Os aliados europeus da OTAN, juntamente com o Canadá, ampliaram significativamente seus investimentos em defesa em 2025, registrando um aumento real de 20% em comparação ao ano anterior. O dado faz parte do relatório anual divulgado pelo secretário-geral da aliança, Mark Rutte, que também reforçou a necessidade de manter o ritmo de crescimento dos gastos diante de um cenário global cada vez mais instável.
No documento, Rutte destacou que espera avanços concretos já na próxima cúpula da OTAN, prevista para Ancara, com os países-membros demonstrando um caminho “claro e credível” rumo à nova meta de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) em investimentos relacionados à defesa. Segundo ele, o fortalecimento do vínculo transatlântico segue sendo um pilar essencial para a segurança coletiva em meio às crescentes incertezas geopolíticas.
O aumento dos gastos ocorre em um contexto de forte pressão por parte dos Estados Unidos. O presidente Donald Trump tem reiterado a necessidade de que os aliados europeus assumam maior responsabilidade pela defesa convencional do continente. Em declarações recentes, Trump criticou duramente os parceiros da aliança, afirmando que os países da OTAN não contribuíram de forma significativa em questões envolvendo o Irã, reforçando o discurso de que Washington não deve arcar sozinho com o peso da segurança coletiva.
Apesar das críticas, o relatório aponta um avanço importante: todos os países-membros atingiram ou superaram, em 2024, a meta mínima de 2% do PIB em gastos com defesa — um objetivo estabelecido ainda em 2014. Esse marco representa uma mudança significativa no comportamento da aliança, historicamente marcada por assimetrias nos níveis de investimento entre seus integrantes.
A nova meta acordada pelos líderes da OTAN eleva ainda mais o nível de ambição. Até 2035, os países deverão destinar 5% do PIB à defesa e áreas correlatas, sendo 3,5% voltados diretamente para capacidades militares — como tropas, armamentos e prontidão operacional — e 1,5% para iniciativas complementares, incluindo cibersegurança, proteção de infraestruturas críticas e adaptação logística para mobilidade de forças.
Entre os destaques do relatório estão Polônia, Lituânia e Letônia, que já ultrapassaram o patamar de 3,5% do PIB em defesa, posicionando-se como líderes no esforço de rearmamento dentro da aliança. Em contrapartida, países como Espanha, Canadá e Bélgica permanecem próximos do nível mínimo de 2%.
No total, os 32 membros da OTAN destinaram, em média, 2,77% do PIB para defesa em 2025, refletindo uma tendência de crescimento consistente, mas ainda distante da nova meta coletiva. Os Estados Unidos continuam sendo o principal pilar financeiro da aliança, respondendo por cerca de 60% de todo o gasto militar do bloco.
O cenário evidencia uma OTAN em transformação, pressionada por desafios externos e por tensões internas quanto à divisão de responsabilidades. O avanço nos investimentos sinaliza maior comprometimento europeu, mas também reforça o debate sobre autonomia estratégica e o futuro do equilíbrio transatlântico na segurança global.
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Com Reuters





















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