sexta-feira, 22 de maio de 2026

GSI e BNDES promovem III Fórum Nacional sobre a Fronteira Marítima do Brasil no Rio de Janeiro

0 comentários

 

O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) realizarão, nos dias 26 e 27 de maio, no Rio de Janeiro, o III Fórum Nacional sobre Proteção Integrada de Fronteiras, evento que nesta edição terá como tema central “A Fronteira Marítima do Brasil”. O encontro reunirá autoridades civis e militares, representantes do setor acadêmico, especialistas, integrantes das forças de segurança e representantes de órgãos estratégicos ligados à defesa, infraestrutura e desenvolvimento nacional.

O editor do GBN Defense, Angelo Nicolaci, estará presente realizando a cobertura do evento, acompanhando os debates estratégicos voltados à proteção da nossa "Amazônia Azul", ao fortalecimento da segurança marítima e à integração entre defesa, segurança pública, infraestrutura crítica e desenvolvimento sustentável.

A cerimônia de abertura ocorrerá no dia 26 de maio, às 10h, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, no centro do Rio de Janeiro, e contará com a participação do Ministro do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, Marcos Amaro, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e do Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

O fórum estima reunir cerca de 300 participantes e reforça uma pauta cada vez mais estratégica para o Brasil: a proteção da sua extensa fronteira marítima, considerada vital para a soberania, economia, defesa e estabilidade nacional.

Amazônia Azul: infraestrutura crítica, soberania e segurança estratégica

A chamada Amazônia Azul compreende o mar territorial brasileiro, a Zona Econômica Exclusiva (ZEE), a plataforma continental e ainda a faixa litorânea adjacente ao litoral brasileiro. Trata-se de uma área de importância geopolítica crescente, responsável por concentrar parte significativa das riquezas energéticas, minerais e logísticas do país.

É nessa extensa fronteira marítima que se encontram portos estratégicos, refinarias, polos industriais, aeroportos, terminais logísticos e cabos submarinos responsáveis por grande parte do fluxo de dados e comunicações do Brasil. Além disso, a região concentra a maior parte da população brasileira e representa o principal eixo do comércio exterior nacional.

Ao mesmo tempo, a fronteira marítima tornou-se um ambiente cada vez mais sensível diante do crescimento dos ilícitos transnacionais, do tráfico internacional, dos crimes ambientais, da pesca ilegal, do contrabando e de ameaças híbridas que desafiam os mecanismos tradicionais de segurança e fiscalização.

Nesse contexto, o III Fórum Nacional sobre Proteção Integrada de Fronteiras surge como uma importante plataforma para discussão de políticas públicas, integração interagências e atração de investimentos voltados à modernização da infraestrutura, segurança marítima e desenvolvimento sustentável.

Integração entre defesa, segurança pública e desenvolvimento

O evento faz parte das iniciativas vinculadas ao Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), instituído pelo Decreto nº 8.903/2016, e alinhado à Política Nacional de Fronteiras estabelecida pelo Decreto nº 12.038/2024.

Entre os objetivos do fórum estão:

  • atrair investimentos nacionais e internacionais para projetos de inovação e infraestrutura;

  • fortalecer a proteção ambiental na fronteira marítima;

  • estimular a implantação dos Gabinetes de Gestão Integrada de Fronteiras (GGIF) nos estados litorâneos;

  • ampliar a articulação entre defesa, segurança pública, fiscalização e assistência social;

  • apoiar a elaboração do Plano Nacional de Fronteiras alinhado à Estratégia Nacional de Fronteiras (ENaFron).

A programação contará com painéis estratégicos abordando desenvolvimento sustentável, combate aos ilícitos transnacionais, proteção ambiental, segurança de infraestruturas críticas e cooperação internacional no ambiente marítimo.

Um dos destaques será o debate sobre modelos multiagências internacionais voltados ao enfrentamento das ameaças contemporâneas na fronteira marítima, tema que vem ganhando crescente relevância diante da ampliação das disputas geopolíticas, da pressão sobre rotas marítimas globais e do aumento das ameaças híbridas no Atlântico Sul.

Segurança marítima ganha protagonismo estratégico

A realização do fórum evidencia uma mudança importante na percepção estratégica brasileira sobre a dimensão marítima da segurança nacional. O Atlântico Sul, historicamente tratado sob uma ótica predominantemente econômica e diplomática, passa cada vez mais a ser visto também como um ambiente de interesse estratégico direto para a defesa, proteção de recursos naturais e preservação da soberania.

Nesse cenário, iniciativas que promovam integração entre Forças Armadas, órgãos de segurança pública, agências reguladoras, setor produtivo e comunidade acadêmica tornam-se fundamentais para o fortalecimento da capacidade nacional de monitoramento, resposta e proteção das infraestruturas críticas marítimas.

A presença de representantes do governo federal, autoridades estaduais e municipais, além de especialistas nacionais e internacionais, demonstra o esforço crescente em consolidar uma abordagem integrada para a segurança da fronteira marítima brasileira, um tema que tende a ocupar posição cada vez mais central nas discussões estratégicas do país nos próximos anos.


GBN Defense - A informação começa aqui

Com GSI

Continue Lendo...

Exército reforça capacidade DQBRN e amplia prontidão operacional para grandes ameaças e eventos internacionais

0 comentários

 

O Exército Brasileiro vem consolidando sua capacidade de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear (DQBRN) como um dos pilares estratégicos da prontidão operacional da Força Terrestre diante de ameaças contemporâneas, cenários de alta complexidade e incidentes de elevada sensibilidade. Em um ambiente internacional marcado por riscos híbridos, terrorismo, acidentes industriais e ameaças assimétricas, a manutenção de forças especializadas em DQBRN tornou-se elemento indispensável para garantir capacidade de resposta rápida, proteção da tropa e apoio à sociedade civil.

Nesse contexto, o Comando de Operações Terrestres (COTER), por intermédio do Comando de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear, realizou entre os dias 27 e 30 de abril uma Visita de Coordenação Operacional (VCOp) junto ao Centro de Coordenação de Operações do Comando Militar do Sul (CMS) e ao 18º Batalhão de Infantaria Motorizado, com foco no acompanhamento e alinhamento das capacidades operacionais dos Pelotões DQBRN subordinados ao Comando Militar de Área.

As atividades permitiram avaliar o nível de prontidão, as necessidades operacionais e as capacidades dos Pelotões DQBRN do CMS, unidades que possuem a missão de atuar como força de pronta resposta em incidentes envolvendo agentes químicos, biológicos, radiológicos e nucleares. O trabalho ganha relevância adicional diante da previsão de emprego dessas capacidades durante a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027, evento que demandará elevado nível de coordenação interagências e preparação especializada para resposta a eventuais ameaças NBQR.

Ao longo da VCOp, foram debatidos aspectos ligados ao emprego de tropas com encargos especiais, interoperabilidade, atualização doutrinária e oportunidades de modernização da Força Terrestre. A iniciativa evidencia o esforço contínuo do Exército Brasileiro em manter sua estrutura operacional alinhada aos desafios contemporâneos, incorporando novas metodologias, tecnologias e conceitos de emprego.

Um dos principais pilares dessa estrutura é a Escola de Instrução Especializada (EsIE), integrante do Sistema de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear do Exército Brasileiro. A organização militar desempenha papel central na formação técnica, especialização e desenvolvimento doutrinário dos militares da área DQBRN, sendo responsável pela capacitação de recursos humanos aptos a atuar em ambientes operacionais degradados e cenários contaminados por agentes químicos, biológicos, radiológicos ou nucleares.

Reforçando esse alinhamento estratégico, no dia 4 de maio, a Divisão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear da EsIE e o 1º Batalhão de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear receberam nova Visita de Coordenação Operacional conduzida pelo Chefe do Emprego da Força Terrestre, General de Brigada Abelardo Prisco de Souza Neto.

Durante a atividade, foram realizadas apresentações institucionais, demonstrações técnicas e instruções relacionadas às metodologias de ensino empregadas pela Escola, permitindo à comitiva acompanhar de perto os processos de formação e especialização dos militares da área DQBRN. O elevado grau de capacitação técnica dos recursos humanos da Força Terrestre foi um dos pontos destacados durante as atividades.

A visita também possibilitou a análise da infraestrutura, dos simuladores, dos materiais pedagógicos e dos meios empregados na formação dos especialistas, identificando oportunidades voltadas ao aperfeiçoamento contínuo e à modernização da capacidade operacional DQBRN do Exército Brasileiro.

Mais do que apenas uma capacidade militar especializada, a Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear representa atualmente um componente estratégico essencial para a proteção da sociedade, da infraestrutura crítica e da capacidade de resposta nacional diante de crises de grande impacto. O fortalecimento dessa área acompanha uma tendência global observada nas principais forças armadas do mundo, que vêm ampliando investimentos em tropas NBQR diante do aumento das ameaças híbridas e do risco crescente de incidentes envolvendo agentes químicos, biológicos ou radiológicos.

Outro ponto de destaque foi a participação do General Prisco no Exercício Operacional de Evacuação Aeromédica DQBRN conduzido pela Força Aérea Brasileira na Base Aérea dos Afonsos, entre os dias 27 de abril e 8 de maio. A atividade reforçou a interoperabilidade conjunta entre Exército e FAB em uma das áreas mais sensíveis da defesa contemporânea, consolidando protocolos integrados de evacuação, descontaminação e atendimento especializado em cenários contaminados.

A atuação integrada entre as Forças Armadas evidencia a evolução da doutrina brasileira de Defesa NBQR, cada vez mais voltada à operação conjunta, à rápida capacidade de resposta e à interoperabilidade entre meios terrestres, aéreos e estruturas de apoio especializado.

Ao unir tradição no ensino militar, atualização doutrinária, inovação tecnológica e integração operacional, o Exército Brasileiro reafirma sua posição como referência regional na área de Defesa Química, Biológica, Radiológica e Nuclear, fortalecendo uma capacidade estratégica fundamental para a soberania, a segurança nacional e a proteção da sociedade brasileira diante dos desafios do século XXI.


GBN Defense - A informação começa aqui

Com Exército Brasileiro

Continue Lendo...

quarta-feira, 20 de maio de 2026

SIATT entrega primeiro lote de mísseis MAX 1.2 AC ao Exército Brasileiro

0 comentários

 

A brasileira SIATT realizou, em Formosa (GO), a entrega do primeiro lote dos mísseis MAX 1.2 AC ao Exército Brasileiro, marco que consolida a entrada da empresa em uma nova etapa de produção industrial de sistemas estratégicos de defesa.

Os mísseis foram produzidos na nova unidade industrial da companhia em Caçapava (SP), instalação que simboliza a ampliação da capacidade produtiva da SIATT e sua transição para a fabricação em escala de armamentos inteligentes desenvolvidos no Brasil.

No dia 6 de maio, o GBN Defense esteve presente nas instalações da empresa em Caçapava, onde acompanhou os últimos preparativos para a entrega deste primeiro lote ao Exército Brasileiro. Durante a visita, foi possível observar as linhas de integração, os procedimentos de testes e a estrutura industrial criada para atender às futuras demandas de produção do sistema MAX.

Desenvolvido em parceria com o Centro Tecnológico do Exército, o MAX 1.2 AC é um armamento inteligente nacional projetado para incapacitar veículos de combate com elevada precisão. O sistema representa um dos mais importantes avanços recentes da indústria brasileira no segmento de mísseis anticarro e armamentos guiados.

A entrega ocorre em um momento no qual diversos países buscam ampliar sua autonomia estratégica e fortalecer suas bases industriais de defesa, cenário que aumenta a relevância de programas nacionais capazes de reduzir dependências externas em sistemas críticos.

A nova planta industrial da SIATT foi concebida justamente para sustentar esse crescimento, reunindo infraestrutura moderna, processos industriais nacionais e capacidade de produção seriada de sistemas estratégicos.

Segundo Rogério Salvador, presidente da SIATT: “A entrega do MAX ao Exército Brasileiro representa mais um passo importante na consolidação da capacidade nacional de produção de sistemas estratégicos de defesa.”

Certificada como Empresa Estratégica de Defesa, a SIATT atua no desenvolvimento de soluções avançadas nas áreas de guiagem, navegação e controle, consolidando-se como um dos principais polos tecnológicos brasileiros voltados ao segmento de armamentos inteligentes.


GBN Defense - A informação começa aqui



Continue Lendo...

terça-feira, 19 de maio de 2026

DEFESA NACIONAL - SOBERANIA E A CONTRADIÇÃO BRASILEIRA

0 comentários

O Brasil vive uma contradição estratégica cada vez mais evidente. De um lado, as lideranças das nossas Forças Armadas alertam há anos para a necessidade urgente de ampliar as capacidades de defesa do país diante de um cenário internacional cada vez mais instável. De outro, a própria Base Industrial de Defesa (BID) brasileira demonstra possuir capacidade tecnológica, engenharia qualificada, infraestrutura industrial e competências para desenvolver sistemas sofisticados de emprego militar.

Ainda assim, permanecem perguntas incômodas: por que tantos engenheiros, técnicos e especialistas brasileiros deixam o país em busca de oportunidades fora do Brasil? Por que as Forças Armadas ainda convivem com limitações operacionais e equipamentos defasados em diversas áreas estratégicas? E por que grande parte das soluções que poderiam ser desenvolvidas ou produzidas no Brasil não se convertem em programas estruturantes de longo prazo?

As respostas às essas questões passam, inevitavelmente, pela questão orçamentária e pela ausência histórica de previsibilidade estratégica.

Enquanto o mundo atravessa um novo ciclo de rearmamento e fortalecimento de capacidades militares, o Brasil segue investindo proporcionalmente pouco em defesa. Dados recentes apontam que o país mantém gastos militares próximos de 1,1% do PIB, percentual considerado baixo para um país continental, detentor da maior fronteira terrestre da América do Sul, da Amazônia, de vastas riquezas minerais, recursos energéticos offshore e uma das maiores zonas econômicas exclusivas marítimas do planeta.  

O contraste internacional é evidente. Países da OTAN aprovaram metas de até 5% do PIB voltadas à defesa e segurança estratégica até 2035. A Alemanha ultrapassou 2% do PIB em defesa pela primeira vez desde 1990. A Polônia acelera sua modernização militar. A Ásia amplia investimentos em tecnologias críticas, drones, guerra eletrônica, inteligência artificial e defesa cibernética. Mesmo países da América do Sul vêm aumentando seus investimentos diante do novo ambiente geopolítico.

O Brasil, apesar de ter registrado crescimento nominal nos gastos militares em 2025, continua distante de uma estrutura de financiamento compatível com suas necessidades estratégicas. Mais grave ainda é a composição desse orçamento. Grande parte dos recursos é consumida por despesas obrigatórias, especialmente folha de pagamento, aposentadorias e pensões. Estimativas recentes indicam que cerca de 80% a 85% do orçamento da Defesa permanece comprometido com despesas de pessoal, restando parcela reduzida para investimentos efetivos em modernização, prontidão operacional, pesquisa e desenvolvimento.  

O resultado é uma consequência direta e previsível: projetos estratégicos sofrem atrasos, aquisições são fragmentadas, programas perdem escala, e a indústria nacional enfrenta ciclos permanentes de incerteza.

E isso ocorre justamente em um momento no qual a tecnologia passou a definir o poder militar contemporâneo.

Os conflitos recentes demonstraram que superioridade operacional hoje depende de sensores avançados, sistemas integrados de comando e controle, guerra eletrônica, drones, satélites, inteligência artificial, sistemas autônomos, integração em rede e capacidade de produção nacional resiliente. Nenhuma potência moderna constrói soberania apenas com efetivos militares. A soberania contemporânea é tecnológica e industrial.

Nesse aspecto, o Brasil possui ativos extremamente relevantes.

A BID brasileira reúne empresas capazes de atuar em áreas altamente complexas como aeroespacial, sistemas embarcados, radares, guerra eletrônica, comunicações seguras, optrônicos, sistemas navais, integração de plataformas, veículos blindados, armamentos inteligentes, sistemas espaciais e tecnologias não tripuladas. Além disso, o país dispõe de centros de engenharia altamente especializados e profissionais reconhecidos internacionalmente.

Não por acaso, engenheiros brasileiros são frequentemente absorvidos por empresas e programas estratégicos no exterior. O problema, portanto, não é ausência de competência técnica. O problema é continuidade.

Sem previsibilidade orçamentária de médio e longo prazo, a indústria não consegue sustentar ciclos permanentes de inovação. Sem escala, empresas perdem competitividade. Sem contratos estruturantes, fornecedores estratégicos desaparecem. Sem estabilidade, talentos migram.

A evasão de cérebros da área de defesa e alta tecnologia é um reflexo direto desse ambiente.

Profissionais altamente qualificados buscam mercados que ofereçam estabilidade, continuidade de projetos, investimentos em pesquisa e perspectivas concretas de crescimento tecnológico. Países que compreendem a defesa como vetor de desenvolvimento nacional criam ecossistemas permanentes de inovação. No Brasil, ainda convivemos com descontinuidades, contingenciamentos e programas sujeitos a oscilações políticas e fiscais.

Isso produz um efeito silencioso, porém extremamente perigoso: a perda gradual da capacidade nacional de projetar, desenvolver e sustentar tecnologias críticas.

Defesa não pode ser tratada apenas como despesa corrente de governo. Defesa é política de Estado.

Os países que hoje lideram os setores aeroespacial, cibernético e militar compreenderam algo fundamental: investir em defesa gera domínio tecnológico, empregos qualificados, inovação dual, capacidade industrial e autonomia estratégica.

Grande parte das tecnologias utilizadas no cotidiano civil nasceu de programas militares ou espaciais: internet, GPS, sensores, materiais compostos, aviônica, comunicações seguras, satélites, inteligência artificial e inúmeras soluções embarcadas.

Quando o Brasil investe em sua Base Industrial de Defesa, não está apenas fortalecendo as Forças Armadas. Está fortalecendo engenharia nacional, ciência, universidades, indústria, inovação e soberania.

Soberania não se improvisa em momentos de crise.

Ela é construída ao longo de décadas, com planejamento, previsibilidade, investimento contínuo e visão estratégica de longo prazo. O debate sobre defesa nacional precisa, portanto, ultrapassar a visão limitada de gasto militar e passar a ser compreendido como tema de desenvolvimento nacional, proteção de recursos estratégicos, estabilidade regional e capacidade tecnológica. O Brasil possui território, recursos naturais, dimensão geopolítica, capacidade industrial e inteligência técnica para ocupar posição muito mais relevante no cenário internacional da defesa. O que ainda falta é transformar esse potencial em prioridade permanente de Estado. 

Porque nenhuma nação preserva sua soberania apenas pelo discurso. 

Soberania é preservada por meio de capacidade real de defesa, tecnologia própria e indústria forte.



Por Mauro Beirão - Formado em engenharia e mais de 30 anos de experiência na indústria de defesa e aeroespacial 


GBN Defense - A informação começa aqui

Continue Lendo...

Su-57 biposto surge pela primeira vez e reforça aposta russa em operações com drones de combate

0 comentários

A primeira imagem da variante biposto do caça russo de quinta geração Su-57 Felon surgiu nas redes sociais russas durante o que aparenta ser um teste de táxi, revelando um desenvolvimento que até então era tratado com incerteza devido às prioridades operacionais impostas pela guerra na Ucrânia e pelas limitações orçamentárias enfrentadas pela indústria de defesa russa.

A fotografia foi divulgada pela conta russa Fighterbomber e mostra uma configuração inédita do Su-57, equipada com uma cabine em tandem semelhante à adotada no Su-30, incluindo uma elevação pronunciada da posição traseira destinada ao Oficial de Sistemas de Armas (WSO). A configuração sugere claramente uma mudança de conceito operacional em relação ao modelo monoposto atualmente empregado pela Força Aeroespacial Russa.

Durante anos, analistas apontaram que o desenvolvimento da variante biposto havia sido colocado em segundo plano em razão da necessidade de acelerar a produção da versão operacional básica do Su-57, além das dificuldades industriais e financeiras agravadas pelo conflito prolongado na Ucrânia e pelas sanções internacionais impostas ao setor de defesa russo.

A introdução de uma variante com dois tripulantes, no entanto, possui implicações muito mais amplas do que apenas treinamento ou ampliação da consciência situacional da tripulação. O principal indicativo é a crescente convergência entre aeronaves tripuladas de quinta geração e operações MUM-T (Manned-Unmanned Teaming), conceito que prevê a integração direta entre caças avançados e drones de combate não tripulados.

Nesse contexto, a posição traseira do Su-57 biposto pode estar diretamente relacionada ao controle operacional do drone de combate furtivo S-70 Okhotnik-B, plataforma UCAV desenvolvida pela Rússia para atuar em conjunto com o Felon em missões de ataque, reconhecimento, guerra eletrônica e supressão de defesas aéreas inimigas.

Nos últimos anos, a Rússia vem demonstrando crescente interesse em operações cooperativas entre aeronaves tripuladas e sistemas não tripulados de alta performance, seguindo uma tendência já observada em programas ocidentais e chineses. O próprio Okhotnik-B já foi visto operando ao lado do Su-57 em testes anteriores, reforçando a hipótese de que Moscou busca transformar o Felon em um verdadeiro “nó de comando aéreo” para drones de combate.

A iniciativa também aproxima a Rússia de conceitos já explorados pela China com o J-20S, versão biposto do caça stealth chinês projetada explicitamente para operações coordenadas com UCAVs como o GJ-11. Tanto Pequim quanto Moscou parecem convergir para uma mesma leitura estratégica: a próxima geração do combate aéreo dependerá menos de plataformas isoladas e mais de ecossistemas integrados de aeronaves tripuladas e não tripuladas operando em rede.

Do ponto de vista estratégico, o surgimento do Su-57 biposto evidencia que a Rússia continua priorizando capacidades voltadas à guerra aérea de próxima geração, mesmo sob forte pressão operacional e econômica decorrente da guerra na Ucrânia. Mais do que uma simples adaptação de cabine, a nova variante sinaliza uma tentativa de acelerar a transição para operações aéreas distribuídas, nas quais drones de combate assumirão funções de reconhecimento avançado, saturação, ataque e guerra eletrônica sob coordenação direta de aeronaves tripuladas. Trata-se de um movimento alinhado às principais tendências observadas nas grandes potências militares, onde a disputa tecnológica deixou de se concentrar apenas em plataformas stealth isoladas e passou a envolver arquitetura de rede, inteligência artificial, integração homem-máquina e capacidade de combate colaborativo em larga escala.


por Angelo Nicolaci


GBN Defense - A informação começa aqui

Continue Lendo...

Drones ucranianos ampliam pressão sobre Moscou e expõem desgaste crescente da máquina militar russa

0 comentários

A guerra na Ucrânia continua produzindo transformações profundas no campo de batalha moderno, e os recentes ataques ucranianos contra Moscou evidenciam um cenário cada vez mais desconfortável para o Kremlin. O cancelamento da tradicional parada de blindados na Praça Vermelha durante as celebrações do Dia da Vitória, em 9 de maio, tornou-se um dos símbolos mais visíveis da crescente vulnerabilidade russa diante da expansão das capacidades ucranianas de ataque com drones.

Pela primeira vez em décadas, carros de combate e veículos blindados deixaram de desfilar pelas ruas da capital russa. Segundo analistas e veículos internacionais, a decisão foi motivada pelo receio de ataques ucranianos contra concentrações de equipamentos militares em Moscou e arredores, refletindo uma mudança importante na percepção de segurança do próprio território russo.

Os ataques realizados em 17 de maio contra Moscou e a região metropolitana reforçaram essa percepção ao demonstrar que a Ucrânia vem ampliando progressivamente o alcance, a intensidade e a frequência de suas operações de longo alcance. O impacto psicológico das ações tem sido significativo, inclusive dentro do ecossistema ultranacionalista russo, onde blogueiros militares e “correspondentes de guerra” ligados ao Kremlin passaram a cobrar respostas mais duras do governo russo.

Ao mesmo tempo, o cenário operacional no front terrestre também vem apresentando sinais de desgaste para as forças russas. Dados citados por institutos de análise internacionais apontam que a Rússia perdeu cerca de 113 quilômetros quadrados de território nos últimos 30 dias, enquanto a Ucrânia intensificou contra-ataques locais e ampliou operações de interdição logística utilizando drones FPV e sistemas de ataque de médio alcance.

Os drones tornaram-se hoje um dos principais elementos de desgaste da guerra. Segundo estimativas citadas por analistas ocidentais, plataformas FPV já seriam responsáveis por parcela significativa das baixas no conflito, alterando profundamente a dinâmica das operações terrestres. O avanço tecnológico e a produção em larga escala desses sistemas vêm reduzindo drasticamente a liberdade de movimento próxima à linha de frente.

A chamada “zona letal dos drones”, estimada em aproximadamente 20 quilômetros de profundidade ao longo das linhas de combate, passou a atingir não apenas tropas em posição avançada, mas principalmente estruturas logísticas, depósitos, veículos de transporte e rotas de suprimento. Em vez de priorizar exclusivamente o combate direto às forças russas na linha de contato, Kiev vem ampliando o foco sobre a infraestrutura responsável por sustentar o esforço ofensivo de Moscou.

Nesse contexto, refinarias, terminais portuários, depósitos de combustível e instalações estratégicas passaram a ser alvos frequentes dos ataques ucranianos de longo alcance. Segundo informações divulgadas pela Reuters, os ataques realizados em abril afetaram diretamente a capacidade logística e energética russa, forçando reduções temporárias na produção de petróleo e impactando operações em importantes terminais marítimos como Novorossiysk e Ust-Luga.

Outro fator relevante é que os ataques já atingem alvos a quase 2.000 quilômetros da fronteira ucraniana, demonstrando um salto importante na capacidade de projeção operacional de Kiev. Bases aéreas estratégicas, infraestrutura energética e instalações industriais passaram a integrar uma campanha sistemática de desgaste voltada não apenas ao campo militar, mas também à sustentação econômica da guerra.

O atual cenário evidencia uma transformação estrutural na natureza do conflito. A guerra entre Rússia e Ucrânia consolidou os drones como elementos centrais da guerra contemporânea, alterando profundamente conceitos tradicionais de superioridade militar, defesa territorial e profundidade estratégica. A crescente vulnerabilidade de infraestruturas críticas, linhas logísticas e até centros políticos distantes da linha de frente demonstra que o conflito entrou em uma fase na qual capacidade industrial, resiliência logística e adaptação tecnológica tornaram-se tão importantes quanto massa de tropas ou poder de fogo convencional. Para Moscou, o desafio vai além da manutenção da ofensiva terrestre: trata-se agora de administrar simultaneamente desgaste operacional, pressão econômica, vulnerabilidade interna e erosão gradual da percepção de invulnerabilidade estratégica construída pelo Kremlin ao longo das últimas décadas.


GBN Defense - A informação começa aqui

Continue Lendo...

Suécia escolhe fragatas francesas FDI em contrato bilionário e reforça rearmamento no Mar Báltico

0 comentários

A Suécia anunciou oficialmente a seleção das fragatas FDI (Frégate de Défense et d’Intervention), desenvolvidas pelo grupo francês Naval Group, como sua nova plataforma de combate de superfície de grande porte. O contrato, estimado em aproximadamente 3,6 bilhões de euros, prevê a aquisição de quatro navios e representa o maior investimento militar sueco desde o programa Gripen, iniciado na década de 1980.

A decisão marca um movimento estratégico relevante dentro do atual processo de expansão e modernização das capacidades militares suecas, impulsionado pela deterioração do cenário de segurança no norte da Europa e pelo aumento das tensões no Mar Báltico após a guerra na Ucrânia.

Segundo o governo sueco, as novas fragatas serão os maiores navios de combate de superfície já operados pela Marinha da Suécia e deverão permanecer em serviço por cerca de 40 anos. A primeira unidade está prevista para ser entregue em 2030, prazo considerado prioritário por Estocolmo diante da necessidade de acelerar a ampliação de suas capacidades navais.

Apesar da escolha de uma plataforma francesa, o contrato prevê ampla participação da indústria sueca, especialmente da Saab. De acordo com o ministro da Defesa da Suécia, Pål Jonson, os novos navios deverão incorporar sistemas de armas e soluções desenvolvidas localmente, preservando a autonomia tecnológica nacional e garantindo integração com o ecossistema industrial de defesa sueco.

A Naval Group venceu a concorrência contra propostas apresentadas pela espanhola Navantia e pela britânica Babcock, ambas avaliadas em cooperação com parceiros locais. A escolha pelas FDI francesas foi influenciada principalmente pela maturidade técnica do programa, menor risco de desenvolvimento e cronograma de entrega considerado compatível com as necessidades operacionais suecas.

Outro fator decisivo foi a possibilidade de compartilhamento de custos e redução de riscos através de uma plataforma já em produção e operação. As fragatas FDI já começaram a ser incorporadas pela Marinha Francesa e também estão sendo produzidas para a Grécia, permitindo que a Suécia adote um projeto europeu consolidado, evitando os custos e atrasos associados ao desenvolvimento de uma plataforma inteiramente nova.

As novas fragatas terão papel central na estratégia sueca de defesa do Mar Báltico, região que se tornou um dos principais focos de atenção da OTAN após a entrada formal da Suécia na aliança atlântica. Atualmente, a marinha sueca opera cinco corvetas stealth da classe Visby e conduz paralelamente a modernização de sua força submarina.

O anúncio ocorre em um momento no qual Estocolmo acelera significativamente seus investimentos em defesa. O governo sueco afirmou recentemente que pretende atingir o patamar de 3,5% do PIB em gastos militares até 2030, superando com antecedência as metas atualmente discutidas no âmbito da OTAN.

A escolha sueca pelas fragatas FDI também representa uma vitória estratégica importante para a França e para a indústria europeia de defesa. Em um cenário marcado pela busca crescente por autonomia estratégica no continente, o contrato reforça a consolidação de programas europeus cooperativos e amplia o posicionamento da Naval Group como um dos principais fornecedores navais do bloco. Ao mesmo tempo, a decisão sueca evidencia uma tendência cada vez mais presente na Europa: a priorização de plataformas maduras, interoperáveis e de rápida disponibilidade operacional diante da deterioração acelerada do ambiente de segurança regional.


GBN Defense - A informação começa aqui

Continue Lendo...

Paquistão amplia presença militar na Arábia Saudita em meio à escalada regional envolvendo Irã

0 comentários

O Paquistão iniciou o envio de um contingente militar significativo para a Arábia Saudita, incluindo cerca de 8.000 militares, um esquadrão de caças JF-17 Thunder, drones e sistemas de defesa aérea HQ-9 de origem chinesa, em um movimento que reforça o aprofundamento da cooperação estratégica entre Islamabad e Riad em meio ao cenário de crescente instabilidade no Oriente Médio.

Segundo informações divulgadas pela Reuters com base em fontes governamentais, o destacamento ocorre dentro dos termos de um acordo de defesa mútua firmado entre os dois países em 2025. Embora os detalhes do tratado permaneçam sob sigilo, autoridades paquistanesas e sauditas já haviam confirmado anteriormente que o pacto prevê assistência militar em caso de agressão externa.

De acordo com as informações divulgadas, o Paquistão enviou um esquadrão completo de aproximadamente 16 aeronaves, majoritariamente compostas por caças JF-17 Thunder, plataforma desenvolvida em parceria entre Islamabad e Pequim. Além disso, dois esquadrões de drones e um sistema de defesa aérea de longo alcance HQ-9 também teriam sido destacados para território saudita, todos operados e mantidos por militares paquistaneses, mas financiados pela Arábia Saudita.

O movimento representa uma ampliação importante da presença militar paquistanesa no Golfo. Fontes ligadas ao acordo afirmam que o tratado prevê inclusive a possibilidade de destacamento de até 80 mil militares paquistaneses na Arábia Saudita, além do emprego de meios navais em caso de necessidade operacional.

Embora oficialmente o contingente tenha funções voltadas ao treinamento, assessoria e cooperação militar, o envio ocorre em um momento particularmente sensível para o equilíbrio regional. Nas últimas semanas, o Oriente Médio vem registrando aumento das tensões envolvendo Irã, Israel e aliados regionais, além da crescente preocupação com ataques de drones, mísseis e ações assimétricas contra infraestrutura estratégica no Golfo.

O envio do sistema HQ-9 também possui relevância estratégica significativa. Considerado um dos principais sistemas antiaéreos chineses de longo alcance, o HQ-9 amplia a camada de defesa aérea saudita em um momento no qual ataques com drones e mísseis balísticos passaram a ocupar papel central na dinâmica de segurança regional. A presença do sistema reforça ainda o avanço gradual da influência tecnológica chinesa nas estruturas de defesa do Oriente Médio.

Outro elemento que chama atenção é o caráter político e estratégico da aproximação entre Islamabad e Riad. O ministro da Defesa do Paquistão, Khawaja Muhammad Asif, chegou a declarar anteriormente que a Arábia Saudita estaria sob o chamado “guarda-chuva nuclear” paquistanês, declaração que evidencia o nível de profundidade estratégica alcançado pela parceria entre os dois países.

Paralelamente ao reforço militar, surgem também iniciativas diplomáticas buscando reduzir o risco de escalada regional. Segundo o Financial Times, a Arábia Saudita estaria discutindo a criação de um pacto regional de não agressão envolvendo países árabes e o Irã, inspirado parcialmente nos Acordos de Helsinque da Guerra Fria. A proposta reflete a percepção crescente de que a estabilidade regional depende cada vez mais de mecanismos locais de segurança coletiva e redução de tensões.

O atual movimento do Paquistão evidencia uma transformação importante no equilíbrio estratégico do Oriente Médio. Ao mesmo tempo em que Islamabad busca manter canais diplomáticos com Teerã, amplia significativamente sua cooperação militar com Riad, assumindo um papel cada vez mais relevante na arquitetura de segurança do Golfo. O cenário também demonstra o avanço da influência chinesa na região, tanto por meio de plataformas como o JF-17 e o HQ-9 quanto pela crescente presença indireta de Pequim em acordos estratégicos regionais. Em paralelo, observa-se uma tentativa das potências regionais de reduzir a dependência exclusiva dos Estados Unidos como garantidor de segurança, em um contexto marcado pela multipolaridade crescente, reconfiguração das alianças militares e expansão das disputas por influência no Oriente Médio.


GBN Defense - A informação começa aqui

Continue Lendo...

USAF amplia capacidade do MQ-9 Reaper com bombas GBU-39B para ataques de precisão de longo alcance

0 comentários

A Força Aérea dos Estados Unidos deu mais um passo na evolução operacional dos sistemas remotamente pilotados ao integrar a bomba guiada GBU-39B Small Diameter Bomb (SDB) ao arsenal dos MQ-9 Reaper empregados pela 27ª Ala de Operações Especiais. A nova capacidade entrou em operação na primavera de 2026 e amplia significativamente o potencial de ataque de precisão da plataforma em cenários de elevada complexidade operacional.

A integração da GBU-39B representa uma mudança importante no perfil de emprego do MQ-9, tradicionalmente associado a missões ISR (Intelligence, Surveillance and Reconnaissance) e ataques de oportunidade com armamentos de curto alcance. Com a introdução da Small Diameter Bomb, o Reaper passa a contar com uma capacidade stand-off muito mais robusta, permitindo o engajamento de alvos a distâncias significativamente maiores e com menor exposição às defesas antiaéreas adversárias.

Segundo a USAF, a munição foi incorporada com foco na ampliação da capacidade de apoio persistente às forças de operações especiais, mantendo elevada precisão e reduzindo danos colaterais. A GBU-39B é uma bomba guiada de baixo rendimento, compatível com operações em todos os climas, desenvolvida para atingir alvos de alta sensibilidade em ambientes complexos e densamente defendidos.

Um dos principais diferenciais do sistema está em seu alcance. Quando lançada em altitude adequada, a GBU-39B pode planar por até 96 quilômetros antes de atingir o alvo com precisão próxima de um metro. Essa característica permite que o MQ-9 realize ataques permanecendo fora do alcance da maioria dos sistemas de defesa aérea de curto alcance presentes no ambiente operacional contemporâneo.

Além da precisão, a munição também oferece capacidade de penetração relevante para sua categoria. Pesando cerca de 250 libras, a GBU-39B transporta aproximadamente 36 libras de explosivo de alto poder e pode penetrar até um metro de concreto reforçado, tornando-se adequada para neutralização de estruturas fortificadas, postos de comando e alvos protegidos.

A adoção da GBU-39B no MQ-9 acompanha uma transformação mais ampla observada no emprego de drones MALE (Medium Altitude Long Endurance), cada vez mais adaptados para operações em ambientes contestados. A proliferação de sistemas antiaéreos móveis, guerra eletrônica e capacidades de negação de área vem pressionando forças aéreas a ampliar o alcance, a sobrevivência e a flexibilidade de suas plataformas remotamente pilotadas.

Outro fator relevante é a capacidade de carga do MQ-9 utilizando o sistema duplo BRU-78, desenvolvido especificamente para o Reaper. A configuração permite transportar maior quantidade de munições compactas de precisão, ampliando o tempo de permanência em combate e a capacidade de apoio contínuo às tropas em solo.

A GBU-39B já possui amplo histórico operacional nas forças norte-americanas e aliadas desde sua introdução em 2006, sendo empregada em conflitos de diferentes intensidades, desde operações antiterrorismo até guerras convencionais de alta intensidade. A munição também integra o arsenal do AC-130 Ghostrider II, plataforma igualmente operada pela 27ª Ala de Operações Especiais.

A incorporação da Small Diameter Bomb ao MQ-9 Reaper reforça uma tendência cada vez mais evidente no cenário militar contemporâneo: a evolução dos drones de plataformas secundárias de vigilância para vetores de ataque de precisão de longo alcance. Em um ambiente operacional marcado por ameaças distribuídas, sistemas antiaéreos em camadas e necessidade crescente de persistência sobre o campo de batalha, a combinação entre alcance stand-off, precisão e baixo custo relativo tende a consolidar os sistemas remotamente pilotados como elementos centrais das operações aéreas modernas.


GBN Defense - A informação começa aqui

Continue Lendo...

RAF integra foguetes APKWS aos Typhoon para ampliar defesa contra drones com menor custo

0 comentários

A Royal Air Force (RAF) iniciou o emprego operacional de foguetes guiados APKWS (Advanced Precision Kill Weapon System) em caças Eurofighter Typhoon no Oriente Médio, em uma medida voltada à ampliação da capacidade de defesa contra drones com menor custo operacional. A integração do sistema busca oferecer uma alternativa mais econômica para interceptação de ameaças aéreas de baixa complexidade, reduzindo a dependência de mísseis ar-ar de maior custo utilizados atualmente nesse tipo de missão.

Segundo o Ministério da Defesa do Reino Unido, a capacidade já entrou em operação com aeronaves do 9 Squadron destacadas na região. O APKWS transforma foguetes não guiados de 70 mm em munições guiadas de precisão por laser, permitindo o engajamento de drones e outros alvos a um custo significativamente inferior ao de mísseis convencionais empregados em missões de defesa aérea.

A integração do sistema ocorreu em ritmo acelerado, resultado de um esforço conjunto entre o Ministério da Defesa britânico, a BAE Systems e a QinetiQ. De acordo com informações oficiais, a transição entre fase de testes e emprego operacional ocorreu em menos de dois meses. Os primeiros disparos contra alvos terrestres foram realizados em março, seguidos por testes ar-ar conduzidos em abril por pilotos do 41 Test and Evaluation Squadron da RAF.

Imagens divulgadas pelo governo britânico mostram aeronaves Typhoon operando a partir da RAF Akrotiri, no Chipre, equipadas com uma configuração mista de armamentos, incluindo mísseis MBDA Meteor, AIM-132 ASRAAM e pods de foguetes APKWS de 70 mm. A combinação amplia a flexibilidade operacional da plataforma, permitindo o emprego escalonado de armamentos conforme o perfil da ameaça enfrentada.

A adoção do APKWS reflete uma tendência crescente observada em diversos conflitos recentes, marcados pelo uso massivo de drones de baixo custo e munições vagantes. O elevado custo de interceptação utilizando mísseis ar-ar convencionais vem sendo apontado como um desafio para forças aéreas ocidentais, especialmente diante da necessidade de manter capacidade de resposta sustentável em cenários de saturação.

Nesse contexto, soluções de menor custo por disparo passam a assumir papel estratégico na defesa aérea contemporânea. O emprego de foguetes guiados de precisão em missões counter-drone representa uma tentativa de equilibrar eficiência operacional, capacidade de engajamento e sustentabilidade logística diante da rápida proliferação de sistemas aéreos não tripulados no campo de batalha moderno.

O Reino Unido também vem ampliando investimentos em outras capacidades de defesa contra drones. Recentemente, o governo britânico anunciou contratos para aquisição de interceptadores Skyhammer voltados ao enfrentamento de drones do tipo Shahed, além de manter sistemas de defesa aérea em prontidão elevada no Oriente Médio, incluindo Sky Sabre, Lightweight Multirole Missile, Rapid Sentry e ORCUS.

A introdução do APKWS no Eurofighter Typhoon reforça ainda a crescente adaptação das plataformas de combate ocidentais às novas demandas operacionais impostas pelos conflitos contemporâneos. Mais do que ampliar o arsenal disponível, a integração evidencia uma mudança doutrinária importante: a busca por soluções capazes de enfrentar ameaças assimétricas de forma economicamente sustentável, preservando estoques de mísseis de alta complexidade para cenários de maior intensidade.

A adoção de foguetes guiados APKWS em missões de defesa aérea também reforça uma tendência cada vez mais evidente no cenário internacional: a necessidade de reequilibrar a relação entre custo de interceptação e custo da ameaça. Em um ambiente operacional marcado pela proliferação de drones baratos, munições vagantes e ataques de saturação, o emprego de mísseis ar-ar de alto valor contra alvos de baixo custo torna-se economicamente insustentável no longo prazo. A iniciativa britânica sinaliza uma adaptação pragmática das forças aéreas modernas à nova realidade do campo de batalha, onde flexibilidade, rapidez de integração e soluções de menor custo por engajamento passam a ter relevância estratégica comparável à introdução de armamentos de alta complexidade tecnológica.


GBN Defense - A informação começa aqui

Continue Lendo...

Fuzileiros Navais usam drones e simulação virtual no combate a enchentes em Petrópolis

0 comentários

O Corpo de Fuzileiros Navais vem ampliando o emprego de tecnologias de simulação virtual e sistemas aéreos não tripulados em aplicações voltadas à análise ambiental, apoio à defesa civil e gerenciamento de crises. Entre os dias 4 e 8 de maio, o Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), em parceria com o Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais (CTecCFN), realizou uma operação de levantamento aéreo na região do rio Quitandinha, em Petrópolis (RJ), utilizando aeronaves remotamente pilotadas para coleta de dados geoespaciais de alta precisão.

A atividade foi conduzida por meio do Laboratório de Simulação do Corpo de Fuzileiros Navais e teve como foco o mapeamento detalhado da região, permitindo a geração de modelos digitais do terreno e da calha do rio. As informações obtidas servirão de base para a construção de um ambiente virtual capaz de reproduzir diferentes cenários de inundação e comportamento do escoamento hídrico em situações de chuvas intensas.

O projeto busca ampliar a capacidade de análise preventiva em áreas historicamente afetadas por enchentes e deslizamentos, permitindo identificar pontos críticos e regiões suscetíveis a alagamentos com maior nível de precisão. Petrópolis, que nos últimos anos enfrentou episódios severos relacionados a eventos climáticos extremos, torna-se um ambiente relevante para o desenvolvimento desse tipo de modelagem computacional aplicada à gestão de riscos.

Além do caráter voltado à prevenção de desastres, a operação também reforça a evolução das capacidades tecnológicas do Corpo de Fuzileiros Navais no emprego de sistemas remotamente pilotados em missões de reconhecimento, análise do terreno e coleta de dados em ambientes complexos. O uso de drones permite acelerar a obtenção de informações estratégicas, reduzir exposição de equipes em áreas degradadas e ampliar o nível de consciência situacional durante operações.

A integração entre sensoriamento remoto, modelagem digital e simulação virtual acompanha uma tendência crescente observada em forças militares modernas, onde ferramentas inicialmente desenvolvidas para aplicações operacionais passam a desempenhar papel relevante também em cenários de apoio humanitário, defesa civil e resposta a emergências ambientais.

Nesse contexto, a capacidade de reproduzir virtualmente cenários hidrológicos e avaliar o impacto de diferentes volumes de precipitação permite antecipar respostas, aprimorar protocolos de evacuação e otimizar o emprego de meios em situações de crise. A utilização de ambientes virtuais também amplia a capacidade de treinamento e planejamento das equipes envolvidas em operações de resposta rápida.

A iniciativa conduzida pelo CIASC e pelo CTecCFN evidencia ainda o avanço do Corpo de Fuzileiros Navais na incorporação de tecnologias emergentes aplicadas à inteligência geoespacial e ao apoio à tomada de decisão. Mais do que uma atividade de levantamento topográfico, a operação demonstra como sistemas de simulação e drones vêm se consolidando como ferramentas estratégicas tanto no campo militar quanto em aplicações de interesse público.

O emprego crescente dessas tecnologias reforça uma transformação mais ampla no ambiente operacional contemporâneo, marcado pela convergência entre capacidades digitais, análise de dados e sistemas autônomos. Em cenários onde rapidez na obtenção de informações e capacidade de interpretação do terreno tornam-se fatores decisivos, ferramentas de simulação virtual e sensoriamento remoto passam a ocupar papel cada vez mais relevante no planejamento e execução de operações complexas.

A iniciativa também evidencia uma mudança gradual no perfil de emprego de capacidades tecnológicas dentro das Forças Armadas brasileiras, especialmente no âmbito do Corpo de Fuzileiros Navais. O uso integrado de drones, modelagem digital e simulação computacional demonstra como tecnologias originalmente associadas ao campo militar passam a assumir papel estratégico em missões de apoio à população, gestão de crises e monitoramento ambiental. Em um cenário marcado pelo aumento da frequência de eventos climáticos extremos e pela crescente complexidade operacional em áreas urbanas e remotas, a capacidade de transformar dados em consciência situacional e planejamento preditivo tende a se tornar um dos principais vetores de modernização das forças militares contemporâneas.


GBN Defense - A informação começa aqui

com Marinha do Brasil


Continue Lendo...

domingo, 17 de maio de 2026

CSG e FNSS apresentam cooperação para novo carro de combate médio CFL-120 Karpat na IDEB 2026

0 comentários

 

A CSG e a FNSS Savunma Sistemleri apresentaram, na abertura da IDEB 2026 em Bratislava, uma nova cooperação estratégica voltada ao desenvolvimento e produção conjunta de plataformas blindadas para o mercado europeu e internacional. O anúncio marca um movimento de consolidação industrial entre as duas empresas no segmento de veículos de combate sobre lagartas, com foco em produção local, transferência de tecnologia e ampliação de portfólio para clientes NATO e parceiros globais.

O eixo inicial da parceria será o desenvolvimento do novo carro de combate médio CFL-120 Karpat, apresentado pela primeira vez ao público durante o evento. A plataforma combina a base de engenharia da FNSS, a capacidade industrial da CSG na Eslováquia e a torre HITFACT® MkII da Leonardo, equipada com canhão principal de 120 mm. A proposta é entregar um veículo com perfil de carro de combate médio, mas com poder de fogo próximo ao de carros de combate principais.

A cooperação prevê não apenas produção, mas também desenvolvimento conjunto, comercialização e evolução de sistemas associados. O programa deverá utilizar a estrutura industrial existente da CSG na Eslováquia, com introdução gradual de transferência de tecnologia e incorporação de fornecedores locais, ampliando a base industrial europeia envolvida no projeto. A expectativa é de expansão futura para outras plataformas além do CFL-120 Karpat.

Segundo a CSG Defence, o projeto representa um avanço estratégico na consolidação da empresa no segmento de sistemas terrestres. A integração entre a experiência industrial da CSG e a engenharia da FNSS é apontada como fator-chave para atender à crescente demanda por veículos blindados modernos na Europa, em um cenário de reestruturação das forças terrestres e aumento da procura por soluções mais flexíveis e economicamente sustentáveis.

Do lado da FNSS, a cooperação é apresentada como resultado de uma convergência de requisitos operacionais modernos, com ênfase em mobilidade, sobrevivência e poder de fogo. A empresa destaca que a combinação da plataforma Kaplan com a nova torre de 120 mm permite evoluir o conceito de carro de combate médio para uma solução capaz de engajar alvos blindados com maior efetividade, mantendo menor peso e maior mobilidade estratégica.

O CFL-120 Karpat foi desenvolvido com peso de combate de até 34 toneladas, velocidade máxima de 70 km/h e autonomia aproximada de 450 km. A arquitetura do veículo inclui proteção modular compatível com padrões STANAG 4569, sistemas de proteção NBQ, controle de incêndio automático e integração com sistemas de gerenciamento de batalha, sensores eletro-ópticos e capacidade de operação em ambiente digitalizado e em rede.

A torre HITFACT® MkII oferece compatibilidade com munição padrão OTAN e pode ser configurada com carregamento manual ou automático, além de armamento secundário variado. A separação da munição do compartimento da tripulação foi projetada para aumentar o nível de proteção, enquanto a integração de sensores e sistemas de combate amplia a capacidade de aquisição e engajamento de alvos em múltiplos cenários operacionais.

O lançamento do CFL-120 Karpat ocorre em um contexto de reavaliação das estruturas de força terrestre por diversos países, com crescente demanda por veículos de menor custo operacional, maior mobilidade e poder de fogo equivalente ao de carros de combate principais. A solução posiciona-se como alternativa intermediária entre carros de combate pesados e plataformas de apoio de fogo, com potencial de adoção em mercados da Europa, Oriente Médio, Ásia e África, onde flexibilidade operacional e sustentabilidade logística são fatores determinantes.


GBN Defense - A informação começa aqui

Continue Lendo...

BAE Systems apresenta o T-150, sistema aéreo não tripulado de carga com foco em logística civil e militar

0 comentários

A BAE Systems, por meio da subsidiária Malloy Aeronautics, apresentou o sistema aéreo não tripulado T-150 como uma nova solução voltada ao transporte logístico em ambientes complexos, com aplicação dual entre setores civis e militares. A plataforma integra uma nova geração de sistemas aéreos não tripulados de carga, projetados para atender demandas crescentes por maior eficiência operacional, redução de custos e mitigação de riscos em cadeias logísticas críticas.

O T-150 é um sistema totalmente elétrico desenvolvido para missões de transporte de “última milha”, com capacidade de carga de até 68 kg e alcance voltado a operações de curto e médio raio. A aeronave pode atingir velocidades de até 96 km/h e opera sem necessidade de pistas de pouso ou infraestrutura convencional, característica que amplia sua utilização em áreas remotas, plataformas offshore e ambientes de difícil acesso.

No segmento civil e industrial, o sistema é posicionado como alternativa ao emprego de helicópteros em missões logísticas de pequeno porte, especialmente em operações offshore e em redes de energia. A proposta central é reduzir custos operacionais, aumentar a segurança e diminuir a dependência de meios tripulados em cenários onde a logística aérea tradicional apresenta maior complexidade.

A configuração elétrica do T-150 contribui para a redução de emissões diretas no ponto de operação, além de simplificar requisitos de manutenção e aumentar a eficiência do ciclo logístico. O sistema conta ainda com baterias removíveis, permitindo substituição rápida e maior disponibilidade operacional em missões contínuas, fator crítico em operações de alta demanda.

No campo militar, sistemas dessa natureza são vistos como vetores de transformação da logística operacional. No caso brasileiro, soluções equivalentes poderiam ser aplicadas em apoio à Marinha do Brasil em operações embarcadas e logísticas entre unidades navais, além de suporte ao Exército Brasileiro em ambientes de difícil acesso, reduzindo exposição de pessoal e ampliando a agilidade do reabastecimento.

Em regiões como a Amazônia, o emprego de sistemas aéreos não tripulados de carga pode representar uma alternativa ao transporte fluvial e ao uso intensivo de aeronaves tripuladas em missões de curta distância, contribuindo para maior capilaridade logística em áreas isoladas e de infraestrutura limitada.

Segundo a BAE Systems, o T-150 foi desenvolvido para oferecer uma solução logística com melhor relação custo-benefício em cenários onde meios tradicionais não são os mais eficientes. O sistema passou por testes em diferentes ambientes operacionais, incluindo condições marítimas, desérticas e climáticas extremas, consolidando-se como parte de uma nova geração de plataformas voltadas à integração entre defesa, indústria e logística avançada.


GBN Defense - A informação começa aqui

Continue Lendo...

Otokar apresenta primeiro COBRA II produzido na Romênia e reforça expansão industrial na Europa durante a BSDA 2026

0 comentários

A Otokar apresentou um avanço significativo em sua estratégia de internacionalização e expansão industrial durante a BSDA 2026, realizada entre 13 e 15 de maio, no complexo Romaero, em Bucareste, na Romênia. A empresa turca, integrante do Grupo Koç, destacou-se ao revelar a primeira unidade do blindado COBRA II produzida em território romeno, consolidando o início da fase de produção local dentro do programa de cooperação industrial com o país europeu.

A apresentação do COBRA II fabricado na Romênia representa um marco na estratégia de transferência de tecnologia e localização produtiva da Otokar, alinhada ao contrato de fornecimento de 1.059 viaturas no âmbito do programa ATBTU. Do total previsto, mais de 270 veículos já foram entregues a partir das linhas de produção na Türkiye, enquanto a fase subsequente prevê a consolidação da fabricação integral em solo romeno, com incorporação progressiva de engenharia, manufatura e know-how ao parque industrial local.

Segundo a empresa, a unidade exibida na BSDA 2026 marca o início formal da transição para produção em larga escala na instalação de Mediaș, onde a fabricação em série deve ser iniciada em junho de 2026. O movimento é sustentado pela aquisição da Automecanica S.A., anunciada em abril de 2026, operação que amplia a presença industrial da Otokar na Europa e fortalece sua atuação como fabricante estabelecida no mercado de defesa do continente.

Além do COBRA II, a Otokar apresentou o veículo de combate blindado sobre lagartas TULPAR, configurado com torre de 30 mm MIZRAK, destacando sua arquitetura modular e capacidade de adaptação a múltiplos perfis de missão. A plataforma foi projetada para operar em diferentes configurações, incluindo viatura de combate de infantaria, carro de combate leve, veículo de apoio de fogo, evacuação médica e apoio logístico, mantendo alta padronização de subsistemas.

A empresa também exibiu um veículo terrestre não tripulado (UGV) multirrol desenvolvido especificamente para as Forças Armadas da Romênia, em parceria com BlueSpace Technologies e Elektroland Defense. O sistema 6x6 foi concebido com arquitetura modular e foco em interoperabilidade NATO, integrando soluções de autonomia, comunicações seguras e sistemas de navegação avançados, com objetivo de reduzir a exposição de militares em ambientes de alto risco.

De acordo com a Otokar, a iniciativa de desenvolvimento do UGV representa um esforço conjunto para fortalecer a base industrial de defesa da Romênia no segmento de sistemas não tripulados, ampliando a capacidade local de produção e integração tecnológica. A proposta envolve a criação de uma estrutura industrial permanente no país, com participação de empresas locais no desenvolvimento de sistemas críticos.

A empresa reforçou ainda que a Romênia se consolida como o nono país europeu a receber plataformas militares Otokar, dentro de uma estratégia mais ampla de expansão na Europa. Com mais de 33 mil veículos militares em operação em cerca de 50 países, a companhia destaca sua experiência como fornecedora de soluções terrestres para usuários da OTAN e das Nações Unidas desde a década de 1980.

No contexto da BSDA 2026, a Otokar reiterou sua estratégia de longo prazo baseada na industrialização local, transferência de tecnologia e consolidação de parcerias estruturais com países europeus, posicionando a Romênia como um dos principais polos de sua atuação no continente no segmento de veículos blindados e sistemas terrestres de nova geração.


GBN Defense - A informação começa aqui

Continue Lendo...

Atech e Marinha do Brasil inauguram simulador tático e centro de suporte das Fragatas Classe Tamandaré no Rio de Janeiro

0 comentários

 

A Atech, empresa do Grupo Embraer, e a Marinha do Brasil inauguraram na última terça-feira (12 de maio de 2026), na Base Naval do Rio de Janeiro, na Ilha do Mocanguê, o Simulador Tático das Fragatas Classe Tamandaré (FCT) e o Centro de Suporte do Sistema de Combate (CSSC). A entrega marca mais um avanço do Programa Fragatas Classe Tamandaré, voltado à modernização e ampliação da capacidade operacional da Esquadra brasileira.

A cerimônia contou com a presença de autoridades navais, incluindo o Vice-Almirante Antonio Carlos Cambra, Comandante em Chefe da Esquadra, além dos Vice-Almirantes Antonio Reginaldo Pontes Lima Junior e Marcelo da Silva Gomes. O evento consolidou mais uma etapa do processo de incorporação de sistemas de alta complexidade tecnológica ao setor naval brasileiro.

Desenvolvido no âmbito do contrato entre a Sociedade de Propósito Específico (SPE) Águas Azuis e a EMGEPRON, o Simulador Tático é um ambiente de alta fidelidade voltado ao treinamento das tripulações que irão operar o Sistema de Gerenciamento de Combate (CMS) das Fragatas Classe Tamandaré. A solução permite a reprodução de cenários operacionais completos, aproximando o treinamento das condições reais de bordo.

O sistema foi integralmente desenvolvido pela Atech, responsável também pela infraestrutura de suporte e integração dos ambientes de simulação, com foco no preparo tático e operacional das equipes. A plataforma permite elevar o nível de prontidão antes mesmo da incorporação dos navios à Esquadra.

Na mesma ocasião, foi inaugurado o Centro de Suporte do Sistema de Combate (CSSC), estrutura voltada ao apoio do planejamento de missões, além da condução de briefings e debriefings operacionais e da parametrização do sistema de combate. O centro complementa o simulador e reforça o ciclo completo de treinamento e preparação operacional.

Segundo a Marinha do Brasil, a integração entre o Simulador Tático e o CSSC representa um salto qualitativo na capacitação das tripulações, permitindo o planejamento antecipado de missões e o carregamento de cenários operacionais no sistema de combate, ampliando eficiência e segurança nas futuras operações das fragatas.

O Programa Fragatas Classe Tamandaré prevê a construção de quatro navios de última geração, com foco na modernização da capacidade de defesa naval brasileira e na proteção das águas jurisdicionais do país. A Atech integra a SPE Águas Azuis ao lado da thyssenkrupp Marine Systems e da Embraer Defesa & Segurança, sendo responsável pelo desenvolvimento de sistemas críticos como o CMS e o IPMS.

A iniciativa reforça a incorporação de tecnologias nacionais de alta complexidade no setor de defesa naval, ampliando o nível de autonomia tecnológica e a capacidade de treinamento avançado da Marinha do Brasil no contexto de operação das novas fragatas.


GBN Defense - A informação começa aqui

Continue Lendo...
 

GBN Defense - A informação começa aqui Copyright © 2012 Template Designed by BTDesigner · Powered by Blogger