domingo, 17 de maio de 2026

CSG e FNSS apresentam cooperação para novo carro de combate médio CFL-120 Karpat na IDEB 2026

0 comentários

 

A CSG e a FNSS Savunma Sistemleri apresentaram, na abertura da IDEB 2026 em Bratislava, uma nova cooperação estratégica voltada ao desenvolvimento e produção conjunta de plataformas blindadas para o mercado europeu e internacional. O anúncio marca um movimento de consolidação industrial entre as duas empresas no segmento de veículos de combate sobre lagartas, com foco em produção local, transferência de tecnologia e ampliação de portfólio para clientes NATO e parceiros globais.

O eixo inicial da parceria será o desenvolvimento do novo carro de combate médio CFL-120 Karpat, apresentado pela primeira vez ao público durante o evento. A plataforma combina a base de engenharia da FNSS, a capacidade industrial da CSG na Eslováquia e a torre HITFACT® MkII da Leonardo, equipada com canhão principal de 120 mm. A proposta é entregar um veículo com perfil de carro de combate médio, mas com poder de fogo próximo ao de carros de combate principais.

A cooperação prevê não apenas produção, mas também desenvolvimento conjunto, comercialização e evolução de sistemas associados. O programa deverá utilizar a estrutura industrial existente da CSG na Eslováquia, com introdução gradual de transferência de tecnologia e incorporação de fornecedores locais, ampliando a base industrial europeia envolvida no projeto. A expectativa é de expansão futura para outras plataformas além do CFL-120 Karpat.

Segundo a CSG Defence, o projeto representa um avanço estratégico na consolidação da empresa no segmento de sistemas terrestres. A integração entre a experiência industrial da CSG e a engenharia da FNSS é apontada como fator-chave para atender à crescente demanda por veículos blindados modernos na Europa, em um cenário de reestruturação das forças terrestres e aumento da procura por soluções mais flexíveis e economicamente sustentáveis.

Do lado da FNSS, a cooperação é apresentada como resultado de uma convergência de requisitos operacionais modernos, com ênfase em mobilidade, sobrevivência e poder de fogo. A empresa destaca que a combinação da plataforma Kaplan com a nova torre de 120 mm permite evoluir o conceito de carro de combate médio para uma solução capaz de engajar alvos blindados com maior efetividade, mantendo menor peso e maior mobilidade estratégica.

O CFL-120 Karpat foi desenvolvido com peso de combate de até 34 toneladas, velocidade máxima de 70 km/h e autonomia aproximada de 450 km. A arquitetura do veículo inclui proteção modular compatível com padrões STANAG 4569, sistemas de proteção NBQ, controle de incêndio automático e integração com sistemas de gerenciamento de batalha, sensores eletro-ópticos e capacidade de operação em ambiente digitalizado e em rede.

A torre HITFACT® MkII oferece compatibilidade com munição padrão OTAN e pode ser configurada com carregamento manual ou automático, além de armamento secundário variado. A separação da munição do compartimento da tripulação foi projetada para aumentar o nível de proteção, enquanto a integração de sensores e sistemas de combate amplia a capacidade de aquisição e engajamento de alvos em múltiplos cenários operacionais.

O lançamento do CFL-120 Karpat ocorre em um contexto de reavaliação das estruturas de força terrestre por diversos países, com crescente demanda por veículos de menor custo operacional, maior mobilidade e poder de fogo equivalente ao de carros de combate principais. A solução posiciona-se como alternativa intermediária entre carros de combate pesados e plataformas de apoio de fogo, com potencial de adoção em mercados da Europa, Oriente Médio, Ásia e África, onde flexibilidade operacional e sustentabilidade logística são fatores determinantes.


GBN Defense - A informação começa aqui

Continue Lendo...

BAE Systems apresenta o T-150, sistema aéreo não tripulado de carga com foco em logística civil e militar

0 comentários

A BAE Systems, por meio da subsidiária Malloy Aeronautics, apresentou o sistema aéreo não tripulado T-150 como uma nova solução voltada ao transporte logístico em ambientes complexos, com aplicação dual entre setores civis e militares. A plataforma integra uma nova geração de sistemas aéreos não tripulados de carga, projetados para atender demandas crescentes por maior eficiência operacional, redução de custos e mitigação de riscos em cadeias logísticas críticas.

O T-150 é um sistema totalmente elétrico desenvolvido para missões de transporte de “última milha”, com capacidade de carga de até 68 kg e alcance voltado a operações de curto e médio raio. A aeronave pode atingir velocidades de até 96 km/h e opera sem necessidade de pistas de pouso ou infraestrutura convencional, característica que amplia sua utilização em áreas remotas, plataformas offshore e ambientes de difícil acesso.

No segmento civil e industrial, o sistema é posicionado como alternativa ao emprego de helicópteros em missões logísticas de pequeno porte, especialmente em operações offshore e em redes de energia. A proposta central é reduzir custos operacionais, aumentar a segurança e diminuir a dependência de meios tripulados em cenários onde a logística aérea tradicional apresenta maior complexidade.

A configuração elétrica do T-150 contribui para a redução de emissões diretas no ponto de operação, além de simplificar requisitos de manutenção e aumentar a eficiência do ciclo logístico. O sistema conta ainda com baterias removíveis, permitindo substituição rápida e maior disponibilidade operacional em missões contínuas, fator crítico em operações de alta demanda.

No campo militar, sistemas dessa natureza são vistos como vetores de transformação da logística operacional. No caso brasileiro, soluções equivalentes poderiam ser aplicadas em apoio à Marinha do Brasil em operações embarcadas e logísticas entre unidades navais, além de suporte ao Exército Brasileiro em ambientes de difícil acesso, reduzindo exposição de pessoal e ampliando a agilidade do reabastecimento.

Em regiões como a Amazônia, o emprego de sistemas aéreos não tripulados de carga pode representar uma alternativa ao transporte fluvial e ao uso intensivo de aeronaves tripuladas em missões de curta distância, contribuindo para maior capilaridade logística em áreas isoladas e de infraestrutura limitada.

Segundo a BAE Systems, o T-150 foi desenvolvido para oferecer uma solução logística com melhor relação custo-benefício em cenários onde meios tradicionais não são os mais eficientes. O sistema passou por testes em diferentes ambientes operacionais, incluindo condições marítimas, desérticas e climáticas extremas, consolidando-se como parte de uma nova geração de plataformas voltadas à integração entre defesa, indústria e logística avançada.


GBN Defense - A informação começa aqui

Continue Lendo...

Otokar apresenta primeiro COBRA II produzido na Romênia e reforça expansão industrial na Europa durante a BSDA 2026

0 comentários

A Otokar apresentou um avanço significativo em sua estratégia de internacionalização e expansão industrial durante a BSDA 2026, realizada entre 13 e 15 de maio, no complexo Romaero, em Bucareste, na Romênia. A empresa turca, integrante do Grupo Koç, destacou-se ao revelar a primeira unidade do blindado COBRA II produzida em território romeno, consolidando o início da fase de produção local dentro do programa de cooperação industrial com o país europeu.

A apresentação do COBRA II fabricado na Romênia representa um marco na estratégia de transferência de tecnologia e localização produtiva da Otokar, alinhada ao contrato de fornecimento de 1.059 viaturas no âmbito do programa ATBTU. Do total previsto, mais de 270 veículos já foram entregues a partir das linhas de produção na Türkiye, enquanto a fase subsequente prevê a consolidação da fabricação integral em solo romeno, com incorporação progressiva de engenharia, manufatura e know-how ao parque industrial local.

Segundo a empresa, a unidade exibida na BSDA 2026 marca o início formal da transição para produção em larga escala na instalação de Mediaș, onde a fabricação em série deve ser iniciada em junho de 2026. O movimento é sustentado pela aquisição da Automecanica S.A., anunciada em abril de 2026, operação que amplia a presença industrial da Otokar na Europa e fortalece sua atuação como fabricante estabelecida no mercado de defesa do continente.

Além do COBRA II, a Otokar apresentou o veículo de combate blindado sobre lagartas TULPAR, configurado com torre de 30 mm MIZRAK, destacando sua arquitetura modular e capacidade de adaptação a múltiplos perfis de missão. A plataforma foi projetada para operar em diferentes configurações, incluindo viatura de combate de infantaria, carro de combate leve, veículo de apoio de fogo, evacuação médica e apoio logístico, mantendo alta padronização de subsistemas.

A empresa também exibiu um veículo terrestre não tripulado (UGV) multirrol desenvolvido especificamente para as Forças Armadas da Romênia, em parceria com BlueSpace Technologies e Elektroland Defense. O sistema 6x6 foi concebido com arquitetura modular e foco em interoperabilidade NATO, integrando soluções de autonomia, comunicações seguras e sistemas de navegação avançados, com objetivo de reduzir a exposição de militares em ambientes de alto risco.

De acordo com a Otokar, a iniciativa de desenvolvimento do UGV representa um esforço conjunto para fortalecer a base industrial de defesa da Romênia no segmento de sistemas não tripulados, ampliando a capacidade local de produção e integração tecnológica. A proposta envolve a criação de uma estrutura industrial permanente no país, com participação de empresas locais no desenvolvimento de sistemas críticos.

A empresa reforçou ainda que a Romênia se consolida como o nono país europeu a receber plataformas militares Otokar, dentro de uma estratégia mais ampla de expansão na Europa. Com mais de 33 mil veículos militares em operação em cerca de 50 países, a companhia destaca sua experiência como fornecedora de soluções terrestres para usuários da OTAN e das Nações Unidas desde a década de 1980.

No contexto da BSDA 2026, a Otokar reiterou sua estratégia de longo prazo baseada na industrialização local, transferência de tecnologia e consolidação de parcerias estruturais com países europeus, posicionando a Romênia como um dos principais polos de sua atuação no continente no segmento de veículos blindados e sistemas terrestres de nova geração.


GBN Defense - A informação começa aqui

Continue Lendo...

Atech e Marinha do Brasil inauguram simulador tático e centro de suporte das Fragatas Classe Tamandaré no Rio de Janeiro

0 comentários

 

A Atech, empresa do Grupo Embraer, e a Marinha do Brasil inauguraram na última terça-feira (12 de maio de 2026), na Base Naval do Rio de Janeiro, na Ilha do Mocanguê, o Simulador Tático das Fragatas Classe Tamandaré (FCT) e o Centro de Suporte do Sistema de Combate (CSSC). A entrega marca mais um avanço do Programa Fragatas Classe Tamandaré, voltado à modernização e ampliação da capacidade operacional da Esquadra brasileira.

A cerimônia contou com a presença de autoridades navais, incluindo o Vice-Almirante Antonio Carlos Cambra, Comandante em Chefe da Esquadra, além dos Vice-Almirantes Antonio Reginaldo Pontes Lima Junior e Marcelo da Silva Gomes. O evento consolidou mais uma etapa do processo de incorporação de sistemas de alta complexidade tecnológica ao setor naval brasileiro.

Desenvolvido no âmbito do contrato entre a Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis e a EMGEPRON, o Simulador Tático é um ambiente de alta fidelidade voltado ao treinamento das tripulações que irão operar o Sistema de Gerenciamento de Combate (CMS) das Fragatas Classe Tamandaré. A solução permite a reprodução de cenários operacionais completos, aproximando o treinamento das condições reais de bordo.

O sistema foi integralmente desenvolvido pela Atech, responsável também pela infraestrutura de suporte e integração dos ambientes de simulação, com foco no preparo tático e operacional das equipes. A plataforma permite elevar o nível de prontidão antes mesmo da incorporação dos navios à Esquadra.

Na mesma ocasião, foi inaugurado o Centro de Suporte do Sistema de Combate (CSSC), estrutura voltada ao apoio do planejamento de missões, além da condução de briefings e debriefings operacionais e da parametrização do sistema de combate. O centro complementa o simulador e reforça o ciclo completo de treinamento e preparação operacional.

Segundo a Marinha do Brasil, a integração entre o Simulador Tático e o CSSC representa um salto qualitativo na capacitação das tripulações, permitindo o planejamento antecipado de missões e o carregamento de cenários operacionais no sistema de combate, ampliando eficiência e segurança nas futuras operações das fragatas.

O Programa Fragatas Classe Tamandaré prevê a construção de quatro navios de última geração, com foco na modernização da capacidade de defesa naval brasileira e na proteção das águas jurisdicionais do país. A Atech integra a SPE Águas Azuis ao lado da thyssenkrupp Marine Systems e da Embraer Defesa & Segurança, sendo responsável pelo desenvolvimento de sistemas críticos como o CMS e o IPMS.

A iniciativa reforça a incorporação de tecnologias nacionais de alta complexidade no setor de defesa naval, ampliando o nível de autonomia tecnológica e a capacidade de treinamento avançado da Marinha do Brasil no contexto de operação das novas fragatas.


GBN Defense - A informação começa aqui

Continue Lendo...

Plenária da ABIMDE: ALADA e tríplice hélice marcam nova visão da FAB para soberania tecnológica

0 comentários

A Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança realizou, no último dia 12 de maio, sua Reunião Plenária nas instalações do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, em São José dos Campos (SP), reunindo representantes da indústria, autoridades militares, pesquisadores e integrantes da academia em um debate estratégico sobre o futuro da Base Industrial de Defesa e Segurança brasileira.

O encontro, realizado no Auditório Weis, no Instituto Tecnológico de Aeronáutica, contou com a presença do Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar  Marcelo Kanitz Damasceno, além de integrantes do Alto Comando da FAB, representantes do Ministério da Defesa e executivos de empresas do setor.

O editor do GBN Defense, Angelo Nicolaci, esteve presente na condição de convidado para acompanhar a plenária da ABIMDE e as apresentações realizadas durante o encontro.

Durante sua apresentação, o Brigadeiro Damasceno reforçou a necessidade de integração entre Estado, indústria e academia como elemento essencial para ampliar a autonomia tecnológica nacional e garantir maior independência estratégica ao Brasil diante dos desafios do cenário internacional contemporâneo.


A tríplice hélice como base do desenvolvimento estratégico nacional

Um dos pontos centrais destacados pelo Comandante da Aeronáutica foi o conceito da “tríplice hélice”, apresentado como um modelo fundamental para impulsionar o desenvolvimento tecnológico e industrial brasileiro.

Segundo Damasceno, o fortalecimento nacional passa necessariamente pela integração entre o Conhecimento, representado pela academia e centros de pesquisa; o Estado, representado pelas Forças Armadas e instituições públicas; e a Indústria, através da Base Industrial de Defesa e do setor produtivo nacional.

Na visão apresentada pelo Comandante da FAB, essa integração cria um ambiente capaz de gerar novos mercados, ampliar oportunidades econômicas, desenvolver novas fontes de receita, estimular a inovação e fomentar cadeias produtivas nacionais de alta tecnologia.

O Brigadeiro ressaltou ainda que esse modelo contribui diretamente para a geração de empregos altamente qualificados, retenção de conhecimento estratégico no país, fortalecimento da indústria nacional e ampliação da capacidade brasileira de desenvolver tecnologias críticas e sensíveis em setores ligados à defesa, espaço, inteligência artificial, sistemas autônomos, comunicações, sensores e novas capacidades aeroespaciais.

Nesse contexto, forças aéreas como a brasileira e a indiana têm dado crescente importância aos acordos de Transferência de Tecnologia (ToT), entendidos como instrumentos fundamentais para a internalização de capacidades críticas e o fortalecimento da autonomia industrial. Ao mesmo tempo, esses processos são conduzidos de forma a preservar a elevada prontidão operacional das forças, garantindo que a absorção tecnológica não comprometa a disponibilidade imediata de meios e sistemas. A consolidação de uma Base Industrial de Defesa robusta torna-se, assim, um fator estratégico, permitindo que países mantenham ciclos próprios de desenvolvimento tecnológico e reduzam a dependência de parcerias externas para o acesso a tecnologias de ponta.

Nesse sentido, ganha relevância o diálogo institucional mantido entre a Força Aérea Brasileira e a Força Aérea Indiana (IAF), no qual foram compartilhadas experiências, modelos de gestão e perspectivas sobre o fortalecimento de estruturas estatais voltadas à inovação e à indústria aeroespacial. Esse intercâmbio contribuiu para a consolidação de referências utilizadas pela FAB no estudo de modelos internacionais de articulação entre Estado e setor produtivo, especialmente no contexto da criação de uma nova estrutura voltada ao segmento espacial e aeroespacial brasileiro.

Como desdobramento desse processo de análise e benchmarking internacional, a FAB avançou na concepção da ALADA, empresa estatal estratégica destinada a ampliar a capacidade de articulação, investimentos e desenvolvimento tecnológico no setor. A iniciativa reflete a busca por um modelo institucional mais dinâmico, inspirado em experiências internacionais, mas adaptado às necessidades específicas do ecossistema industrial e tecnológico brasileiro.

Ao abordar a missão institucional da Força Aérea Brasileira, o Comandante destacou os pilares “defender, controlar e integrar” como conceitos centrais da atuação da FAB, seja na defesa aeroespacial, no controle do espaço aéreo ou na integração do território nacional.

Outro ponto relevante apresentado foi a complexa estrutura de governança da FAB, composta atualmente por 49 sistemas, incluindo áreas operacionais, logísticas e de suporte, todas altamente dependentes de soluções tecnológicas, equipamentos, softwares, sistemas de comunicação, sensores, manutenção e infraestrutura fornecidos pela indústria nacional.

Segundo Damasceno, a Aeronáutica acompanha de forma constante indicadores relacionados a custos, efetivos, atividades e participação da indústria brasileira em suas cadeias de fornecimento, buscando ampliar a presença de empresas instaladas no país em programas estratégicos.

Defesa como motor de desenvolvimento econômico e tecnológico

Durante a plenária, também foi destacado que os investimentos em Defesa e em programas estratégicos não se limitam ao campo militar, refletindo diretamente na economia e na sociedade brasileira.

Segundo apresentado, projetos estratégicos da FAB e do setor de Defesa impulsionam a arrecadação de impostos, fortalecem cadeias nacionais de fornecedores, estimulam o desenvolvimento de empresas de tecnologia, ampliam a demanda por insumos e serviços especializados e geram empregos diretos e indiretos altamente qualificados.

A apresentação reforçou que o fortalecimento da Base Industrial de Defesa representa também um vetor de desenvolvimento econômico, inovação industrial e soberania tecnológica, com capacidade de produzir efeitos estruturantes em diversos segmentos da economia nacional.

Programa Espacial Brasileiro e o potencial estratégico de Alcântara

Outro tema de destaque durante a apresentação foi a importância estratégica do Programa Espacial Brasileiro e o potencial econômico representado pelo Centro de Lançamento de Alcântara.

Foi ressaltado que a posição geográfica privilegiada de Alcântara, próxima à linha do Equador, torna a base uma das localizações mais atrativas do mundo para lançamentos espaciais comerciais.

Do ponto de vista técnico, a proximidade da linha equatorial permite maior aproveitamento da velocidade de rotação da Terra, reduzindo consumo de combustível e aumentando a eficiência operacional dos lançamentos. Isso possibilita transportar cargas maiores com menor gasto energético, reduzindo custos e ampliando a competitividade comercial da base brasileira no mercado global de acesso ao espaço.

Durante a apresentação, foi citado o exemplo recente das operações conduzidas com a empresa sul-coreana INNOSPACE no Centro de Lançamento de Alcântara, incluindo a Operação Spaceward e o lançamento do foguete HANBIT-Nano. A missão marcou a entrada do Brasil no mercado de lançamentos orbitais comerciais e transportou satélites e cargas úteis brasileiras e estrangeiras.

Segundo informações oficiais da Agência Espacial Brasileira, a operação abriu novas oportunidades de geração de renda, atração de investimentos, desenvolvimento tecnológico e inserção internacional do setor espacial brasileiro.

A apresentação reforçou que Alcântara possui potencial para se transformar em um dos principais hubs espaciais comerciais do hemisfério sul, gerando retorno econômico significativo ao Brasil e estimulando o desenvolvimento de toda uma cadeia nacional ligada à indústria espacial, defesa, telecomunicações, sensores, satélites, software e sistemas avançados.

Gripen e KC-390 ganharão projeção internacional no Exercício "Salitre 2026"

Durante a apresentação, o Comandante da Aeronáutica também destacou a estreia internacional do Saab F-39E Gripen em exercícios multinacionais.

A FAB confirmou a participação do F-39E Gripen no Exercício Multinacional Salitre 2026, realizado pela Força Aérea do Chile na Base Aérea de Cerro Moreno, em Antofagasta. Será a primeira vez que o principal caça brasileiro participará de um exercício operacional fora do país.

A participação brasileira deverá contar com cinco caças Gripen e uma aeronave Embraer KC-390 Millennium, que atuará no suporte logístico e operacional das missões. O exercício reunirá aeronaves de diferentes países, elevando o nível de interoperabilidade e exposição operacional da FAB.

A presença conjunta do Gripen e do KC-390 no Salitre 2026 possui importância estratégica não apenas do ponto de vista militar, mas também industrial e comercial.

O exercício funcionará como uma importante vitrine para a indústria aeroespacial brasileira na América Latina, demonstrando capacidades operacionais, interoperabilidade, maturidade tecnológica e desempenho dos dois principais programas estratégicos da FAB diante de potenciais clientes regionais.

O KC-390 já desperta forte interesse internacional por suas capacidades multimissão, menor custo operacional e elevada disponibilidade, enquanto o Gripen brasileiro representa um dos mais avançados programas de transferência de tecnologia e integração industrial já realizados na América Latina.

A participação no Salitre 2026 também evidencia o amadurecimento operacional da aviação de caça brasileira e reforça o posicionamento do Brasil como um dos principais polos aeroespaciais e tecnológicos do hemisfério sul.

FAB apresenta cronograma atualizado de entregas do Gripen

Outro ponto apresentado pelo Brigadeiro Damasceno durante a plenária foi o cronograma atualizado de entregas do programa Gripen para a FAB.

Segundo apresentado durante o encontro, a previsão é de que mais duas aeronaves F-39E sejam entregues ainda em 2026, ampliando gradualmente a capacidade operacional da aviação de caça da Força Aérea Brasileira.

Para 2027, a expectativa apresentada é de recebimento de outras quatro aeronaves F-39E, mantendo o avanço do processo de incorporação operacional do novo vetor de superioridade aérea da FAB.

Já para 2028, foi destacada a previsão de chegada das primeiras variantes biposto F-39F, consideradas fundamentais para treinamento avançado, formação operacional e ampliação das capacidades de emprego tático da aeronave. O Brasil será o primeiro operador mundial da versão Gripen F-39F de nova geração.

Durante evento do roll-out oficial da primeira aeronave supersônica construída no Brasil, realizado em Gavião Peixoto em 25 de março deste ano, a própria FAB destacou que o programa Gripen representa não apenas a aquisição de uma nova aeronave de combate, mas um amplo processo de transferência de tecnologia, desenvolvimento industrial e fortalecimento da Base Industrial de Defesa brasileira.

A apresentação também abordou os impactos das transformações observadas nos conflitos modernos, marcados pelo emprego crescente de drones, sistemas autônomos, guerra cibernética, inteligência artificial, mísseis de precisão e capacidades espaciais, reforçando a necessidade de o Brasil ampliar sua capacidade tecnológica e industrial para enfrentar os desafios do cenário internacional contemporâneo.

Pilares nacionais da soberania e o papel estruturante do Estado

Ao final de sua apresentação, o Brigadeiro Damasceno também destacou a importância do investimento contínuo nos pilares fundamentais da soberania nacional, reforçando que áreas como educação, saúde e defesa não podem ser tratadas como elementos acessórios dentro do planejamento estatal.

Segundo o Comandante da Aeronáutica, escolas, hospitais e a capacidade de defesa constituem estruturas permanentes e indissociáveis da soberania de um país, desempenhando papel central na formação de capital humano, na garantia de estabilidade social e na preservação da autonomia estratégica do Estado.

Nesse sentido, foi enfatizado que a ausência de investimentos consistentes nesses três pilares conduz, inevitavelmente, a um cenário de dependência externa, fragilidade institucional e atraso tecnológico e econômico. Para o Brigadeiro, a solidez de uma nação está diretamente relacionada à sua capacidade de sustentar sistemas de educação, saúde e defesa fortes, integrados e continuamente atualizados frente às demandas do cenário internacional contemporâneo.

Dentro dessa mesma perspectiva, o Brigadeiro também abordou a discussão sobre o patamar ideal de investimentos em defesa, avaliando que um índice em torno de 1,5% do PIB seria mais adequado e socialmente mais palatável do que metas mais elevadas como 2%, especialmente considerando que o país ainda enfrenta desafios significativos e contínuos em áreas estruturantes como educação e saúde, que demandam investimentos robustos e permanentes.

Ainda segundo essa visão, a defesa nacional depende diretamente de previsibilidade orçamentária, fator considerado essencial para a manutenção de cronogramas industriais, controle de custos e continuidade dos programas estratégicos. A ausência dessa previsibilidade pode resultar em ajustes contratuais frequentes, aumento de custos por aditivos e, em alguns casos, perda de slots produtivos em linhas industriais, o que impacta diretamente a entrega de meios essenciais para a proteção da soberania nacional e para a prontidão operacional das Forças Armadas.

O conjunto das declarações do Brigadeiro Damasceno reforça uma leitura estratégica clara: soberania não se sustenta apenas em meios militares ou programas tecnológicos isolados, mas em uma arquitetura de Estado coerente, capaz de integrar educação, saúde, defesa e desenvolvimento industrial em um mesmo projeto nacional de longo prazo. Ao defender previsibilidade orçamentária, fortalecimento da Base Industrial de Defesa e maior integração entre Estado, indústria e academia, a visão apresentada aponta para um ponto sensível do debate contemporâneo, a necessidade de escolhas estruturais consistentes em um cenário de restrições e pressões crescentes. Mais do que números ou metas, o que se coloca em perspectiva é a capacidade do país de transformar intenção em continuidade, e continuidade em autonomia real, evitando ciclos de dependência que fragilizam sua posição no sistema internacional.


por Angelo Nicolaci


GBN Defense - A informação começa aqui

Continue Lendo...

HÜRJET Naval: Türkiye avança no desenvolvimento de versão embarcada de seu jato supersônico de treinamento e ataque leve

0 comentários

 

A indústria de defesa turca deu mais um passo importante em sua crescente estratégia de expansão no setor aeronáutico militar. A Turkish Aerospace Industries (TAI) iniciou oficialmente o desenvolvimento da variante naval do HÜRJET, aeronave supersônica de treinamento avançado e ataque leve que vem se consolidando como uma das plataformas mais promissoras da nova geração de jatos militares leves do mercado internacional.

O programa está diretamente ligado ao conceito estratégico marítimo turco conhecido como “Mavi Vatan” (Pátria Azul), doutrina que busca ampliar a capacidade de projeção naval e controle marítimo da Türkiye no Mediterrâneo Oriental, Mar Egeu e Mar Negro. A futura versão navalizada do HÜRJET será desenvolvida para operar a partir de navios-aeródromo e plataformas de pista curta, ampliando significativamente a capacidade de aviação embarcada da Marinha Turca.

O HÜRJET é uma aeronave monomotor biplace em tandem de quarta geração, equipada com o motor General Electric F404-GE-102, o mesmo núcleo de propulsão utilizado em diversas aeronaves de combate ocidentais. O jato possui velocidade máxima de Mach 1.4, teto operacional em torno de 45 mil pés e capacidade de carga útil aproximada de 3.400 kg distribuída em nove pontos externos de fixação.

Originalmente concebido para treinamento avançado de pilotos de caça e missões de ataque leve, o HÜRJET realizou seu primeiro voo em 2023 e atualmente avança na produção dos primeiros lotes destinados à Força Aérea Turca. Porém, a navalização da plataforma exigirá modificações estruturais profundas, incluindo reforços no trem de pouso, fuselagem e estrutura central da aeronave para suportar os elevados impactos característicos das operações embarcadas.

Entre as principais modificações previstas está a integração do gancho de parada para operações em convoo, além de adaptações voltadas à resistência contra corrosão marinha, envolvendo sistemas eletrônicos, aviônicos, componentes estruturais e elementos críticos da motorização. O ambiente naval impõe níveis extremos de exposição à umidade e salinidade, exigindo tratamentos específicos desde a seleção das ligas metálicas até os revestimentos internos dos sistemas embarcados.

A futura variante naval deverá desempenhar múltiplas funções dentro da Marinha Turca, incluindo treinamento avançado de pilotos navais, ataque leve, apoio aéreo aproximado (CAS) e missões de apoio marítimo. O programa está diretamente conectado ao conceito operacional do navio-aeródromo TCG Anadolu, originalmente planejado para operar aeronaves F-35B e posteriormente convertido em uma plataforma voltada ao emprego massivo de drones embarcados após a exclusão da Türkiye do programa norte-americano.

Paralelamente ao avanço da versão naval, o HÜRJET também consolidou sua projeção internacional após a Espanha selecionar a plataforma para substituir os veteranos Northrop F-5M do Ejército del Aire y del Espacio. O contrato firmado prevê inicialmente 30 aeronaves, podendo futuramente alcançar 45 unidades, em um acordo avaliado em cerca de 2,6 bilhões de euros, tornando-se o maior contrato de exportação da história da indústria aeronáutica de defesa turca.

A versão espanhola, denominada SAETA II, contará com ampla participação industrial local liderada pela Airbus Defence & Space, enquanto a TAI permanecerá responsável pela fabricação da célula da aeronave. O programa inclui ainda integração de sistemas espanhóis, simuladores desenvolvidos pela Indra e criação de infraestrutura dedicada de treinamento na Base Aérea de Talavera la Real.

Dentro da realidade brasileira, o HÜRJET surge como uma plataforma particularmente interessante tanto para a Força Aérea Brasileira quanto para a Marinha do Brasil. No caso da FAB, a aeronave poderia representar uma solução moderna para complementar o F-39 Gripen e futuramente substituir os AMX A-1 em missões de ataque leve, treinamento avançado e apoio aproximado, oferecendo uma plataforma supersônica moderna, multimissão e de menor custo operacional quando comparada a caças de primeira linha.

Já para a Marinha do Brasil, a futura variante navalizada do HÜRJET poderia se encaixar de maneira extremamente interessante na continuidade e preservação da aviação naval de caça brasileira. Mesmo sem atualmente operar um navio-aeródromo convencional, a Marinha mantém viva sua doutrina embarcada através da operação dos AF-1 Skyhawk pelo 1º Esquadrão de Aeronaves de Interceptação e Ataque (VF-1) Falcão, preservando conhecimento operacional, treinamento de pilotos e cultura aeronaval construída ao longo de décadas.

Além disso, uma eventual adoção conjunta entre FAB e Marinha do Brasil poderia gerar importantes ganhos logísticos, operacionais e industriais, simplificando cadeias de manutenção, treinamento, suporte e adestramento conjunto entre as forças. Com cenário de crescente busca por interoperabilidade, racionalização de custos e fortalecimento da Base Industrial de Defesa, plataformas comuns entre as Forças Armadas passam a ganhar relevância estratégica cada vez maior.

Sob outro aspecto estratégico, chama atenção a forte similaridade conceitual entre a doutrina marítima turca “Mavi Vatan” e o conceito brasileiro da “Amazônia Azul”. Em ambos os casos, trata-se da necessidade de proteger vastas áreas marítimas consideradas essenciais para soberania nacional, segurança energética, rotas comerciais, recursos naturais estratégicos e projeção de poder naval.

No caso brasileiro, a Amazônia Azul representa uma área marítima gigantesca, rica em recursos minerais, biodiversidade, petróleo e infraestrutura estratégica offshore, exigindo capacidades modernas de vigilância, presença naval, dissuasão e projeção aeronaval. Dentro desse contexto, plataformas mais flexíveis, modernas e com menor custo operacional, associadas ao emprego crescente de drones embarcados e sistemas não tripulados, passam a se encaixar de forma cada vez mais coerente na realidade operacional e orçamentária brasileira.

Nesse cenário, o HÜRJET Naval desponta como uma das soluções mais equilibradas, realistas e potencialmente ideais para futuramente substituir os veteranos caça-bombardeiros AF-1 Skyhawk da Marinha do Brasil, cuja plataforma se aproxima progressivamente do final de seu ciclo de vida operacional. A combinação entre desempenho supersônico, menor custo operacional, arquitetura moderna, potencial de operação embarcada, ampla digitalização e capacidade multimissão coloca o HÜRJET em uma posição particularmente interessante para a realidade brasileira.

Mais do que apenas a aeronave em si, um eventual estreitamento estratégico entre Brasil e Türkiye poderia abrir espaço para cooperações extremamente relevantes no setor de defesa. Ambos os países compartilham desafios relativamente semelhantes envolvendo dimensões continentais, proteção de áreas marítimas estratégicas, fortalecimento da indústria nacional de defesa, limitações orçamentárias e busca por maior autonomia tecnológica.

Nesse contexto, a crescente evolução da indústria turca de defesa passa a despertar interesse natural. Sistemas como o HÜRJET, o VANT Kızılelma, o Bayraktar TB3 e o próprio conceito operacional do TCG Anadolu demonstram a capacidade turca de desenvolver soluções modernas, flexíveis e relativamente adaptadas a realidades orçamentárias mais restritas quando comparadas às grandes potências militares tradicionais.

Dentro dessa lógica, o Brasil poderia inclusive avaliar futuramente conceitos semelhantes ao empregado no TCG Anadolu, seja através de um navio-aeródromo híbrido capaz de operar simultaneamente aeronaves tripuladas e drones embarcados, seja por meio de programas conjuntos envolvendo transferência tecnológica, integração industrial e desenvolvimento cooperativo de novas capacidades aeronaval.

A combinação entre uma aeronave tripulada como o HÜRJET Naval e plataformas não tripuladas como o Kızılelma criaria um conceito extremamente coerente para a realidade brasileira, permitindo preservar a aviação naval de caça da Marinha do Brasil ao mesmo tempo em que prepara a Força para o futuro ambiente de combate marítimo cada vez mais dominado por drones, guerra em rede e sistemas remotamente pilotados.


Por Angelo Nicolaci


GBN Defense - A informação começa aqui

Continue Lendo...

Cadetes do Exército Brasileiro competem em West Point durante a Sandhurst Military Skills Competition 2026

0 comentários

 

Cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), principal centro de formação de oficiais combatentes do Exército Brasileiro, participaram nos dias 1 e 2 de maio da Sandhurst Military Skills Competition 2026, realizada na United States Military Academy, em West Point, nos Estados Unidos.

Considerada uma das mais exigentes competições militares acadêmicas do mundo, a Sandhurst reúne equipes de diferentes países em provas voltadas à liderança, resistência física, capacidade de tomada de decisão e desempenho técnico-operacional sob condições extremas de desgaste físico e mental.

A edição de 2026 contou com a participação de 48 equipes internacionais, submetidas a um conjunto de exercícios que incluíram atendimento pré-hospitalar em combate, tiro de fuzil, defesa química, operações com drones, orientação noturna, travessias aquáticas e pistas de assalto.

Um dos principais desafios da competição foi a resistência física exigida das equipes. Os militares percorreram aproximadamente 48 quilômetros transportando equipamentos completos de combate, enfrentando longos deslocamentos, obstáculos naturais e provas operacionais executadas sob elevado nível de fadiga.

Ao longo de dois dias, os cadetes brasileiros participaram de 14 oficinas operacionais distintas, exigindo precisão técnica, coordenação entre equipes e rápida capacidade de reação diante de cenários táticos complexos e situações de pressão contínua.

A participação da AMAN na competição reforça o elevado nível de preparação técnica e operacional desenvolvido pelo Exército Brasileiro na formação de seus futuros oficiais. Além do aspecto físico e tático, a Sandhurst possui importante papel no intercâmbio de doutrina militar, permitindo contato direto com métodos de treinamento empregados por academias militares de diferentes países.

Outro ponto de destaque foi a integração internacional proporcionada pelo exercício, que reuniu representantes de 17 nações. Esse ambiente favorece a troca de experiências operacionais, amplia a interoperabilidade e fortalece a capacidade de atuação conjunta em cenários multinacionais cada vez mais presentes nas operações militares contemporâneas.

Paralelamente, o Exército Brasileiro também anunciou a abertura das inscrições para o Concurso Público de Admissão à Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx). Ao todo, estão sendo oferecidas 440 vagas para formação de oficiais de carreira da Linha de Ensino Militar Bélico. As inscrições seguem abertas até o dia 29 de maio através do portal oficial da instituição.


GBN Defense - A informação começa aqui

Com Exército Brasileiro

Continue Lendo...

CTEx - Fibra de carbono nacional avança como ativo estratégico para soberania tecnológica e defesa brasileira

0 comentários

 

O desenvolvimento de uma fibra de carbono nacional produzida a partir de piche de petróleo pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx) representa muito mais do que apenas um avanço científico. Trata-se de um projeto com profundo impacto estratégico, industrial e geopolítico, capaz de ampliar significativamente a autonomia tecnológica brasileira em um dos segmentos mais sensíveis e disputados da indústria global de defesa.

Considerada um material estratégico de altíssimo valor agregado, a fibra de carbono ocupa atualmente posição central em diversos programas militares avançados ao redor do mundo. Sua combinação entre elevada resistência estrutural, baixo peso, resistência térmica e excelente desempenho mecânico transformou o material em elemento fundamental para aplicações aeroespaciais, sistemas de defesa, blindagens, drones, mísseis, satélites, veículos militares e plataformas aeronavais modernas.

Hoje, o domínio completo desse tipo de tecnologia permanece concentrado em um grupo extremamente restrito de países, justamente devido à complexidade industrial envolvida em sua produção e ao enorme valor estratégico associado ao material. Não por acaso, cadeias globais de fornecimento de fibras especiais e materiais compostos passaram a integrar diretamente o núcleo das disputas tecnológicas e industriais entre grandes potências.

Nesse contexto, o avanço conduzido pelo Exército Brasileiro através do CTEx assume importância particularmente relevante para a soberania nacional. O desenvolvimento de uma alternativa nacional reduz vulnerabilidades críticas associadas à dependência externa de materiais estratégicos, especialmente em um cenário internacional cada vez mais marcado por tensões geopolíticas, disputas industriais, sanções tecnológicas e restrições de exportação de componentes sensíveis.

O projeto, que conta com apoio da Petrobras, da FINEP e do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), demonstra também a importância da integração entre Defesa, indústria e setor científico como vetor estruturante para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa brasileira. Mais do que simplesmente produzir um novo material, o programa ajuda a consolidar conhecimento nacional em processos industriais altamente complexos, ampliando a capacidade tecnológica do país em áreas consideradas críticas para o futuro da indústria avançada.

As aplicações potenciais da fibra de carbono desenvolvida pelo CTEx são extremamente amplas dentro do ambiente militar. Blindagens leves de nova geração, drones táticos, munições inteligentes, sistemas aeronáuticos, estruturas de veículos blindados, sensores, radares móveis e equipamentos individuais de combate podem se beneficiar diretamente de materiais mais leves, resistentes e eficientes, ampliando mobilidade, autonomia operacional e capacidade de combate das Forças Armadas brasileiras.

O impacto estratégico, no entanto, vai além do setor militar. O domínio nacional dessa tecnologia possui potencial para gerar efeitos relevantes em segmentos como aeronáutica, energia, indústria automotiva, petróleo, construção civil e mobilidade avançada, fortalecendo a competitividade industrial brasileira em mercados altamente tecnológicos e reduzindo a dependência de fornecedores estrangeiros em áreas sensíveis da economia.

Em um ambiente internacional onde tecnologia, indústria e capacidade de inovação passaram a representar instrumentos diretos de poder nacional, o investimento do Exército Brasileiro em projetos como esse reforça seu papel não apenas como força de defesa, mas também como importante agente de desenvolvimento tecnológico estratégico. Em um mundo cada vez mais orientado pela disputa por materiais críticos, domínio industrial e autonomia tecnológica, iniciativas desse tipo tornam-se fundamentais para garantir soberania, capacidade dissuasória e independência estratégica ao Brasil nas próximas décadas.


GBN Defense - A informação começa aqui

Com Exercito Brasileiro

Continue Lendo...

SABER M200 Vigilante avança na defesa aérea brasileira ao operar integrado ao Gripen durante o EXCON Escudo-Tínia

0 comentários

 

O Radar SABER M200 Vigilante acaba de alcançar um dos marcos mais importantes de seu processo de desenvolvimento operacional. Durante o Exercício Conjunto Escudo-Tínia (EXCON Escudo-Tínia), realizado em Anápolis (GO), o sistema nacional desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx), em parceria com a Embraer, foi submetido a uma nova etapa de avaliações envolvendo, pela primeira vez, integração direta com meios orgânicos da Artilharia Antiaérea do Exército Brasileiro e operações com o caça F-39 Gripen da Força Aérea Brasileira.

A atividade foi conduzida pelo Centro de Avaliações do Exército (CAEx), Campo de Provas da Marambaia/1948, que deslocou equipes técnicas e militares especializadas para acompanhar os testes realizados entre os dias 11 e 15 de maio. O exercício reuniu estruturas da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Força Aérea Brasileira em um dos mais complexos ambientes conjuntos de treinamento operacional atualmente realizados no país.

Mais do que apenas validar parâmetros técnicos, os testes representaram um avanço extremamente relevante no processo de consolidação da interoperabilidade entre sensores terrestres de defesa antiaérea e plataformas aéreas de última geração. A utilização do Gripen no contexto das avaliações permitiu verificar o desempenho do radar diante de aeronaves dotadas de reduzida assinatura radar, elevada capacidade de guerra eletrônica e perfil operacional compatível com ameaças contemporâneas de alta complexidade.

O SABER M200 Vigilante representa atualmente um dos projetos mais estratégicos da indústria nacional de defesa no segmento de vigilância aérea e defesa antiaérea. Desenvolvido integralmente no Brasil, o sistema foi concebido para oferecer capacidade de detecção aérea tridimensional de longo alcance, elevada mobilidade tática, rápida capacidade de desdobramento e integração em rede com sistemas de comando e controle.

A arquitetura do radar também acompanha tendências modernas observadas nos principais sistemas contemporâneos de defesa aérea. Sua capacidade de operação integrada com diferentes vetores, sensores e estruturas de defesa antiaérea amplia significativamente a consciência situacional do campo de batalha e fortalece a capacidade de resposta diante de ameaças aéreas cada vez mais sofisticadas, incluindo aeronaves de baixa assinatura, munições guiadas, drones e vetores de ataque de alta velocidade.

Outro ponto de enorme relevância observado durante o exercício foi justamente a atuação conjunta entre o CAEx, o Instituto de Aplicações Operacionais (IAOp) da FAB e o Comando de Defesa Antiaérea do Exército (Cmdo DAAe Ex). Esse nível de integração demonstra uma evolução importante na busca por maior interoperabilidade entre as Forças Armadas brasileiras, especialmente dentro do contexto da defesa aeroespacial integrada.

O acompanhamento das atividades pelo General de Brigada Marcus Cesar Oliveira de Assis, comandante do Cmdo DAAe Ex e gerente do Subprograma Defesa Antiaérea do Programa Estratégico ASTROS-FOGOS, reforça também o peso estratégico atribuído ao desenvolvimento do SABER M200 dentro dos programas prioritários do Exército Brasileiro.

No cenário internacional onde o domínio do espaço aéreo tornou-se cada vez mais disputado e saturado por ameaças de múltiplos perfis, o avanço do SABER M200 Vigilante representa não apenas um ganho operacional para a defesa antiaérea brasileira, mas também um importante passo na consolidação da autonomia tecnológica nacional em um setor considerado crítico para a soberania e para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa do Brasil.


GBN Defense - A informação começa aqui

Com Exercito Brasileiro

Continue Lendo...

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Embraer registra melhor primeiro trimestre da história com alta de 31%

0 comentários

 


Embraer voltou a demonstrar a força da indústria aeroespacial nacional ao registrar o melhor primeiro trimestre de sua história. A fabricante brasileira encerrou os três primeiros meses de 2026 com receitas de US$ 1,4 bilhão, resultado que representa um crescimento de 31% em relação ao mesmo período do ano passado e consolida um novo momento de expansão da companhia no cenário internacional.

O desempenho histórico foi impulsionado principalmente pelas áreas de Defesa & Segurança e Aviação Comercial, segmentos que vêm ganhando importância estratégica em um cenário global marcado pelo aumento das tensões geopolíticas, fortalecimento de capacidades militares e retomada consistente da demanda no mercado aeronáutico.

Mais do que números positivos, os resultados revelam algo que há anos defendemos: o Brasil possui capacidade tecnológica, industrial e estratégica para ocupar posição de destaque entre as grandes potências aeroespaciais do planeta — desde que exista continuidade de investimentos, visão de longo prazo e compreensão da importância da Base Industrial de Defesa.

A área de Defesa & Segurança foi um dos maiores destaques do trimestre. O segmento alcançou US$ 227 milhões em receitas, registrando crescimento expressivo de 63% na comparação anual. O avanço foi impulsionado principalmente pelo aumento da produção do cargueiro multimissão KC-390 Millennium e pela ampliação do ritmo de fabricação do A-29 Super Tucano, duas plataformas que vêm consolidando a presença da indústria brasileira em mercados estratégicos ao redor do mundo.

O desempenho operacional da divisão também chamou atenção. A margem bruta saltou de 12,3% para 26,8%, enquanto a margem EBIT ajustada saiu de um cenário negativo de -1,6% para 17%. Os números evidenciam não apenas crescimento em volume, mas também maior eficiência industrial e maturidade operacional dos programas militares da companhia.

O KC-390, em especial, tornou-se um dos símbolos mais importantes da capacidade tecnológica brasileira no setor de defesa. A aeronave vem conquistando espaço em diversos países da OTAN e em forças aéreas internacionais, disputando diretamente espaço com plataformas tradicionais dominadas historicamente por gigantes da indústria norte-americana e europeia. O crescimento da carteira e do ritmo produtivo demonstra que o cargueiro brasileiro deixou de ser apenas uma promessa para se consolidar como um ativo estratégico global.

Na Aviação Comercial, a Embraer registrou receitas de US$ 293 milhões, crescimento de 45% em relação ao primeiro trimestre de 2025. O resultado foi impulsionado por maiores volumes de entregas e melhora nos preços praticados. Já a Aviação Executiva atingiu US$ 418 milhões em receitas, aumento de 30% na comparação anual, refletindo maior demanda e um mix de produtos mais favorável.

O segmento de Serviços & Suporte também manteve trajetória de crescimento, alcançando US$ 490 milhões em receitas, alta de 15% em relação ao ano anterior. O resultado demonstra como o suporte logístico, manutenção e serviços pós-venda vêm se tornando pilares fundamentais para a sustentabilidade financeira da empresa, especialmente no setor de defesa.

Outro dado que merece destaque é o avanço da carteira de pedidos da Embraer, que atingiu US$ 32,1 bilhões — crescimento de 22% em relação ao ano passado e o sexto recorde histórico consecutivo da companhia. O volume reforça não apenas a confiança do mercado internacional, mas também a previsibilidade operacional da fabricante brasileira para os próximos anos.

As entregas também cresceram significativamente. Foram 44 aeronaves entregues no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 47% frente às 30 aeronaves entregues no mesmo período de 2025. O avanço reflete os esforços de nivelamento de produção e expansão da capacidade industrial implementados pela companhia.

Mesmo com a redução do lucro líquido ajustado em comparação ao primeiro trimestre do ano passado, a empresa manteve forte ritmo de investimentos. A Embraer aplicou US$ 98,8 milhões no período, enquanto os investimentos totais, incluindo a Eve, chegaram a US$ 148,6 milhões. O movimento evidencia que a companhia continua apostando fortemente em inovação, modernização industrial e desenvolvimento tecnológico de longo prazo.

O resultado alcançado pela Embraer possui um peso que vai além do ambiente corporativo. Em um momento em que diversas nações ampliam investimentos em defesa, autonomia tecnológica e indústria estratégica, o desempenho da empresa brasileira reforça a necessidade de o Brasil compreender a Base Industrial de Defesa como um ativo nacional fundamental para soberania, geração de empregos qualificados, exportações de alto valor agregado e projeção internacional.

A Embraer não representa apenas uma fabricante de aeronaves. Ela simboliza uma das poucas áreas em que o Brasil efetivamente disputa espaço entre os líderes globais de alta tecnologia. Cada KC-390 exportado, cada Super Tucano entregue e cada contrato internacional fechado representam não apenas receita, mas também influência estratégica, capacidade industrial e demonstração concreta de competência tecnológica nacional.

Enquanto muitos países transformam suas indústrias de defesa em pilares de desenvolvimento econômico e geopolítico, o caso da Embraer mostra que o Brasil já possui uma base sólida para ocupar posição ainda mais relevante nesse cenário. A grande questão é se o país terá visão estratégica suficiente para compreender o valor do patrimônio tecnológico e industrial que possui nas mãos.


GBN Defense - A informação começa aqui


Continue Lendo...

segunda-feira, 11 de maio de 2026

MBDA aproxima indústria brasileira de sua cadeia global de defesa

0 comentários

 

A MBDA realizou no Brasil o primeiro Supplier’s Day da América Latina, iniciativa que reforça o crescente peso estratégico da Base Industrial de Defesa brasileira dentro das cadeias globais de alta tecnologia. O evento, promovido pela MBDA Brasil no Rio de Janeiro, reuniu empresas nacionais, representantes do setor de defesa e autoridades ligadas à inovação e desenvolvimento industrial, com foco na ampliação de parcerias estratégicas e na integração da indústria brasileira aos programas internacionais do grupo europeu.

Mais do que um encontro empresarial, o Supplier’s Day reflete um movimento cada vez mais importante no cenário global de defesa: a busca por cadeias produtivas mais resilientes, diversificadas e tecnologicamente capacitadas. Nesse contexto, o Brasil surge como um parceiro de relevância crescente, especialmente pela capacidade industrial desenvolvida em áreas críticas ligadas aos setores aeroespacial, naval, eletrônico e de sistemas complexos.

Com mais de 50 anos de atuação na América Latina, a MBDA participa de programas estratégicos junto às Forças Armadas brasileiras, incluindo o míssil BVR Meteor empregado pela Força Aérea Brasileira, além de iniciativas voltadas à Marinha do Brasil e outros projetos de elevada complexidade tecnológica.

Realizado em 29 de abril, na sede da MBDA Brasil, o evento contou com apoio da ABIMDE e reuniu representantes da Base Industrial de Defesa, além do Brigadeiro do Ar Joelson Rodrigues de Carvalho, da SEPROD, e Ronaldo Gomes Carmona, da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

Durante o Supplier’s Day, executivos da MBDA apresentaram o funcionamento da cadeia global de suprimentos do grupo, perspectivas do mercado internacional de defesa, programas de inovação e oportunidades de cooperação tecnológica. Ao todo, 16 empresas brasileiras foram selecionadas para reuniões diretas com representantes da companhia, nas quais foram discutidas possibilidades de integração em projetos estratégicos internacionais.

As áreas de interesse demonstram o elevado nível tecnológico buscado pela empresa e incluem sensores e sistemas de guiamento, eletrônica crítica, processamento, propulsão, tecnologias hipersônicas, materiais energéticos, miniaturização, integração de sistemas, soluções térmicas, ensaios, qualificação e materiais avançados.

Segundo Pierre Marquis, Diretor da MBDA Brasil: Buscamos estabelecer colaborações estruturadas que fortaleçam competências tecnológicas essenciais no país, ampliem a participação da indústria brasileira em cadeias globais e estimulem o desenvolvimento conjunto com foco em autonomia estratégica e competitividade internacional.

A declaração evidencia um ponto cada vez mais relevante para o setor de defesa: a soberania tecnológica passa diretamente pela capacidade de integração industrial, domínio de tecnologias críticas e participação em cadeias globais de desenvolvimento.

A realização do primeiro Supplier’s Day da MBDA na América Latina reforça não apenas o interesse do grupo europeu no mercado brasileiro, mas também o reconhecimento internacional da capacidade técnica da indústria nacional. Em um cenário global marcado pela crescente disputa tecnológica e pela busca por autonomia estratégica, iniciativas como essa ampliam oportunidades para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa brasileira e para sua inserção em programas internacionais de alta complexidade.


GBN Defense - A informação começa aqui

Com Rossi Comunicação

Continue Lendo...

Embraer firma acordo com a Bharat Forge e amplia cadeia global de fornecedores na Índia

0 comentários

 

A Embraer anunciou um importante avanço em sua estratégia global de diversificação da cadeia de suprimentos ao firmar um contrato com a indiana Bharat Forge Limited para o fornecimento de materiais brutos forjados destinados à cadeia global de produção da fabricante brasileira. O acordo, anunciado nesta segunda-feira (11), marca o primeiro contrato desse tipo firmado pela Embraer com um fornecedor indiano e representa mais um passo no aprofundamento da cooperação industrial entre Brasil e Índia no setor aeroespacial.

A parceria possui relevância que vai além do aspecto comercial. O movimento ocorre em um momento de crescente transformação das cadeias globais de defesa e aeroespacial, no qual grandes fabricantes buscam ampliar resiliência logística, reduzir vulnerabilidades e diversificar fornecedores estratégicos diante das instabilidades geopolíticas e econômicas internacionais.

Segundo a Embraer, o contrato permitirá o fornecimento de produtos forjados de alta qualidade para sua cadeia global de suprimentos, ao mesmo tempo em que fortalece capacidades industriais em mercados considerados estratégicos para o crescimento futuro da companhia.

Alinhada à nossa estratégia de diversificação da cadeia de suprimentos, vemos a Índia como uma grande oportunidade. Este contrato reforça nossos planos de criar uma cadeia de suprimentos mais resiliente e competitiva, além de nosso compromisso com o desenvolvimento da indústria aeroespacial indiana”, afirmou Roberto Chaves, Vice-Presidente Executivo de Suprimentos Globais e Cadeia de Produção da Embraer.

O acordo também evidencia a crescente relevância da Índia como polo industrial aeroespacial e de defesa. Nas últimas décadas, o país vem acelerando investimentos em manufatura avançada, metalurgia, defesa e tecnologia, buscando reduzir dependências externas e ampliar sua participação nas cadeias globais de alto valor agregado.

Para a Bharat Forge, a parceria representa um marco estratégico dentro de sua expansão no setor aeroespacial internacional.

O fato de a BFL ser o primeiro fornecedor indiano de componentes forjados para a Embraer é um momento de orgulho e um testemunho das capacidades que desenvolvemos no setor aeroespacial. Agradecemos à Embraer pela confiança depositada na BFL”, destacou Amit B. Kalyani, Vice-Presidente e Diretor Executivo Conjunto da Bharat Forge Limited.

O executivo também ressaltou que os novos contratos permitirão ampliar escala produtiva em componentes estruturais críticos, complementando a capacidade já desenvolvida pela empresa no segmento de componentes para motores aeronáuticos.

Índia ganha espaço na cadeia aeroespacial global

O acordo reforça uma tendência cada vez mais perceptível na indústria aeroespacial global: a descentralização das cadeias produtivas tradicionalmente concentradas na América do Norte e Europa.

A Índia vem se consolidando como um dos principais mercados emergentes para os setores aeroespacial e de defesa, atraindo investimentos internacionais e ampliando sua participação industrial em programas estratégicos globais. Nesse contexto, a aproximação da Embraer com empresas indianas demonstra uma leitura estratégica alinhada às transformações da indústria internacional.

Além de ampliar competitividade e resiliência logística, a diversificação da cadeia de suprimentos reduz riscos associados a crises regionais, gargalos industriais e instabilidades geopolíticas que impactaram fortemente a indústria global nos últimos anos.

Expansão internacional e fortalecimento industrial

O contrato firmado com a Bharat Forge também evidencia o esforço contínuo da Embraer em fortalecer sua presença internacional e ampliar parcerias industriais em mercados considerados prioritários.

A fabricante brasileira mantém diálogo ativo com autoridades governamentais e líderes industriais indianos, em um momento no qual a Índia busca acelerar a modernização de sua indústria aeroespacial e ampliar sua inserção em cadeias globais de tecnologia avançada.

Fundada em 1969, a Embraer já entregou mais de 9 mil aeronaves e permanece como uma das maiores referências mundiais na fabricação de aeronaves comerciais de até 150 assentos, além de atuar nos segmentos de aviação executiva, defesa e segurança e serviços aeroespaciais.

Já a Bharat Forge Limited, sediada em Pune, é uma das principais multinacionais indianas do setor metalúrgico e industrial, com atuação em áreas como defesa, aeroespacial, energia, setor marítimo, ferroviário e componentes críticos de alta performance.

Mais do que um contrato de fornecimento, o acordo simboliza o avanço de uma cooperação industrial entre duas nações emergentes que vêm ampliando suas capacidades tecnológicas e industriais em setores estratégicos para o cenário internacional contemporâneo.


GBN Defense - A informação começa aqui

Continue Lendo...
 

GBN Defense - A informação começa aqui Copyright © 2012 Template Designed by BTDesigner · Powered by Blogger