A Índia deu mais um passo decisivo em seu ambicioso programa de modernização das Forças Armadas ao aprovar um pacote de aquisições militares avaliado em US$ 25 bilhões. A decisão, anunciada pelo Ministério da Defesa em Nova Délhi, reforça a estratégia do país de ampliar suas capacidades operacionais diante de um cenário geopolítico cada vez mais desafiador.
O novo pacote contempla a compra de aeronaves de transporte, sistemas de defesa antiaérea S-400, além de aeronaves de ataque remotamente pilotadas. A iniciativa ocorre em paralelo a outra aprovação recente, avaliada em US$ 40 bilhões, que inclui novos caças Rafale e aeronaves de patrulha marítima P-8I Poseidon, evidenciando o ritmo acelerado de reequipamento militar indiano.
Além das plataformas aéreas, o pacote também abrange munições perfurantes para tanques, sistemas de artilharia, capacidades avançadas de vigilância aérea e a extensão da vida útil dos caças Su-30MKI. Para a guarda costeira, estão previstos hovercrafts, ampliando a capacidade de resposta em áreas litorâneas sensíveis.
Em paralelo, Nova Délhi firmou um contrato adicional de aproximadamente US$ 47 milhões com a estatal russa Rosoboronexport para a aquisição de sistemas de defesa antiaérea Tunguska, reforçando a proteção de tropas terrestres contra ameaças aéreas de baixa altitude.
Os números refletem um esforço sem precedentes. No atual ano fiscal, que se encerra em 31 de março, a Índia aprovou 55 propostas de aquisição que somam cerca de US$ 71 bilhões, além de ter firmado contratos para mais de 500 projetos adicionais. Trata-se do maior volume de investimentos em defesa já registrado pelo país em um único período fiscal.
Segundo dados do Stockholm International Peace Research Institute, a Índia figura como o quinto maior investidor militar do mundo e o segundo maior importador de armamentos, atrás apenas da Ucrânia. Esse cenário reforça a dependência histórica de equipamentos estrangeiros, embora o país busque, cada vez mais, autonomia industrial.
Historicamente baseada em sistemas de origem soviética, a Índia vem diversificando seus fornecedores, ampliando parcerias com países como França, Israel, Estados Unidos e Alemanha. Ao mesmo tempo, investe fortemente no desenvolvimento doméstico de tecnologias, incluindo drones, sistemas de armas, caças e submarinos, muitas vezes por meio de acordos de transferência de tecnologia.
O impulso recente na modernização militar também está diretamente ligado ao ambiente estratégico regional. Tensões recorrentes com o Paquistão, incluindo um conflito de quatro dias no ano passado, e disputas de longa data com a China, especialmente na região do Himalaia, têm levado Nova Délhi a priorizar prontidão e dissuasão.
Nesse contexto, a Índia consolida sua posição como um dos principais polos globais de defesa, combinando aquisições externas com o fortalecimento de sua base industrial. O pacote recém-aprovado não apenas amplia o poder militar do país, mas também sinaliza sua intenção de atuar com maior protagonismo no equilíbrio estratégico da Ásia.
GBN Defense - A informação começa aqui
Com Reuters






















.jpg)


.jpeg)


.jpeg)
.jpeg)
.png)














