante para a entrada em serviço de uma munição que foi concebida para oferecer elevada flexibilidade tática e capacidade de emprego em larga escala.

O AKERON RCX50 representa uma das mais recentes apostas da MBDA no crescente segmento das chamadas munições vagantes ou munições remotamente controladas. Desenvolvido em menos de dois anos e financiado integralmente pela própria empresa, o sistema demonstra a capacidade da indústria europeia de defesa em acelerar ciclos de desenvolvimento para responder às lições observadas em conflitos recentes, especialmente na Ucrânia e no Oriente Médio.

Baseado nos estudos conduzidos anteriormente com o demonstrador SPHINX no âmbito do programa COLIBRI, o AKERON RCX50 foi concebido desde o início como um sistema de armas completo. Sua arquitetura busca combinar simplicidade de operação, precisão no engajamento de alvos e custos compatíveis com o emprego em operações de alta intensidade, onde a capacidade de reposição rápida dos sistemas torna-se um fator decisivo.

Segundo Stéphane Reb, Vice-Presidente Executivo de Programas e Diretor-Geral da MBDA França, a assinatura do contrato demonstra a capacidade da empresa de inovar rapidamente e atender às demandas operacionais das forças armadas. O executivo destacou ainda que o desenvolvimento do sistema ocorreu em colaboração com a Novadem, empresa francesa especializada em robótica aérea, permitindo que o projeto fosse concluído em um prazo inferior a dois anos.

A parceria com a Novadem ilustra uma tendência crescente na indústria de defesa europeia: a integração entre grandes grupos do setor e empresas especializadas em tecnologias emergentes. Com duas décadas de experiência no desenvolvimento de drones para aplicações civis e militares, a Novadem contribuiu para acelerar a maturação tecnológica do programa e viabilizar sua rápida entrada em produção.

O AKERON RCX50 integra uma nova geração de armamentos que buscam preencher a lacuna entre os drones de reconhecimento e os mísseis convencionais, oferecendo aos comandantes uma capacidade orgânica de localizar, acompanhar e neutralizar alvos com elevada precisão. Essa categoria de armamento ganhou enorme relevância nos conflitos recentes, onde sistemas de baixo custo passaram a desempenhar papel decisivo na destruição de veículos blindados, posições fortificadas e sistemas de defesa aérea.

A MBDA também está expandindo sua presença em outras categorias de munições remotamente controladas. Em parceria com a Delair e a KNDS France, a empresa participa atualmente da competição francesa para o fornecimento de munições vagantes de médio alcance por meio do sistema AKERON RCH170, ampliando sua oferta para operações de maior profundidade tática.

Com o AKERON RCX50 pronto para produção em série, a MBDA reforça sua posição em um dos segmentos mais dinâmicos da indústria de defesa mundial. O programa demonstra como as lições extraídas dos conflitos contemporâneos estão acelerando o desenvolvimento de novas capacidades militares, consolidando as munições vagantes como um dos elementos centrais dos campos de batalha do século XXI.


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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Boeing abandona disputa por treinador da Marinha dos EUA e concentra esforços nos caças de sexta geração

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A Boeing surpreendeu o mercado de defesa ao anunciar sua retirada da competição do programa Undergraduate Jet Training System (UJTS), iniciativa da Marinha dos Estados Unidos destinada à seleção de uma nova aeronave de treinamento avançado para a formação de pilotos navais. A decisão elimina da disputa o T-7A Red Hawk, reduzindo a concorrência a apenas dois candidatos e reforçando a prioridade estratégica da empresa em programas de caças de sexta geração.

O movimento ocorre em um momento de profunda transformação das forças aéreas norte-americanas, que buscam preparar a próxima geração de aviadores para operar plataformas cada vez mais sofisticadas, incluindo os futuros sistemas de combate tripulados e não tripulados que deverão dominar os céus nas próximas décadas. Embora o T-7A esteja atualmente sendo incorporado pela Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) como substituto do veterano T-38 Talon, a Boeing concluiu que a aeronave não atenderia plenamente aos requisitos específicos estabelecidos pela Marinha dos EUA.

Segundo a empresa, seriam necessárias adaptações adicionais para adequar a plataforma às exigências do programa naval, especialmente em áreas relacionadas à certificação e aos padrões operacionais exigidos pela aviação embarcada. Ainda assim, a fabricante reafirmou sua confiança no T-7A como uma plataforma moderna e capaz de preparar pilotos para aeronaves de quarta, quinta e futura sexta geração.

Por trás da decisão está uma questão estratégica ainda mais relevante. Fontes da indústria apontam que a Boeing pretende direcionar seus recursos de engenharia, desenvolvimento e investimentos para os programas de combate de próxima geração dos Estados Unidos. Entre eles estão o F-47, novo caça da Força Aérea norte-americana, e o aguardado programa F/A-XX, que definirá o futuro da aviação embarcada da Marinha dos EUA.

A decisão também reflete uma preocupação crescente do Pentágono em relação à capacidade da base industrial de defesa norte-americana de sustentar simultaneamente múltiplos programas de alta complexidade tecnológica. Com diversos projetos estratégicos em andamento, empresas e autoridades buscam evitar a dispersão de recursos em iniciativas consideradas secundárias diante dos desafios representados pela competição entre grandes potências.

Curiosamente, um dos pontos discutidos durante a avaliação do T-7A foi o motor General Electric F404, utilizado pela aeronave. O mesmo propulsor equipa há décadas os caças F/A-18 Hornet e Super Hornet da Marinha dos Estados Unidos, possuindo um histórico operacional consolidado. Entretanto, a Boeing reconheceu que seriam necessários trabalhos adicionais para adequá-lo aos requisitos específicos de certificação exigidos pelo programa UJTS.

Com a saída da Boeing e a retirada anterior da parceria entre Lockheed Martin e Korea Aerospace Industries, que oferecia o T-50 Golden Eagle, a disputa passa a contar com apenas dois concorrentes. O primeiro é o Freedom, desenvolvido pela Sierra Nevada Corporation em parceria com a Northrop Grumman. Trata-se de uma aeronave projetada especificamente para a competição, incorporando características voltadas para operações navais, incluindo resistência estrutural para suportar pousos mais severos típicos da aviação embarcada.

O segundo concorrente é o M-346N, apresentado pela parceria entre Leonardo e Textron. Derivado do bem-sucedido M-346 Master, já utilizado por diversas forças aéreas ao redor do mundo, o modelo oferece uma solução madura e de baixo risco tecnológico. Além do treinamento avançado, a plataforma pode ser configurada para missões de ataque leve, vigilância e apoio aéreo aproximado, ampliando sua flexibilidade operacional.

A escolha da nova aeronave de treinamento da Marinha dos Estados Unidos terá impacto direto na formação de milhares de pilotos ao longo das próximas décadas. Mais do que selecionar um substituto para as plataformas atualmente em serviço, o programa UJTS busca preparar aviadores para operar em um ambiente de combate cada vez mais complexo, integrado por inteligência artificial, aeronaves não tripuladas e sistemas de combate em rede.

A decisão final da Marinha norte-americana é aguardada para os próximos meses e será acompanhada de perto pela indústria global de defesa. Enquanto isso, a retirada da Boeing evidencia uma tendência cada vez mais clara: diante da corrida tecnológica pela próxima geração de aeronaves de combate, os grandes fabricantes estão concentrando esforços nos programas considerados decisivos para o futuro da superioridade aérea ocidental.


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Renault e Thales unem forças para desenvolver veículo militar

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Marcando a crescente mobilização industrial europeia diante do novo cenário de segurança no continente, a Renault anunciou uma parceria estratégica com a Thales para o desenvolvimento de um novo veículo militar multimissão. O projeto, batizado de 4 TROOP, foi apresentado durante a Eurosatory 2026 e representa um importante avanço na aproximação entre a indústria automotiva e o setor de defesa europeu.

A iniciativa combina a reconhecida capacidade industrial da Renault na produção em larga escala com a expertise da Thales em sistemas eletrônicos, comunicações seguras e integração de tecnologias militares. O objetivo é oferecer às forças armadas uma plataforma moderna, modular e de rápida produção, capaz de atender às necessidades operacionais dos exércitos europeus em um cenário marcado pelo aumento das tensões geopolíticas e pela necessidade de ampliar rapidamente a capacidade militar do continente.

Segundo as empresas, o 4 TROOP foi concebido como um veículo híbrido 4x4 de alta mobilidade, apto a operar em diferentes tipos de terreno e missões. Entre as funções previstas estão reconhecimento, vigilância, coordenação tática de tropas, apoio a operações distribuídas e lançamento de sistemas aéreos não tripulados. O veículo também incorpora a tecnologia Vehicle-to-Load (V2L), permitindo alimentar equipamentos eletrônicos, sensores, sistemas de comunicação e postos avançados diretamente a partir de sua própria fonte de energia.

A Renault informou que poderá iniciar a produção do veículo já em 2027, caso sejam formalizados contratos de aquisição. Um dos diferenciais do projeto está justamente na capacidade de aproveitar linhas de produção já existentes da montadora, reduzindo custos e acelerando significativamente os prazos de entrega quando comparados aos programas militares tradicionais.

A parceria surge em um momento em que diversos países europeus ampliam seus investimentos em defesa, impulsionados pela guerra na Ucrânia, pela modernização das forças russas e pelas incertezas em torno do futuro comprometimento dos Estados Unidos com a segurança europeia. Esse contexto tem levado governos e empresas a buscar soluções inovadoras para expandir rapidamente a capacidade produtiva do setor de defesa.

Nos últimos anos, fabricantes europeus de armamentos passaram a enxergar a indústria automotiva como uma importante fonte de capacidade industrial adicional. Acostumadas à produção em massa, à automação e à gestão eficiente de cadeias logísticas complexas, montadoras como a Renault podem desempenhar papel relevante na aceleração da produção de equipamentos militares em larga escala.

O projeto do 4 TROOP não é a primeira iniciativa da Renault no setor de defesa. A empresa já colabora com o Ministério das Forças Armadas da França em diversos programas e participa do desenvolvimento de sistemas aéreos não tripulados em parceria com a fabricante francesa Turgis Gaillard. Segundo o CEO da Renault, François Provost, o primeiro protótipo dessa aeronave deverá realizar seus voos de teste ainda este ano.

Além da cooperação com a Thales e a Turgis Gaillard, a Renault também mantém projetos em estágio inicial com a empresa belga John Cockerill, um dos principais grupos europeus especializados em sistemas terrestres de defesa. O movimento evidencia uma tendência cada vez mais forte na Europa: a convergência entre setores industriais tradicionalmente civis e as demandas estratégicas da defesa.

Mais do que o lançamento de um novo veículo militar, a parceria entre Renault e Thales simboliza uma transformação mais ampla na base industrial europeia. Diante de um ambiente internacional cada vez mais instável, a capacidade de converter rapidamente expertise civil em soluções militares pode se tornar um dos fatores decisivos para garantir a autonomia estratégica e a prontidão operacional das forças armadas do continente nas próximas décadas.


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KNDS apresenta novo carro de combate que substituirá o Leclerc enquanto futuro do MGCS permanece sob incerteza

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A indústria de defesa europeia ganhou um novo protagonista durante a Eurosatory 2026. O grupo franco-alemão KNDS apresentou oficialmente o CAPINT (Capacité Intermédiaire), um novo carro de combate desenvolvido para garantir a continuidade das capacidades blindadas do Exército Francês enquanto o programa Main Ground Combat System (MGCS), destinado a substituir os atuais Leclerc e Leopard 2, enfrenta atrasos e incertezas crescentes.

O lançamento do CAPINT ocorre em um momento particularmente delicado para os grandes programas cooperativos europeus. A deterioração do ambiente de segurança no continente, impulsionada pela guerra na Ucrânia, pela modernização das forças armadas russas e pelas dúvidas sobre o comprometimento futuro dos Estados Unidos com a defesa europeia, tem levado diversos países a acelerar seus programas de modernização militar e buscar soluções de curto e médio prazo.

Desenvolvido pela KNDS, conglomerado formado pela francesa Nexter e pela alemã KMW, o CAPINT combina tecnologias já consolidadas em ambos os países. O veículo utiliza uma plataforma desenvolvida pela divisão alemã do grupo, enquanto incorpora um sistema de armas produzido pela divisão francesa, reduzindo riscos tecnológicos e permitindo uma entrada em serviço mais rápida do que a esperada para uma plataforma de nova geração.

A criação do novo blindado reflete as dificuldades enfrentadas pelo programa MGCS. Lançado em 2017 por França e Alemanha, o projeto foi concebido para representar um salto tecnológico em relação aos atuais carros de combate europeus, integrando inteligência artificial, sistemas avançados de proteção, sensores de última geração e operações em rede. No entanto, divergências industriais, disputas sobre participação empresarial e diferenças nas prioridades estratégicas dos dois países vêm impactando significativamente seu cronograma.

A preocupação francesa é compreensível. Os carros de combate Leclerc, principal vetor blindado pesado do Exército Francês, deverão começar a ser retirados de serviço na próxima década, com previsão de desativação completa até 2038. Diante dos atrasos acumulados no MGCS, Paris decidiu avançar com uma solução intermediária capaz de preservar sua capacidade de combate terrestre até que uma plataforma definitiva esteja disponível.

As dúvidas sobre o futuro do programa conjunto foram ampliadas após recentes declarações de autoridades alemãs indicando que a cooperação bilateral poderá concentrar-se no desenvolvimento de tecnologias e subsistemas comuns, sem necessariamente resultar em um único carro de combate compartilhado. Ao mesmo tempo, a Alemanha segue avançando em estudos para uma solução nacional de transição baseada na evolução da família Leopard, frequentemente denominada Leopard 2AX ou Leopard 3, desenvolvida pela KNDS Germany em parceria com a Rheinmetall.

O surgimento de programas paralelos evidencia os desafios enfrentados pela Europa para harmonizar interesses nacionais e preservar sua base industrial de defesa. A situação lembra as recentes tensões envolvendo o programa Future Combat Air System (FCAS), destinado ao desenvolvimento da próxima geração de aeronaves de combate europeias, que também enfrentou disputas entre empresas e governos sobre liderança e divisão de responsabilidades.

Para a KNDS, o CAPINT representa mais do que um simples substituto temporário para o Leclerc. O novo blindado surge como uma ponte tecnológica entre a atual geração de carros de combate e os futuros sistemas terrestres que deverão operar em campos de batalha altamente digitalizados e marcados pela crescente presença de drones, munições vagantes e sensores avançados.

A apresentação do CAPINT demonstra que diante das incertezas que cercam o MGCS, França e Alemanha estão adotando abordagens pragmáticas para evitar lacunas em suas capacidades blindadas. Mais do que uma solução de transição, o novo tanque poderá tornar-se um elemento estratégico para a manutenção da prontidão operacional europeia em um cenário internacional cada vez mais complexo e desafiador.


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com Reuters


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B-52 Stratofortress cai após decolagem na Califórnia

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Um bombardeiro estratégico B-52H Stratofortress da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) caiu nesta segunda-feira (15), poucos minutos após decolar da Base Aérea de Edwards, localizada no Deserto de Mojave, no sul da Califórnia. O acidente mobilizou equipes de emergência e reacendeu preocupações sobre a operação de uma das mais antigas e importantes aeronaves ainda em serviço na aviação militar mundial.

De acordo com informações divulgadas pela própria Base Aérea de Edwards, a aeronave caiu por volta das 11h20 (horário local), dentro da área do aeródromo, logo após a decolagem. Imagens aéreas divulgadas por emissoras norte-americanas mostram uma extensa área carbonizada no deserto, com equipes de resgate atuando no local, enquanto a situação permanecia em desenvolvimento até o fechamento desta reportagem.

As autoridades militares não divulgaram imediatamente o número de tripulantes a bordo, tampouco informações sobre sobreviventes ou sobre a missão que estava sendo realizada no momento do acidente. Normalmente, um B-52 opera com uma tripulação composta por cinco militares.

A Força Aérea dos Estados Unidos informou apenas que as equipes de emergência responderam rapidamente à ocorrência e que uma investigação já foi iniciada para determinar as causas da queda. O Pentágono e o Comando Global de Ataque da USAF ainda não forneceram detalhes adicionais sobre o incidente.

Um dos pilares da dissuasão estratégica dos Estados Unidos

Desenvolvido pela Boeing durante os anos mais intensos da Guerra Fria, o B-52 Stratofortress realizou seu primeiro voo em 1952 e permanece, mais de sete décadas depois, como um dos principais vetores do poderio estratégico dos Estados Unidos.

A versão atualmente em operação, o B-52H, é capaz de transportar tanto armamentos convencionais quanto nucleares, incluindo mísseis de longo alcance, bombas guiadas de precisão e outros sistemas avançados de ataque. Com alcance intercontinental e capacidade de reabastecimento em voo, a aeronave continua sendo um elemento central da tríade nuclear norte-americana.

Além de missões de ataque estratégico, o B-52 pode desempenhar funções de apoio aéreo aproximado, interdição aérea, ataque marítimo e operações de superioridade aérea, demonstrando uma versatilidade que contribuiu para sua longevidade operacional.

Frota passa por modernização para permanecer em serviço até 2050

Apesar da idade avançada da plataforma, a Força Aérea dos Estados Unidos conduz um amplo programa de modernização dos B-52H. As aeronaves estão recebendo novos radares, sistemas de comunicação, aviônicos atualizados e, principalmente, novos motores que deverão aumentar significativamente a eficiência operacional e reduzir custos de manutenção.

O programa resultará na redesignação da aeronave para a versão B-52J, que deverá permanecer em serviço pelo menos até a década de 2050, tornando o Stratofortress uma das aeronaves militares de maior longevidade da história.

Primeiro acidente fatal da frota em uma década

Segundo registros internacionais de acidentes aeronáuticos militares, este é o primeiro acidente envolvendo um B-52 desde maio de 2016, quando outra aeronave do mesmo modelo caiu durante uma decolagem na ilha de Guam, no Pacífico. Na ocasião, os sete tripulantes conseguiram sobreviver.

Atualmente, todos os B-52H da USAF estão concentrados no 5º Bomb Wing, sediado na Base Aérea de Minot, no estado de Dakota do Norte, no 2º Bomb Wing, na Base Aérea de Barksdale, Louisiana, e no 307º Bomb Wing da Reserva da Força Aérea, também baseado em Barksdale.

A queda desta segunda-feira (15) representa um duro golpe para uma das aeronaves mais emblemáticas da aviação militar moderna. Embora a causa do acidente ainda seja desconhecida, o episódio certamente será acompanhado com atenção por analistas militares e especialistas em aviação em todo o mundo, especialmente em um momento em que os Estados Unidos ampliam o emprego de seus bombardeiros estratégicos em missões de demonstração de força e dissuasão em diferentes teatros geopolíticos.


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com Reuters

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Innospace avança para novo lançamento em Alcântara após conclusão de investigação da FAB

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A sul-coreana Innospace deu um importante passo para a retomada de suas operações no Brasil após a conclusão da investigação referente à Operação Spaceward, realizada no Centro Espacial de Alcântara (CEA), no Maranhão. Na última sexta-feira (12), a empresa anunciou que o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Força Aérea Brasileira (FAB), concluiu o relatório final sobre a interrupção prematura da missão de lançamento do foguete Hanbit-Nano, ocorrida em 22 de dezembro de 2025.

O documento oficial, aprovado pela FAB, consolida os resultados da investigação técnica conduzida em conjunto entre o Cenipa e a Innospace, identificando as causas da interrupção da missão, as medidas necessárias para evitar recorrências e o estágio de implementação das ações corretivas. A conclusão do processo representa um marco fundamental para que a empresa avance em seus preparativos para uma nova tentativa de lançamento, prevista para o terceiro trimestre de 2026.

A Operação Spaceward marcou um momento importante para o programa espacial brasileiro, ao demonstrar a crescente capacidade do Centro Espacial de Alcântara em atrair operadores internacionais interessados em utilizar sua posição geográfica privilegiada para lançamentos orbitais. Apesar da interrupção da missão, o trabalho conjunto entre autoridades brasileiras e a empresa sul-coreana evidencia a maturidade dos protocolos de segurança e investigação adotados pelo país.

Com base nas conclusões da investigação, a Innospace informou que está realizando uma ampla revisão técnica de seus sistemas, incluindo atualizações de componentes, aperfeiçoamento dos processos de montagem e fortalecimento de seu sistema de gestão da qualidade. Paralelamente, a empresa conduz novos testes estáticos de queima em solo para validar as correções implementadas antes do próximo lançamento.

Outro passo importante em andamento é a análise da licença de lançamento junto à Administração Aeroespacial da Coreia (KASA), requisito necessário para a realização da próxima missão. Como etapa final de qualificação, a Innospace realizará um Teste de Qualificação de Estágio utilizando uma versão aprimorada do Modelo de Qualificação (QM), reproduzindo em solo todas as etapas críticas de uma missão real, incluindo abastecimento, acionamento dos motores e operação dos sistemas de controle.

Segundo Soojong Kim, fundador e CEO da Innospace, a investigação permitiu identificar com precisão os fatores que levaram à interrupção da missão e transformar o incidente em uma oportunidade de evolução tecnológica. Para o executivo, compreender a causa raiz do problema e implementar medidas corretivas robustas são elementos essenciais para garantir a confiabilidade dos futuros lançamentos.

A expectativa agora é que o próximo voo do Hanbit-Nano represente não apenas a retomada do programa da Innospace, mas também um novo avanço para a consolidação do Centro Espacial de Alcântara como um dos mais promissores polos de lançamento do hemisfério sul. O projeto reforça ainda a crescente inserção do Brasil no mercado espacial internacional, setor que vem atraindo investimentos e ampliando sua relevância estratégica para o desenvolvimento tecnológico e econômico do país.

GBN Defense acompanhará a DroneShow Robotics e SpaceBR 2026

Enquanto o setor espacial avança em Alcântara, o mercado aeroespacial brasileiro se prepara para outro importante encontro de tecnologia e inovação. O GBN Defense estará presente na DroneShow Robotics, MundoGEO Connect, SpaceBR Show e Expo eVTOL 2026, que acontecem entre os dias 16 e 18 de junho no Expo Center Norte, em São Paulo.

Considerados os principais eventos da América Latina dedicados aos setores de drones, espaço, mobilidade aérea avançada e geotecnologias, os encontros reunirão mais de 230 marcas expositoras, além de especialistas, autoridades, empresas, instituições de pesquisa e representantes governamentais. A programação inclui 12 cursos, nove seminários e três fóruns voltados às tendências e aos desafios que moldarão o futuro da indústria aeroespacial e de sistemas autônomos.

Durante a cobertura especial do evento, o GBN Defense acompanhará as principais novidades da Base Industrial de Defesa, os avanços do setor espacial brasileiro, as novas tecnologias para drones, sistemas não tripulados, eVTOLs e soluções voltadas à segurança, defesa e monitoramento, trazendo aos nossos leitores entrevistas, reportagens exclusivas e análises sobre os temas mais relevantes do setor.


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Albatroz Vórtex com turbina nacional é destaque no Aeroporto Internacional de Salvador

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A indústria brasileira de aeronaves não tripuladas deu mais um passo importante rumo à autonomia tecnológica durante o 1º INOVAERO – Encontro de Inovação Aeroespacial. Realizado na Base Aérea de Salvador (BASV), o evento reuniu representantes da Força Aérea Brasileira, do SENAI CIMATEC, da academia e da indústria para discutir o fortalecimento do setor aeroespacial nacional e impulsionar o desenvolvimento do futuro Parque Industrial Tecnológico Aeroespacial da Bahia (PITA-BA).

Entre os destaques do encontro esteve a participação da Stella Tecnologia, que apresentou parte de seu portfólio de sistemas aéreos não tripulados e realizou uma demonstração em voo do Albatroz Vórtex no Aeroporto Internacional de Salvador. A apresentação colocou em evidência uma capacidade tecnológica considerada estratégica para o país: o domínio nacional de uma plataforma aérea equipada com turbina desenvolvida e produzida no Brasil.

O grande protagonista do evento foi o Albatroz Vórtex, primeiro drone brasileiro equipado com uma turbina de fabricação nacional. A aeronave utiliza a turbina ATJR 15-5, desenvolvida em cooperação com a AeroConcepts, representando um avanço significativo para a indústria aeroespacial brasileira ao reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras em um segmento altamente sensível e estratégico.

Com peso máximo de decolagem de 150 quilos, o Albatroz Vórtex demonstrou seu elevado grau de maturidade operacional durante a apresentação aérea. O voo permitiu comprovar a integração bem-sucedida entre a estrutura da aeronave e seu sistema de propulsão nacional, evidenciando a capacidade da indústria brasileira de desenvolver soluções completas para missões de inteligência, vigilância, reconhecimento e outras aplicações militares e governamentais.

A demonstração foi acompanhada por autoridades civis e militares, investidores e representantes da indústria de defesa, reforçando o potencial comercial e estratégico da plataforma. O desempenho apresentado em Salvador também serviu como vitrine para a crescente capacidade brasileira de competir no mercado internacional de sistemas aéreos não tripulados, setor que registra forte expansão em todo o mundo.

Além do Albatroz Vórtex, a Stella Tecnologia levou ao evento outras duas plataformas de sua linha de produtos. O Albatroz, que consolida a integração entre célula e sistemas nacionais de propulsão, e o Atobá, aeronave de asa fixa desenvolvida para atender missões das Forças Armadas brasileiras. Embora tenham participado apenas da exposição estática, os dois sistemas demonstraram a amplitude do portfólio da empresa e sua capacidade de atender diferentes perfis operacionais.

As plataformas desenvolvidas pela Stella destinam-se a aplicações que vão desde vigilância de fronteiras e monitoramento marítimo até apoio a operações militares, segurança pública e proteção de infraestruturas críticas. O conjunto apresentado em Salvador evidencia a evolução da empresa como uma das principais desenvolvedoras brasileiras de sistemas aéreos não tripulados de uso estratégico.

A relevância do evento foi reforçada pela presença do Ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, e do Comandante da Aeronáutica, Marcelo Kanitz Damasceno, que acompanharam as apresentações e demonstrações realizadas durante o INOVAERO. A participação das autoridades reflete a importância atribuída ao fortalecimento da Base Industrial de Defesa e ao desenvolvimento de tecnologias críticas para a soberania nacional.

Segundo Gilberto Buffara, CEO da Stella Tecnologia, a demonstração do Albatroz Vórtex simboliza mais do que uma apresentação de capacidades. Representa a comprovação de que o Brasil possui condições de dominar toda a cadeia de desenvolvimento de aeronaves não tripuladas de alto desempenho, desde a estrutura até a propulsão. Para a empresa, iniciativas como o PITA-BA e o INOVAERO sinalizam o surgimento de um novo polo aeroespacial fora do eixo tradicional do Sudeste, ampliando as oportunidades para o crescimento da indústria nacional.

A participação da Stella Tecnologia no evento reforça uma tendência cada vez mais evidente no setor de defesa brasileiro: a busca pela autonomia tecnológica em áreas consideradas estratégicas. O sucesso do Albatroz Vórtex demonstra que o país avança na construção de competências próprias em sistemas não tripulados, consolidando capacidades que poderão desempenhar papel fundamental tanto na defesa nacional quanto na inserção do Brasil em mercados internacionais de alta tecnologia.


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SIATT leva mísseis, sistemas de vigilância e soluções estratégicas para a Eurosatory 2026

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A indústria brasileira de defesa volta a marcar presença em um dos mais importantes eventos do setor no mundo. A SIATT participa da Eurosatory 2026, realizada entre os dias 15 e 19 de junho, em Paris, apresentando um portfólio de sistemas de defesa e vigilância desenvolvido para atender demandas operacionais de alta complexidade nos ambientes marítimo, terrestre e de monitoramento estratégico.

Integrando o estande do EDGE Group, a empresa brasileira reforça sua presença no mercado internacional ao expor soluções que representam importantes avanços tecnológicos da Base Industrial de Defesa nacional. A participação na feira ocorre em um momento de crescente interesse global por sistemas capazes de ampliar a capacidade de dissuasão, vigilância e proteção de infraestruturas estratégicas.

Segundo Rogério Salvador, presidente da SIATT, a Eurosatory representa uma oportunidade estratégica para apresentar ao mercado internacional as capacidades desenvolvidas pela empresa. O executivo destaca que o evento reúne os principais atores da indústria global de defesa, permitindo demonstrar soluções voltadas à proteção de ativos estratégicos e à ampliação da consciência situacional em diferentes cenários operacionais.

No segmento de defesa marítima, um dos principais destaques é o míssil antinavio MANSUP, desenvolvido para atender às necessidades da Marinha do Brasil. Resultado de um dos mais relevantes programas tecnológicos da indústria nacional de defesa, o sistema representa um importante passo na busca pela autonomia brasileira em armamentos guiados de alta tecnologia.

A SIATT também apresenta o MANSUP-ER (Extended Range), versão de maior alcance desenvolvida a partir da família MANSUP. Com capacidade de engajar alvos a mais de 200 quilômetros de distância, o sistema amplia significativamente o alcance de defesa e negação de área no ambiente marítimo, fortalecendo a capacidade de proteção de rotas estratégicas, instalações offshore e áreas de interesse nacional.

No segmento terrestre, a empresa destaca o míssil anticarro MAX, um sistema desenvolvido para oferecer elevada precisão, robustez e simplicidade de operação. O armamento já integra os arsenais do Exército Brasileiro e do Corpo de Fuzileiros Navais, tendo recentemente recebido novos lotes de produção destinados ao fortalecimento das capacidades operacionais das forças brasileiras.

Além dos sistemas de armas, a SIATT apresenta sua solução de Vigilância Costeira, concebida para o monitoramento permanente das águas jurisdicionais brasileiras. O sistema foi desenvolvido para atender aos requisitos do Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), um dos programas estratégicos da Marinha do Brasil voltado à proteção da extensa área marítima sob responsabilidade nacional.

A plataforma integra radares, sensores eletro-ópticos, sistemas avançados de comunicação e recursos de identificação de embarcações e aeronaves, permitindo a construção de um quadro operacional abrangente em tempo real. Essa capacidade é considerada fundamental para atividades de defesa, segurança marítima, fiscalização, combate a ilícitos e proteção de infraestruturas críticas localizadas ao longo da costa brasileira.

A presença da SIATT na Eurosatory 2026 evidencia a crescente maturidade tecnológica da indústria brasileira de defesa e reforça o papel da empresa em programas estratégicos nacionais. Ao apresentar soluções desenvolvidas no Brasil para desafios contemporâneos de defesa e vigilância, a companhia demonstra a capacidade da Base Industrial de Defesa nacional de competir em um mercado altamente exigente, contribuindo para a soberania tecnológica do país e ampliando sua inserção no cenário internacional.


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IACIT apresenta tecnologias para o futuro da mobilidade aérea na DroneShow Robotics e SpaceBR 2026

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A indústria aeroespacial e de sistemas autônomos vive uma transformação acelerada impulsionada pelo crescimento das operações com drones, aeronaves remotamente pilotadas e futuros veículos elétricos de decolagem e pouso vertical (eVTOLs). Nesse cenário, a brasileira IACIT marcará presença na DroneShow Robotics e SpaceBR 2026, que acontece entre os dias 16 e 18 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo, apresentando soluções voltadas à segurança, monitoramento e gestão inteligente do espaço aéreo.

Reconhecida pelo desenvolvimento de tecnologias de defesa, controle do tráfego aéreo, meteorologia e vigilância eletrônica, a empresa levará ao evento um conjunto de sistemas projetados para apoiar a evolução da Mobilidade Aérea Urbana (UAM) e do Gerenciamento de Tráfego de Sistemas de Aeronaves Não Tripuladas (UTM), áreas consideradas fundamentais para o futuro das operações aéreas em ambientes urbanos cada vez mais complexos.

Entre os destaques da exposição estará o MUST (Multi-Sensor Urban Surveillance and Tracking), sistema atualmente em desenvolvimento para monitoramento e acompanhamento de drones e aeronaves de mobilidade aérea avançada. A solução integra informações provenientes de múltiplos sensores e utiliza recursos de Inteligência Artificial para realizar rastreamento em tempo real, ampliando a consciência situacional e contribuindo para operações mais seguras e coordenadas dentro dos futuros ecossistemas de gerenciamento de tráfego aéreo urbano.

A proposta do MUST acompanha uma tendência global observada em diversos países, que buscam desenvolver infraestruturas capazes de integrar de forma segura aeronaves tripuladas, drones comerciais, veículos autônomos e eVTOLs em um mesmo ambiente operacional. Nesse contexto, sistemas capazes de consolidar informações e fornecer suporte à tomada de decisão serão essenciais para garantir a fluidez e a segurança das operações.

Outro sistema que estará em evidência é o DroneBlocker, desenvolvido para a detecção, identificação e neutralização de drones não autorizados. A solução atende às crescentes demandas de proteção de infraestruturas críticas, instalações estratégicas, áreas governamentais e eventos de grande porte, oferecendo uma camada adicional de segurança contra ameaças representadas pelo uso indevido de aeronaves não tripuladas.

A crescente disseminação de drones no ambiente urbano e a evolução de ameaças assimétricas têm impulsionado investimentos em tecnologias de contramedidas eletrônicas em todo o mundo. Nesse cenário, o DroneBlocker posiciona-se como uma ferramenta importante para os setores de defesa, segurança pública e proteção de ativos estratégicos, reforçando a capacidade nacional de resposta a esse tipo de desafio.

A IACIT também apresentará o Meteodrone, plataforma aérea especializada na coleta de dados atmosféricos de alta precisão. O sistema permite realizar medições direcionadas de temperatura, umidade, pressão atmosférica e velocidade dos ventos em diferentes altitudes, fornecendo informações fundamentais para operações que dependem de condições meteorológicas em tempo real, como missões aéreas, monitoramento ambiental e atividades de defesa civil.

Segundo Luiz Teixeira, CEO da IACIT, a transformação do espaço aéreo exige o desenvolvimento de novas tecnologias capazes de integrar monitoramento, segurança e gestão inteligente das operações. Para o executivo, a participação na DroneShow Robotics e SpaceBR 2026 representa uma oportunidade estratégica para apresentar soluções desenvolvidas no Brasil e ampliar a interação com empresas, instituições de pesquisa e órgãos governamentais envolvidos na construção do futuro da mobilidade aérea.

Considerados entre os principais encontros da América Latina voltados para drones, tecnologia aeroespacial e inovação, os eventos DroneShow Robotics e SpaceBR reúnem especialistas, empresas e autoridades para debater os desafios e oportunidades de um setor que deverá desempenhar papel cada vez mais relevante na economia digital e na transformação da mobilidade do século XXI. A presença da IACIT reforça não apenas a capacidade tecnológica da indústria nacional, mas também o potencial brasileiro para contribuir com soluções avançadas destinadas ao gerenciamento seguro e eficiente do espaço aéreo do futuro.


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com Rossi Comunicação

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Otokar reforça presença industrial na Europa e destaca portfólio de blindados na Eurosatory 2026

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A fabricante turca Otokar, maior exportadora de sistemas terrestres da Turquia e integrante do conglomerado industrial Koç Group, está utilizando a Eurosatory 2026, em Paris, para demonstrar não apenas seu amplo portfólio de veículos blindados, mas também sua crescente presença industrial na Europa. A empresa apresenta uma linha completa de plataformas de combate já empregadas por forças armadas de aproximadamente 50 países, ao mesmo tempo em que destaca seu recente investimento estratégico na Romênia, movimento que marca sua consolidação como fabricante de veículos blindados dentro da União Europeia.

No estande da empresa estão expostos alguns de seus principais sistemas, incluindo os blindados COBRA II, COBRA II MRAP, a configuração romena do COBRA II, o ARMA 8x8, o ARMA II 8x8 em versão de manutenção e recuperação, o veículo de combate sobre lagartas TULPAR e o AKREP II. A exposição também inclui uma maquete do AKREP II equipada com o kit de foguetes guiados a laser APKWS, da BAE Systems, demonstrando a capacidade da empresa em integrar sistemas modernos de precisão em plataformas blindadas.

Segundo o diretor-geral da Otokar, Aykut Özüner, a aquisição da fabricante romena Automecanica SA representa um passo decisivo na estratégia de expansão da empresa no continente europeu. A iniciativa permitirá não apenas a produção local de veículos blindados, mas também o desenvolvimento de atividades de pesquisa e desenvolvimento, transferência de tecnologia e gestão de projetos regionais de defesa. Para a Otokar, a Romênia deverá atuar como um polo estratégico para atender tanto as necessidades das forças armadas locais quanto de outros países da região.

A empresa também reforçou seu compromisso com a produção local e a formação de parcerias industriais de longo prazo. De acordo com Sedef Vehbi, responsável pelo cluster militar da Otokar, o modelo de cooperação implementado na Romênia poderá ser replicado em outros mercados estratégicos. A executiva destacou que a combinação entre produção local, transferência de tecnologia, suporte pós-venda integrado e flexibilidade para atender requisitos específicos de cada cliente constitui um dos principais diferenciais da companhia no competitivo mercado global de defesa.

Entre os destaques da mostra está o COBRA II, blindado tático 4x4 utilizado por mais de 20 operadores ao redor do mundo. Na Eurosatory, o veículo é apresentado integrado a uma estação para operação de aeronaves remotamente pilotadas da DASAL, ampliando suas capacidades de reconhecimento e vigilância. Já o COBRA II MRAP, desenvolvido para cenários com elevada ameaça de minas e artefatos explosivos improvisados, é exibido equipado com a torre remotamente controlada Mızrak-L de 25 mm, combinando elevados níveis de proteção e poder de fogo.

A Otokar também apresenta a configuração romena do COBRA II, desenvolvida especificamente para atender os requisitos técnicos e operacionais das Forças Armadas da Romênia. Disponível em diversas versões, incluindo transporte de tropas e comando e controle, o programa evidencia a capacidade da empresa em adaptar seus produtos às necessidades específicas de cada cliente, além de demonstrar sua experiência em transferência de tecnologia e produção local.

No segmento dos blindados de maior porte, o ARMA 8x8 surge como uma das principais apostas da empresa. Equipado com a torre Mızrak de 30 mm, o veículo destaca-se pela elevada mobilidade, proteção balística e antiminas e pela capacidade de integrar armamentos de médio e grande calibre. A família ARMA pode desempenhar missões que vão desde transporte blindado de pessoal até combate mecanizado, comando e controle e reconhecimento químico, biológico, radiológico e nuclear. Complementando a linha, o ARMA II 8x8 é apresentado na configuração de manutenção e recuperação, destinada ao apoio logístico em ambientes de combate.

Entre as plataformas mais pesadas, o veículo de combate sobre lagartas TULPAR é exibido com a torre HITFACT MkII de 120 mm, da Leonardo, oferecendo capacidades compatíveis com as exigências dos modernos campos de batalha. Já o AKREP II, apresentado com a torre de 90 mm da John Cockerill Defense, demonstra a tendência de combinar elevada mobilidade, perfil reduzido e significativo poder de fogo em uma plataforma compacta. A presença da versão equipada com foguetes guiados APKWS reforça ainda mais a capacidade da Otokar de integrar armamentos de precisão em seus veículos, acompanhando a crescente demanda por soluções capazes de engajar alvos com elevada precisão e menor risco de danos colaterais.

Com mais de 33 mil veículos militares em operação nas forças armadas de aproximadamente 50 países, incluindo diversos membros da OTAN e usuários das Nações Unidas, a Otokar chega à Eurosatory 2026 não apenas como uma fabricante de blindados, mas como uma empresa que busca consolidar-se como um dos principais parceiros industriais e tecnológicos da Europa no segmento de sistemas terrestres de defesa.


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