quinta-feira, 25 de junho de 2026

Fragata "Cunha Moreira" será lançada amanhã em Itajaí e marca novo avanço do programa naval brasileiro

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A Marinha do Brasil realizará nesta sexta-feira (26), em Itajaí (SC), a cerimônia de lançamento e batismo da Fragata "Cunha Moreira" (F202), terceira embarcação do Programa Fragatas Classe Tamandaré. O evento acontecerá no TKMS Estaleiro Brasil Sul e representará mais uma etapa importante na construção da nova geração de navios de escolta da Esquadra.

A "Cunha Moreira" é a terceira das quatro fragatas previstas no programa e foi construída no Brasil com a participação de empresas nacionais e transferência de tecnologia da alemã Thyssenkrupp Marine Systems (TKMS). O projeto tem contribuído para a qualificação da mão de obra especializada, a modernização da indústria naval e a ampliação das capacidades tecnológicas do setor de defesa brasileiro.

O lançamento ocorre em um momento de avanço das demais unidades da classe. A Fragata "Tamandaré" (F200), primeira embarcação do programa, já integra a Marinha do Brasil, enquanto a Fragata "Jerônimo de Albuquerque" (F201) se prepara para iniciar sua campanha de testes no mar.

Quando entrar em operação, a F202 passará a integrar o grupo de navios responsáveis por missões de vigilância, patrulha e proteção das águas jurisdicionais brasileiras. As fragatas da classe foram projetadas para atuar em operações de guerra naval, escolta de meios estratégicos, controle de áreas marítimas e proteção das rotas de navegação que sustentam grande parte do comércio exterior brasileiro.

Além do aspecto operacional, o Programa Fragatas Classe Tamandaré tem sido apontado como um dos mais importantes projetos de defesa em andamento no país. A iniciativa reúne empresas brasileiras e estrangeiras em um esforço voltado não apenas à renovação da frota de superfície da Marinha, mas também à consolidação de conhecimentos e capacidades industriais que poderão ser aplicados em futuros programas navais.

Com o lançamento da "Cunha Moreira", o programa alcança mais um marco relevante, aproximando a Marinha do Brasil da formação de uma nova geração de navios de combate capazes de atender às demandas operacionais das próximas décadas.


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XMobots revela a evolução da família Nauru e mostra o futuro brasileiro dos sistemas não tripulados durante a DroneShow 2026

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Do campo tático ao emprego estratégico, plataformas nacionais combinam inteligência, autonomia e persistência para ampliar a capacidade ISTAR das forças de defesa e segurança

O avanço dos sistemas aéreos não tripulados deixou de ser uma tendência futura e passou a representar uma das maiores transformações do ambiente operacional moderno. A capacidade de observar, identificar, acompanhar e atuar sobre um alvo em tempo real tornou os drones ferramentas essenciais nos conflitos contemporâneos e nas operações de segurança.

Foi dentro desse cenário que o GBN Defense esteve presente na DroneShow 2026, em São Paulo, acompanhando as principais novidades do setor. O editor Angelo Nicolaci visitou o estande da XMobots e conheceu de perto a família de Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP) Nauru, uma linha de plataformas desenvolvida no Brasil para missões de Inteligência, Vigilância, Reconhecimento e Aquisição de Alvos (ISTAR).

Mais do que uma coleção de aeronaves, a proposta apresentada pela empresa revela uma visão de ecossistema: diferentes plataformas compartilhando uma mesma filosofia operacional, arquitetura de comando e controle, conceitos de manutenção e integração de sensores.

Essa abordagem permite que usuários com necessidades distintas, desde forças de segurança pública até organizações militares, possam empregar sistemas adequados ao seu cenário sem perder a padronização logística e operacional.

Uma família construída para diferentes guerras

A família Nauru foi concebida seguindo uma tendência observada nos principais centros de desenvolvimento de defesa do mundo: criar sistemas escaláveis, capazes de crescer conforme as necessidades do operador.

Enquanto plataformas menores oferecem mobilidade e rápida resposta para missões próximas, sistemas de maior porte assumem tarefas de vigilância persistente, reconhecimento estratégico e acompanhamento prolongado de áreas de interesse.

Durante a DroneShow 2026, a XMobots apresentou três integrantes dessa família: o Nauru 100D, o Nauru 500C ISR e o Nauru 1000.

Cada um deles representa uma camada diferente dentro do conceito operacional, mas todos compartilham a mesma filosofia: transformar dados coletados no ar em informação útil para a tomada de decisão.

Nauru 100D: o “olho aguçado" 

O menor integrante da família, o Nauru 100D, representa a busca por mobilidade e simplicidade operacional.

Com arquitetura eVTOL, o sistema consegue realizar decolagens e pousos verticais, eliminando a necessidade de pistas ou estruturas preparadas. Essa característica amplia suas possibilidades de emprego em ambientes urbanos, regiões remotas e áreas onde a infraestrutura é limitada.

Transportado por apenas dois operadores, o sistema pode ser rapidamente colocado em operação, oferecendo autonomia de até duas horas e alcance entre 20 e 30 quilômetros.

Durante a apresentação, a XMobots destacou a preocupação com a manutenção em campo. A modularidade da aeronave permite substituição rápida de componentes, enquanto o sistema de troca de baterias em menos de um minuto reduz o intervalo entre missões.

Recentemente, o Nauru 100D concluiu seu ciclo de desenvolvimento e testes, consolidando sua maturidade tecnológica e abrindo caminho para aplicações em segurança pública e defesa.

Nauru 500C ISR: quando o drone deixa de ser apenas um sensor

Subindo um degrau em capacidade, o Nauru 500C ISR representa uma solução híbrida voltada para missões que exigem maior permanência no ar.

A plataforma combina motores elétricos para decolagem e pouso vertical com um motor a combustão utilizando gasolina comum durante o voo de cruzeiro.

Essa arquitetura oferece uma combinação interessante entre flexibilidade operacional e simplicidade logística, especialmente para missões em áreas afastadas.

Com autonomia aproximada de quatro horas e alcance operacional de até 60 quilômetros, o sistema foi apresentado como uma ferramenta capaz de realizar vigilância persistente, monitoramento de fronteiras, proteção de infraestruturas críticas e apoio às operações de segurança.

Além da função ISTAR, a plataforma possui potencial para receber sistemas de emprego ofensivo, incluindo soluções destinadas ao lançamento de artefatos explosivos, ampliando seu espectro de utilização em cenários militares.

Nauru 1000: persistência estratégica no domínio aéreo

O maior representante da família, o Nauru 1000, concentra as capacidades voltadas para missões estratégicas.

A aeronave utiliza motores elétricos para as fases de decolagem e pouso vertical e um motor a combustão abastecido com combustível de aviação (AvGas) para o voo de cruzeiro.

O resultado é uma plataforma capaz de permanecer aproximadamente 12 horas em operação e atuar em distâncias superiores a 100 quilômetros.

Essa combinação coloca o sistema em uma categoria voltada para missões de vigilância de grandes áreas, reconhecimento estratégico, monitoramento de fronteiras e acompanhamento prolongado de alvos.

Durante a apresentação, a XMobots destacou que a plataforma já passou por testes envolvendo a integração de mísseis anticarro (ATGM), demonstrando o potencial do sistema para futuras aplicações de ataque de precisão e apoio às operações militares.

A batalha moderna começa na informação

Um dos pontos mais relevantes da apresentação da família Nauru está além da própria aeronave: está na capacidade de transformar sensores em inteligência.

Os sistemas podem operar conectados a estações móveis de comando e controle, instaladas em viaturas, vans, contêineres ou estruturas adaptadas para missões prolongadas.

A arquitetura permite que diferentes operadores assumam funções específicas, separando o controle do voo da exploração dos sensores embarcados.

Na prática, o drone deixa de ser apenas uma plataforma voadora e passa a funcionar como um nó de inteligência dentro de uma rede operacional.

Sobrevivendo ao ambiente eletrônico

Nos conflitos atuais, operar um drone significa também sobreviver em um ambiente cada vez mais disputado eletronicamente.

Por isso, a XMobots destacou recursos de proteção incorporados à família Nauru, incluindo sistemas capazes de identificar interferências eletrônicas, executar mudanças automáticas de frequência e preservar os enlaces de comando e controle.

Em situações críticas, as aeronaves podem executar procedimentos automáticos de segurança, como retorno à base e modos de recuperação.

Essa preocupação reflete uma realidade dos campos de batalha modernos: não basta voar, é necessário permanecer conectado, protegido e capaz de cumprir a missão mesmo sob pressão.

O Brasil ampliando sua autonomia tecnológica

A apresentação da família Nauru durante a DroneShow 2026 evidencia o crescimento da indústria brasileira em um dos segmentos mais estratégicos da defesa contemporânea.

O domínio dos sistemas não tripulados representa uma capacidade fundamental para forças que buscam ampliar sua consciência situacional, reduzir riscos humanos e aumentar a eficiência operacional.

Com plataformas que vão desde sistemas táticos transportáveis até aeronaves de longa permanência, a XMobots demonstra uma trajetória voltada ao desenvolvimento de soluções nacionais capazes de atender demandas cada vez mais complexas.

O GBN Defense continuará acompanhando a evolução dos sistemas brasileiros não tripulados e, em breve, realizará uma visita às instalações da XMobots para conhecer o processo de desenvolvimento, fabricação e testes das plataformas que representam uma nova fase da tecnologia de defesa nacional.


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GBN Defense conhece soluções de drones de ataque e munições vagantes da Modirum GESPI

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A Modirum GESPI apresentou plataformas baseadas na arquitetura SISU AI, incluindo o Vectron M, o DART e o Mk3 “Sargento”, voltadas para reconhecimento, ataque de precisão e operações em ambientes contestados no evento, e você conhece um pouco mais conosco.

Durante a DroneShow 2026, realizada em São Paulo, o GBN Defense esteve presente acompanhando as principais novidades apresentadas pela indústria de sistemas aéreos não tripulados. O editor Angelo Nicolaci esteve no evento e visitou o estande da Modirum GESPI, onde conheceu de perto as soluções desenvolvidas pela empresa para missões de reconhecimento, ataque de precisão e emprego como munições vagantes (Loitering Munitions).

A evolução dos conflitos modernos vem consolidando os sistemas aéreos não tripulados como elementos fundamentais no campo de batalha contemporâneo. A combinação entre sensores avançados, inteligência artificial, autonomia operacional e capacidade de engajamento de precisão transformou os drones em ferramentas estratégicas para forças armadas que buscam ampliar sua consciência situacional e reduzir a exposição de seus efetivos.

Nesse cenário, a Modirum GESPI apresentou uma família de soluções baseada na arquitetura SISU AI, um ecossistema tecnológico que integra plataformas aéreas, sensores, softwares avançados, sistemas de navegação e diferentes cargas úteis para atender às demandas dos modernos ambientes operacionais.

Vectron M: autonomia e operação em ambientes contestados

Entre os destaques apresentados pela empresa esteve o Vectron M, um Sistema Aéreo Não Tripulado (UAS) de defesa desenvolvido para atuar em cenários complexos, incluindo ambientes onde há forte disputa pelo domínio eletromagnético.

A plataforma incorpora a arquitetura SISU AI, permitindo elevado nível de autonomia e capacidade de adaptação durante as missões. Um dos principais diferenciais do sistema é sua capacidade de operar em ambientes com negação de sinais GNSS, mantendo a navegação mesmo diante de interferências eletrônicas ou tentativas de spoofing contra sistemas de posicionamento por satélite.

Outro recurso destacado é a capacidade de operação em enxame (drone swarming), permitindo que múltiplas aeronaves atuem de maneira coordenada, compartilhando informações e executando missões cooperativas com elevado grau de autonomia.

Essa capacidade acompanha uma das principais tendências observadas nos conflitos recentes, nos quais enxames de sistemas não tripulados passaram a representar uma ferramenta capaz de ampliar o alcance operacional, saturar defesas e aumentar a eficiência das missões.

O Vectron M foi apresentado como uma solução capaz de desempenhar missões de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR), aquisição e acompanhamento de alvos, ataques de precisão e avaliação de danos de batalha (Battle Damage Assessment – BDA), utilizando transmissão de vídeo em tempo real para apoiar a tomada de decisão.

DART: munição vagante contra alvos blindados

Outro sistema que chamou atenção durante a apresentação foi o DART, uma munição vagante (Loitering Munition) desenvolvida para oferecer mobilidade, rapidez de emprego e capacidade de ataque contra alvos de alto valor.

Transportado em um tubo lançador compacto, o sistema foi concebido para ser empregado por pequenas equipes em diferentes ambientes operacionais. Após o lançamento, a aeronave realiza automaticamente o desdobramento das asas e superfícies de controle, iniciando sua navegação até a área de interesse.

O DART utiliza propulsão elétrica e emprega uma carga útil do tipo HEAT (High Explosive Anti-Tank), desenvolvida para atuar contra veículos blindados, carros de combate, posições fortificadas e outros alvos prioritários.

O conceito combina a persistência característica das munições vagantes com a capacidade de identificação, confirmação e engajamento preciso do alvo, permitindo maior eficiência no emprego do armamento.

O sistema também permite alternância entre voo autônomo e controle manual durante diferentes fases da missão, incluindo a etapa final de aproximação ao alvo. Recursos de comunicação avançada, procedimentos para perda de sinal e possibilidade de cancelamento da missão complementam suas capacidades operacionais.

Mk3 “Sargento”: solução FPV para missões táticas

A Modirum GESPI também apresentou o Mk3 “Sargento”, uma plataforma FPV (First Person View) desenvolvida para missões de curto alcance.

Com autonomia operacional de até 30 quilômetros, o sistema foi projetado para missões de reconhecimento, aquisição de alvos e ataque de precisão, seguindo uma tendência que ganhou destaque nos conflitos recentes, onde drones FPV passaram a desempenhar papel relevante devido ao baixo custo, flexibilidade e capacidade de emprego contra diferentes ameaças.

A proposta do Mk3 “Sargento” é oferecer uma solução ágil para unidades que necessitam ampliar rapidamente suas capacidades de observação e engajamento no campo de batalha.

SISU AI: uma arquitetura integrada para o futuro dos sistemas não tripulados

Além das plataformas apresentadas, a Modirum GESPI destacou a arquitetura SISU AI como elemento central de sua estratégia tecnológica.

O conceito busca integrar inteligência artificial, sensores, sistemas de navegação, plataformas aéreas e cargas úteis em um único ecossistema, proporcionando maior autonomia, consciência situacional e eficiência operacional.

Segundo a empresa, o desenvolvimento interno dos componentes críticos permite maior controle sobre a evolução tecnológica das soluções, além de possibilitar o fornecimento dos módulos SISU AI e cargas úteis para integração em sistemas já existentes.

A nova era das munições vagantes

O avanço das munições vagantes representa uma das transformações mais significativas observadas na guerra moderna. Esses sistemas unem características tradicionalmente associadas aos drones de reconhecimento e aos armamentos guiados de precisão, permitindo permanecer sobre uma área de interesse até a identificação de um alvo adequado.

A combinação entre persistência, precisão e flexibilidade operacional tornou as loitering munitions uma alternativa estratégica entre os drones convencionais e os sistemas tradicionais de mísseis.

As soluções apresentadas pela Modirum GESPI durante a DroneShow 2026 demonstram como a indústria de defesa vem direcionando esforços para desenvolver sistemas cada vez mais autônomos, inteligentes e adaptados aos desafios dos campos de batalha modernos.

O GBN Defense seguirá acompanhando as tendências tecnológicas no setor de drones e sistemas não tripulados, trazendo aos seus leitores informações sobre as inovações que estão transformando a forma de conduzir operações militares no século XXI.


Por Angelo Nicolaci


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NDM Oiapoque: trabalhos realizados no Reino Unido ampliam benefícios da aquisição para a Marinha do Brasil

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As recentes imagens do futuro NDM Oiapoque (G350), ex-HMS Bulwark (L15), registradas na Base Naval de Devonport, no Reino Unido, chamaram a atenção da comunidade de defesa ao revelar o avanço dos trabalhos de preparação da embarcação para sua futura incorporação à Marinha do Brasil. As atividades observadas reforçam que o navio segue passando por um criterioso processo de adequação antes de iniciar sua nova fase de serviço sob a bandeira brasileira.

Nos últimos meses, o cronograma de transferência do navio gerou questionamentos entre observadores sobre os motivos que levaram à extensão do prazo para sua incorporação oficial à Esquadra. Entretanto, informações obtidas pelo GBN Defense junto a fontes familiarizadas com o processo revelam que a decisão trouxe importantes vantagens para a Marinha do Brasil.

Segundo as informações apuradas, os trabalhos atualmente realizados a bordo não representam custos adicionais para a Marinha brasileira. Os serviços de manutenção, inspeção e revitalização já haviam sido contratados e pagos pela Royal Navy antes mesmo da conclusão da venda da embarcação, permitindo que o Brasil se beneficie de uma série de intervenções técnicas sem impacto financeiro adicional.

De acordo com as fontes consultadas, a postergação da transferência definitiva foi uma medida estratégica que permitiu manter em vigor contratos já existentes entre o Ministério da Defesa do Reino Unido e empresas especializadas da indústria naval e de defesa britânica. Caso a transferência fosse concluída de forma antecipada, parte dessas empresas poderia ser desobrigada da execução dos serviços previstos, reduzindo os benefícios associados ao processo.

As imagens mais recentes mostram uma fase avançada dos trabalhos de adaptação do navio. Entre as alterações observadas está a remoção dos sistemas CIWS anteriormente instalados na proa e sobre a estrutura do controle de voo, além da retirada de equipamentos de comunicações e sistemas específicos empregados pela Royal Navy e pela OTAN. Trata-se de um procedimento normal em processos de transferência internacional de meios militares de alta complexidade.

Além de atender requisitos de segurança e controle de tecnologias sensíveis, essas modificações preparam a embarcação para receber os sistemas e procedimentos que serão adotados pela Marinha do Brasil. O processo também inclui inspeções estruturais, revisões de sistemas e outras atividades voltadas a assegurar elevados níveis de disponibilidade operacional quando o navio entrar em serviço.

Quando incorporado à Esquadra, o NDM Oiapoque representará um importante salto nas capacidades anfíbias e expedicionárias da Marinha do Brasil. Com sua ampla doca alagável e grande convoo, o navio ampliará significativamente a capacidade de projeção de poder do Corpo de Fuzileiros Navais, além de fortalecer a atuação da Força em operações de assistência humanitária, evacuação de não combatentes, apoio a desastres naturais e missões de paz.

Mais do que uma simples aquisição de oportunidade, o processo conduzido em Devonport demonstra uma gestão cuidadosa da transferência, buscando maximizar o retorno operacional para a Marinha do Brasil. Ao aproveitar serviços previamente contratados pela Royal Navy antes da passagem definitiva do navio, a Força assegura a incorporação de uma das mais importantes plataformas anfíbias já operadas no Atlântico Sul em condições particularmente vantajosas, reforçando sua capacidade de atuação em um amplo espectro de missões navais e expedicionárias.


Por Angelo Nicolaci


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JLTV do Corpo de Fuzileiros Navais recebe lançador múltiplo veicular da Condor

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Durante a cobertura das atividades de preparo da tropa de paz da Marinha do Brasil, o GBN Defense teve a oportunidade de acompanhar diversos exercícios realizados pelo Corpo de Fuzileiros Navais voltados à composição da Quick Reaction Force (QRF), força de reação rápida preparada para eventual emprego em operações das Nações Unidas.

Entre os diversos aspectos observados durante as atividades, um detalhe chamou a atenção da reportagem: a integração do Lançador Múltiplo Veicular (LMV), desenvolvido pela Condor Tecnologias Não Letais, a uma viatura blindada JLTV operada pelo Batalhão de Blindados do Corpo de Fuzileiros Navais.

A presença do sistema evidencia um importante avanço na incorporação de capacidades não letais pela força anfíbia brasileira. Embora os exercícios acompanhados pelo editor do GBN Defense não tivessem como foco a demonstração do equipamento, sua instalação na plataforma blindada revela uma interessante combinação entre proteção, mobilidade e capacidade de resposta escalonada.

O JLTV é atualmente uma das mais modernas viaturas blindadas em serviço no Corpo de Fuzileiros Navais. Projetado para operar em ambientes de elevada ameaça, o veículo amplia significativamente a capacidade de deslocamento e proteção da tropa. Com a integração do lançador da Condor, passa a agregar também uma ferramenta voltada a cenários onde o emprego da força exige maior controle e proporcionalidade.

Esse tipo de capacidade possui especial relevância em operações de paz, proteção de instalações sensíveis, controle de acessos e missões de estabilização, situações em que a simples presença de um veículo blindado pode não ser suficiente para lidar com ameaças de baixa intensidade ou distúrbios localizados.

A integração observada durante as atividades também evidencia o potencial da Base Industrial de Defesa brasileira. A Condor consolidou-se como uma das principais fornecedoras mundiais de tecnologias não letais, exportando seus produtos para dezenas de países e atendendo forças militares, policiais e organismos internacionais.

Ao incorporar uma solução nacional a uma das mais modernas plataformas blindadas atualmente disponíveis, o Corpo de Fuzileiros Navais demonstra que a modernização não passa apenas pela aquisição de novos meios, mas também pela capacidade de integrar sistemas que ampliem sua flexibilidade operacional diante dos desafios contemporâneos.


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9ª Mostra BID Brasil já registra 80% da área de exposição comercializada a cinco meses de sua realização

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Faltando cinco meses para sua abertura, a 9ª Mostra BID Brasil já registra 80% da área de exposição comercializada. Promovido pela Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), o principal encontro da Base Industrial de Defesa e Segurança (BIDS) nacional será realizado entre os dias 24 e 26 de novembro, em Brasília.

A procura pelos espaços de exposição acompanha a expectativa em torno do evento, que se consolidou como um dos principais ambientes de negócios, relacionamento institucional e geração de oportunidades para a indústria de Defesa e Segurança na América Latina. A Mostra BID Brasil reúne empresas, representantes das Forças Armadas, das forças de segurança, do governo, da academia e delegações nacionais e internacionais.

Na última edição, a Mostra BID Brasil recebeu mais de 4 mil visitantes, contou com 90 expositores e o apoio de 30 instituições parceiras. A edição de 2026 conta com o apoio institucional da ApexBrasil, da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e do Ministério da Defesa, reforçando a importância estratégica do evento para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa e Segurança brasileira.

Além da exposição de produtos, equipamentos e tecnologias, a programação da Mostra BID Brasil 2026 prevê a realização de rodadas de negócios nacionais e internacionais, painéis, seminários e debates sobre temas considerados estratégicos para o fortalecimento da BIDS, a inovação, a soberania tecnológica e a ampliação da presença brasileira nos mercados nacional e internacional.

Para o Presidente Executivo da ABIMDE, Brigadeiro R1 José Augusto Crepaldi Affonso, a Mostra BID Brasil desempenha um papel fundamental na integração dos diferentes segmentos que compõem a Base Industrial de Defesa e Segurança.

"A Mostra BID Brasil é um ambiente estratégico para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa e Segurança. Ao reunir os principais atores da cadeia produtiva, o evento cria oportunidades para a geração de negócios, estimula a integração entre os diversos elos da indústria e promove a troca de conhecimento. Esse ambiente também favorece o desenvolvimento de parcerias estratégicas, contribuindo para a inovação, a soberania tecnológica e o fortalecimento da Defesa e da Segurança do País", destacou.

Mais do que uma vitrine de produtos e serviços, a Mostra BID Brasil reafirma seu papel como ambiente estratégico para impulsionar a inovação, a competitividade e o desenvolvimento da Base Industrial de Defesa e Segurança brasileira.


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Com Rossi Comunicação

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Análise: Mais do que um acordo - Brasil e Türkiye consolidam uma aproximação industrial e estratégica real

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A aprovação do Acordo de Cooperação na Indústria de Defesa entre Brasil e Türkiye pelo Parlamento turco não deve ser vista apenas como um avanço diplomático. Na prática, ela confirma uma tendência que já vinha sendo construída há anos: a aproximação entre dois países que buscam autonomia tecnológica e maior protagonismo no cenário internacional de defesa.

Brasil e Türkiye compartilham uma característica central: são potências regionais com grandes territórios, desafios de segurança complexos e a necessidade constante de reduzir dependência externa em áreas críticas. Essa convergência cria um terreno fértil para cooperação, não apenas política, mas principalmente industrial.

Nos últimos anos, a indústria de defesa turca se consolidou como um dos casos mais consistentes de transformação tecnológica no setor. O país passou de forte dependência externa para um ecossistema próprio, competitivo e exportador. E esse avanço não se explica por um único vetor, mas por uma integração clara entre três pilares industriais.

No eixo de sistemas não tripulados, a Baykar se tornou referência global com o desenvolvimento de drones de combate e vigilância que mudaram a forma como conflitos recentes são observados e conduzidos. Não se trata apenas de plataformas aéreas, mas de uma nova lógica operacional baseada em persistência, precisão e baixo custo relativo.

No campo eletrônico e de sistemas avançados, a ASELSAN representa o núcleo tecnológico dessa transformação. A empresa atua em sensores, radares, guerra eletrônica e comunicações, mas também em sistemas de defesa de ponto, soluções de autodefesa naval e terrestre, torres remotamente controladas e integração de mísseis e sistemas antiaéreos de curto alcance, compondo uma camada essencial de proteção imediata e resposta rápida no campo de batalha.

Já no segmento terrestre, a Otokar se destaca como um dos principais vetores de exportação de viaturas blindadas e soluções de mobilidade. Suas plataformas refletem uma tendência global: modularidade, proteção escalável e adaptação a diferentes cenários operacionais.

É justamente nesse ponto que a análise se conecta ao Brasil de forma mais direta.

Para a Marinha do Brasil, esse movimento de observação tecnológica inclui cada vez mais soluções voltadas não apenas à vigilância e consciência situacional, mas também à defesa de ponto e defesa antiaérea de curto alcance, especialmente no ambiente naval, onde a proteção de unidades de superfície e instalações estratégicas depende de camadas integradas de sensores e sistemas de armas. Nesse contexto, soluções como as desenvolvidas pela ASELSAN ganham relevância por integrarem justamente essa arquitetura de defesa em múltiplos níveis.

No caso do Exército Brasileiro, a análise sobre a Otokar se encaixa no debate já conhecido: modernização da força blindada e busca por soluções que equilibrem proteção, mobilidade e custo operacional. Mais do que veículos isolados, o interesse recai sobre famílias de viaturas e arquiteturas logísticas que possam sustentar operações em diferentes teatros, mantendo interoperabilidade e sustentabilidade ao longo do ciclo de vida.

O ponto mais relevante dessa aproximação é que ela não se limita à compra de sistemas prontos. O que está em discussão de forma mais discreta, porém consistente, é a possibilidade de cooperação industrial, co-desenvolvimento e inserção em cadeias produtivas. Esse é o elemento que diferencia uma relação comercial tradicional de uma parceria estratégica.

Brasil e Türkiye, nesse contexto, não atuam como concorrentes diretos na maior parte dos segmentos. Em vários casos, são complementaridades tecnológicas que podem gerar projetos conjuntos com potencial de exportação para mercados da América Latina, África e outras regiões onde ambos já possuem presença diplomática e industrial relevante.

No fim, o acordo aprovado não cria uma parceria do zero. Ele apenas formaliza algo que já estava em andamento: uma aproximação pragmática entre duas indústrias de defesa que entendem que soberania tecnológica, hoje, depende menos de isolamento e mais de redes de cooperação bem estruturadas.

E é justamente nessa transição do interesse político para a materialização industrial, que essa relação começa a ganhar relevância estratégica real.


Por Angelo Nicolaci


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quarta-feira, 24 de junho de 2026

Parlamento turco aprova acordo de defesa com o Brasil e conclui etapa decisiva para entrada em vigor da parceria estratégica

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A Grande Assembleia Nacional da Türkiye aprovou o Acordo de Cooperação na Indústria de Defesa firmado entre os governos da República da Türkiye e do Brasil, concluindo uma das etapas mais importantes para a entrada em vigor plena do instrumento bilateral. A decisão representa um marco para o aprofundamento das relações entre os dois países e abre caminho para uma ampliação da cooperação industrial, tecnológica e comercial no setor de defesa.

O acordo estabelece as bases para iniciativas conjuntas nas áreas de pesquisa, desenvolvimento, produção, modernização, manutenção e suporte logístico de sistemas de defesa. Na prática, o instrumento cria um ambiente jurídico e institucional favorável para o desenvolvimento de projetos conjuntos e para o fortalecimento da cooperação entre empresas brasileiras e turcas.

Pelo lado brasileiro, o acordo já havia sido aprovado pelo Congresso Nacional e promulgado em setembro de 2025, demonstrando o interesse de Brasília em estreitar os laços com uma das indústrias de defesa que mais cresceram no cenário internacional nas últimas duas décadas. A aprovação parlamentar pela Türkiye era aguardada com expectativa por representantes governamentais e industriais dos dois países.

A aproximação entre Brasil e Türkiye não ocorreu de forma repentina. Nos últimos anos, o intercâmbio entre empresas, autoridades e representantes do setor de defesa tornou-se cada vez mais intenso, impulsionado pelo interesse mútuo em ampliar capacidades industriais, promover transferência de tecnologia e explorar oportunidades em mercados internacionais.

Nesse contexto, o GBN Defense desempenhou um papel ativo desde 2019 ao incentivar e apoiar a aproximação entre os setores de defesa dos dois países. Ao longo dos últimos anos, o portal promoveu junto ao mercado brasileiro diversas soluções desenvolvidas pela indústria turca, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre as capacidades tecnológicas da Türkiye entre militares, especialistas e representantes da Base Industrial de Defesa nacional.

Entre os programas amplamente divulgados pelo GBN Defense destacam-se a família de veículos blindados Tulpar, desenvolvida pela Otokar, e os blindados da família Kaplan, produzidos pela FNSS. Além desses sistemas, o portal acompanhou e apresentou ao público brasileiro diversos programas turcos nas áreas de aeronaves, drones, sistemas navais, eletrônica de defesa e armas guiadas.

O trabalho de aproximação também contou com a participação direta do editor do GBN Defense, Angelo Nicolaci, que ao longo dos anos contribuiu com o aprofundamento do diálogo envolvendo representantes da indústria e autoridades brasileiras e turcas. Essas iniciativas contribuíram para aproximar os ecossistemas de defesa dos dois países em um momento de crescente interesse por novas parcerias estratégicas.

Com a aprovação do acordo pelos parlamentos do Brasil e da Türkiye, abre-se agora uma nova fase para a cooperação bilateral no setor de defesa. O instrumento cria condições para que empresas e instituições dos dois países aprofundem suas relações em áreas estratégicas, fortalecendo uma parceria que vem sendo construída gradualmente ao longo dos últimos anos e que possui potencial para gerar benefícios industriais, tecnológicos e operacionais para ambas as nações.


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terça-feira, 23 de junho de 2026

Exército Brasileiro participa de operação que pode resultar em uma das maiores apreensões de cocaína da história do Brasil

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Uma operação conduzida por autoridades brasileiras na região de fronteira com a Bolívia poderá entrar para a história do combate ao narcotráfico no país. A retenção de aproximadamente 260 toneladas de madeira suspeitas de conter cocaína ocultada em sua estrutura revelou um esquema logístico de elevada complexidade, utilizado por organizações criminosas para abastecer mercados internacionais.

As análises preliminares realizadas pelas autoridades apresentaram resultado positivo para cocaína, enquanto estimativas iniciais indicam que a quantidade efetivamente apreendida pode variar entre 20 e 50 toneladas. Caso os números sejam confirmados pelas perícias em andamento, a operação figurará entre as maiores já registradas no território brasileiro.

A investigação identificou um método pouco convencional para o transporte da droga. Segundo as informações divulgadas, grupos criminosos utilizavam madeira impregnada com cocaína líquida, técnica que busca dificultar a detecção durante inspeções alfandegárias e controles logísticos ao longo da cadeia de exportação.

A ação resultou na retenção de oito caminhões carregados com madeira. Quatro foram interceptados em Corumbá, no Mato Grosso do Sul, e outros quatro em Cáceres, no Mato Grosso, dois municípios localizados em áreas consideradas estratégicas para o monitoramento de atividades ilícitas na fronteira oeste brasileira.

A operação foi conduzida pela Receita Federal com apoio da Polícia Federal, do Grupo Especial de Segurança de Fronteira (GEFRON) e do Exército Brasileiro. Além das ações de fiscalização, o trabalho envolveu o compartilhamento de informações de inteligência entre diferentes órgãos nacionais e parceiros internacionais, permitindo rastrear a movimentação da carga antes de sua interceptação.

No caso do Exército Brasileiro, a atuação concentrou-se no apoio às operações e na segurança das áreas de interesse operacional, garantindo a preservação da carga apreendida e das evidências necessárias para o prosseguimento das investigações. Embora longe dos holofotes, esse tipo de apoio é considerado essencial em operações de grande porte realizadas em regiões de fronteira.

O caso também evidencia a capacidade de adaptação das organizações criminosas transnacionais, que vêm empregando métodos cada vez mais sofisticados para contornar sistemas de fiscalização. A utilização de cargas aparentemente regulares para ocultar substâncias ilícitas demonstra o elevado grau de planejamento logístico empregado por essas redes.


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Com Exercito Brasileiro

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Margem Equatorial entra no centro do debate estratégico promovido pela Marinha do Brasil

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A Marinha do Brasil dará início, no próximo dia 26 de junho, a uma série de debates que promete ampliar a discussão sobre um dos temas mais relevantes para o futuro econômico e estratégico do país. Realizado na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro, o fórum "A Margem Equatorial como um vetor para o desenvolvimento nacional" abrirá o ciclo de encontros "Horizontes da Economia Azul", reunindo representantes do governo, da indústria, da academia e do setor marítimo para discutir oportunidades e desafios associados à chamada fronteira marítima do século XXI para o Brasil.

Embora frequentemente associada ao debate sobre exploração de petróleo e gás, a importância da Margem Equatorial vai muito além da questão energética. A extensa faixa marítima que se estende do litoral do Amapá ao Rio Grande do Norte concentra um conjunto de interesses estratégicos relacionados à segurança energética, infraestrutura logística, desenvolvimento portuário, indústria naval, pesquisa científica e ampliação da presença brasileira em uma região de crescente relevância geopolítica.

Ao colocar a Margem Equatorial no centro das discussões, a Marinha reforça uma visão cada vez mais presente no pensamento estratégico nacional: a de que o mar deve ser compreendido não apenas como uma fronteira geográfica, mas como um vetor de desenvolvimento econômico, tecnológico e de projeção internacional do Brasil. Trata-se de uma abordagem alinhada ao conceito de Economia Azul, que busca conciliar crescimento econômico, aproveitamento sustentável dos recursos marinhos e fortalecimento da soberania nacional.

A realização do fórum também ocorre em um momento em que o Atlântico Sul ganha maior relevância no cenário internacional. A crescente demanda global por energia, a expansão das rotas marítimas, o aumento da exploração de recursos offshore e a competição por áreas de interesse econômico elevam a importância da presença do Estado brasileiro em sua vasta área marítima. Nesse contexto, a capacidade de monitorar, proteger e desenvolver a chamada Amazônia Azul torna-se um fator essencial para a segurança e prosperidade do país.

A Margem Equatorial ocupa posição de destaque dentro desse cenário. Estudos apontam para um significativo potencial energético na região, despertando o interesse de diversos atores econômicos e ampliando o debate sobre a necessidade de equilibrar desenvolvimento, preservação ambiental e segurança jurídica para investimentos de longo prazo. Ao mesmo tempo, a eventual expansão das atividades econômicas na área exigirá investimentos em infraestrutura portuária, logística, apoio marítimo e capacitação de mão de obra especializada.

Outro aspecto frequentemente menos explorado, mas igualmente relevante, diz respeito aos impactos que o desenvolvimento da Margem Equatorial pode gerar para a indústria nacional. O fortalecimento das cadeias produtivas ligadas aos setores naval, offshore, tecnológico e de serviços especializados tem potencial para impulsionar a geração de empregos qualificados, estimular a inovação e ampliar a participação da indústria brasileira em projetos estratégicos de grande porte.

O ciclo "Horizontes da Economia Azul", que será realizado entre 2026 e 2027 em diferentes regiões do país, demonstra que a Marinha busca ampliar o debate para além dos círculos tradicionalmente ligados ao setor marítimo. Ao reunir especialistas de diferentes áreas, a iniciativa procura construir uma visão integrada sobre o papel dos recursos marítimos e fluviais no desenvolvimento nacional, abordando temas que vão desde infraestrutura e energia até sustentabilidade ambiental e segurança marítima.

Mais do que um debate sobre recursos naturais, o encontro dedicado à Margem Equatorial reflete uma discussão sobre o posicionamento estratégico do Brasil nas próximas décadas. Em um cenário global marcado pela crescente importância dos oceanos para a economia e para a segurança internacional, compreender e desenvolver o potencial da Amazônia Azul tornou-se uma questão diretamente relacionada à soberania, à competitividade econômica e à capacidade do país de transformar suas riquezas marítimas em desenvolvimento sustentável de longo prazo.


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Avibras Aeroco inicia operações e sinaliza retomada de uma das mais importantes capacidades estratégicas da indústria nacional

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A inauguração das operações industriais da Avibras Aeroco, marcada para o próximo dia 2 de julho em Jacareí (SP), representa mais do que a abertura de uma nova unidade fabril. O evento simboliza a continuidade de uma capacidade industrial e tecnológica que, durante décadas, esteve entre os pilares da Base Industrial de Defesa brasileira e que recentemente enfrentou um dos períodos mais desafiadores de sua história.

Para muitos observadores do setor, a preservação do conhecimento acumulado pela Avibras sempre foi uma questão estratégica. Responsável pelo desenvolvimento de sistemas que colocaram o Brasil entre os poucos países capazes de projetar e fabricar soluções complexas de artilharia de foguetes, a empresa construiu uma trajetória que ultrapassa o âmbito empresarial e se conecta diretamente aos interesses de defesa e soberania nacional.

A criação da Avibras Aeroco surge em um momento em que o mercado global de defesa vive uma forte expansão. Os conflitos recentes evidenciaram a importância dos sistemas de foguetes de longo alcance, munições guiadas e capacidades de ataque de precisão, segmentos nos quais a engenharia brasileira acumulou experiência reconhecida internacionalmente ao longo de décadas.

Entre os principais legados herdados pela nova empresa está a expertise associada ao sistema ASTROS, considerado um dos mais bem-sucedidos programas militares desenvolvidos pela indústria brasileira. Além de sua ampla utilização pelo Exército Brasileiro, a plataforma conquistou espaço em mercados internacionais, consolidando a reputação da engenharia nacional no segmento de sistemas de foguetes.

A retomada das atividades industriais também representa uma notícia relevante para centenas de profissionais altamente especializados que ajudaram a construir a história da Avibras. Em setores de alta tecnologia, preservar equipes técnicas, engenheiros e especialistas é tão importante quanto manter instalações e equipamentos, uma vez que o conhecimento acumulado ao longo dos anos constitui um ativo estratégico difícil de reconstruir.

Outro aspecto que desperta atenção é o impacto sobre a cadeia produtiva associada à empresa. Fornecedores, centros de pesquisa, universidades e parceiros industriais acompanharam de perto os desafios enfrentados pela Avibras nos últimos anos. A entrada em operação da Avibras Aeroco pode representar uma oportunidade para reativar parte desse ecossistema e estimular novos projetos voltados aos setores de defesa e aeroespacial.

Embora o mercado apresente oportunidades promissoras, os desafios permanecem significativos. A concorrência internacional tornou-se mais intensa, impulsionada pelo aumento dos investimentos militares em diversas regiões do mundo. Nesse ambiente, a capacidade de inovação, a busca por novos contratos e a manutenção da competitividade tecnológica serão fatores determinantes para o sucesso da nova empresa.

Para a comunidade de defesa, a inauguração da Avibras Aeroco é acompanhada com expectativa. Mais do que o início de uma operação industrial, o momento representa a possibilidade de preservar uma capacidade estratégica construída ao longo de gerações e que continua sendo considerada fundamental para a autonomia tecnológica e para o futuro da indústria de defesa brasileira.


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sexta-feira, 19 de junho de 2026

IACIT e DECEA avançam no projeto MUST para monitoramento de drones e eVTOLs no espaço aéreo urbano

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A brasileira IACIT e o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA) assinaram, nesta quinta-feira (18), um protocolo de intenções que estabelece as diretrizes para o desenvolvimento da prova de conceito do projeto MUST (Multi-Sensor Urban Surveillance and Tracking), uma solução inovadora destinada ao monitoramento de aeronaves não tripuladas e veículos de mobilidade aérea avançada em ambientes urbanos.

A assinatura ocorreu durante a SpaceBR Show/DroneShow Robotics, um dos mais importantes eventos de tecnologia aeroespacial da América Latina, marcando uma nova fase do programa, que vem sendo desenvolvido pela IACIT desde abril de 2025 com apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP).

O acordo representa um passo decisivo para a validação operacional da tecnologia, permitindo avaliar em condições representativas de uso aspectos como integração de sistemas, requisitos técnicos, desempenho operacional e conceitos de emprego. A expectativa é que os resultados obtidos nesta etapa sirvam de base para futuras aplicações da solução em cenários reais de gestão do tráfego aéreo urbano.

Preparando o espaço aéreo para a mobilidade aérea avançada

O projeto MUST foi concebido para atender às crescentes demandas dos segmentos UTM (Unmanned Aircraft System Traffic Management) e UAM (Urban Air Mobility), áreas que ganham cada vez mais relevância à medida que drones, aeronaves autônomas e veículos elétricos de decolagem e pouso vertical (eVTOLs) se aproximam da operação comercial em larga escala.

A proposta é criar uma plataforma capaz de integrar múltiplos sensores e recursos avançados de Inteligência Artificial para detectar, identificar, rastrear e acompanhar em tempo real diferentes tipos de aeronaves que compartilham o espaço aéreo urbano.

Com isso, o sistema busca oferecer vigilância persistente em regiões de alta densidade populacional, contribuindo para elevar os níveis de segurança, previsibilidade e eficiência das futuras operações envolvendo entregas por drones, táxis aéreos elétricos e outras formas emergentes de mobilidade aérea.

DECEA destaca importância estratégica da iniciativa

Para o Diretor-Geral do DECEA, Tenente-Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Pereira Bastos Júnior, a parceria reforça a capacidade do Brasil de manter elevados padrões de segurança na navegação aérea diante das transformações tecnológicas em curso.

A tecnologia impulsiona constantemente a atuação dos órgãos reguladores, e contar com empresas parceiras de longa data, que têm sido extremamente eficientes na entrega de resultados positivos e na projeção estratégica do Brasil ao longo de várias décadas, é motivo de grande satisfação”, afirmou.

O oficial destacou ainda a expectativa positiva em torno do projeto.

Temos uma expectativa muito positiva em relação a esse projeto, que certamente será uma ferramenta de suma importância para que possamos manter os elevados níveis de segurança da navegação aérea. O Brasil vem sustentando esse padrão de excelência há muitos anos, por meio da Aeronáutica e de seus parceiros, em especial a IACIT e a Saipher.”

Investimento de R$ 40 milhões

O desenvolvimento do MUST conta com um investimento total de R$ 40 milhões. Desse montante, R$ 28 milhões são provenientes da FINEP, enquanto a contrapartida de R$ 12 milhões é fornecida pela IACIT e pelas empresas coexecutoras Ocellott, Saipher ATC e Senai Cimatec.

O aporte demonstra a importância estratégica atribuída ao projeto, considerado uma das iniciativas nacionais mais avançadas voltadas ao gerenciamento do futuro ecossistema de mobilidade aérea urbana.

Aplicações além da gestão do tráfego aéreo

Embora tenha sido concebido inicialmente para atender às necessidades de monitoramento e gerenciamento do tráfego de aeronaves não tripuladas, o MUST possui potencial para aplicações muito mais amplas.

A arquitetura desenvolvida permitirá o emprego da solução em missões de segurança pública, proteção de infraestruturas críticas, monitoramento de áreas sensíveis e operações de defesa, ampliando significativamente o espectro de utilização da tecnologia.

Segundo Luiz Teixeira, CEO da IACIT, a participação do DECEA na fase de validação agrega um importante componente operacional ao projeto.

A prova de conceito é uma etapa estratégica porque permite validar tecnologias, conceitos operacionais e modelos de integração em um ambiente próximo da realidade. A participação do DECEA agrega conhecimento e experiência essenciais para a construção de uma solução preparada para os desafios da mobilidade aérea avançada e da gestão do tráfego de aeronaves não tripuladas”, destacou.

Tecnologia nacional para um mercado em expansão

O avanço do MUST ocorre em um momento em que diversos países aceleram os preparativos para a integração segura de drones e eVTOLs ao espaço aéreo convencional. Nesse cenário, o Brasil busca posicionar-se entre os protagonistas do desenvolvimento de soluções capazes de garantir o gerenciamento seguro dessas novas operações.

Com quatro décadas de atuação e consolidada como Empresa Estratégica de Defesa, a IACIT possui amplo histórico no desenvolvimento de tecnologias críticas para defesa, controle do espaço aéreo, meteorologia e segurança pública. Entre seus principais produtos estão radares meteorológicos, sistemas de auxílio e controle do tráfego aéreo, soluções anti-drones e radares além do horizonte.

A parceria com o DECEA no projeto MUST reforça essa trajetória e representa mais um passo na construção de capacidades nacionais voltadas ao futuro da mobilidade aérea avançada, setor que promete transformar profundamente a forma como pessoas, cargas e serviços serão transportados nas próximas décadas.


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Saab apresenta o novo radar Giraffe AMB D na Eurosatory 2026 e amplia capacidades de vigilância multidomínio

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Durante a Eurosatory 2026, realizada em Paris, a sueca Saab apresentou oficialmente o Giraffe AMB D, a mais recente evolução da consagrada família de radares Giraffe AMB. O novo sistema incorpora avanços significativos em sensores, processamento de dados e arquitetura de software, oferecendo maior desempenho operacional diante das ameaças aéreas modernas e dos desafios do campo de batalha multidomínio.

Desenvolvido com base em mais de 70 anos de experiência da Saab em tecnologias de radar e em mais de duas décadas de operação bem-sucedida do Giraffe AMB em diversos países, o novo Giraffe AMB D combina uma matriz de radar de última geração com uma arquitetura de software moderna e totalmente definida por software. O resultado é um sistema mais flexível, adaptável e preparado para evoluir continuamente de acordo com as necessidades futuras dos operadores.

Segundo a Saab, o radar foi projetado para enfrentar um amplo espectro de ameaças, desde aeronaves convencionais e helicópteros até mísseis de cruzeiro, foguetes, munições guiadas e sistemas aéreos não tripulados (UAS). A nova arquitetura proporciona uma consciência situacional significativamente ampliada, graças ao aumento da capacidade de detecção, identificação e rastreamento simultâneo de múltiplos alvos.

“O Giraffe AMB D demonstra como a inovação tecnológica pode aprimorar a capacidade dos sensores, ao mesmo tempo em que torna o sistema mais compacto e implantável, com menor estrutura logística. O resultado é um radar multidomínio móvel e altamente modular, que oferece flexibilidade operacional tanto no ambiente tático quanto em missões estratégicas”, afirmou Carl-Johan Bergholm, chefe da área de negócios Surveillance da Saab.

Nova geração AESA

Um dos principais avanços do Giraffe AMB D é a adoção de uma moderna matriz de varredura eletrônica ativa (AESA – Active Electronically Scanned Array), tecnologia considerada referência mundial para radares militares de última geração.

A tecnologia AESA permite maior velocidade de varredura, melhor resistência a interferências eletrônicas, maior confiabilidade e capacidade de acompanhar um número significativamente maior de alvos simultaneamente. Associada aos novos recursos de processamento digital e inteligência embarcada, a solução amplia a capacidade de vigilância aérea e fortalece o desempenho em cenários altamente contestados.

O sistema também foi desenvolvido para manter a vigilância contínua de ameaças de baixa assinatura radar, incluindo drones de pequeno porte e munições de ataque de precisão, desafios que vêm ganhando cada vez mais relevância nos conflitos contemporâneos observados na Europa, Oriente Médio e Ásia.

Arquitetura definida por software

Outro diferencial importante do Giraffe AMB D é sua arquitetura definida por software, permitindo que novas funcionalidades sejam incorporadas por meio de atualizações sem a necessidade de grandes modificações de hardware.

Essa característica garante maior longevidade ao sistema, reduz custos de modernização e permite que o radar acompanhe a rápida evolução das ameaças emergentes. A Saab destaca que essa abordagem torna o Giraffe AMB D uma solução preparada para as futuras demandas de defesa aérea e vigilância multidomínio.

Mobilidade e flexibilidade operacional

Além do ganho de desempenho, a Saab enfatiza que o novo radar apresenta uma estrutura mais compacta e uma logística simplificada em comparação com gerações anteriores. Isso facilita seu transporte, implantação e operação em diferentes cenários, desde missões de defesa territorial até operações expedicionárias.

A elevada modularidade do sistema permite sua integração em diferentes plataformas terrestres e redes de comando e controle, ampliando sua versatilidade para forças armadas que buscam soluções capazes de atuar em ambientes cada vez mais complexos e conectados.

Evolução de uma família consagrada

A família Giraffe tornou-se uma das mais bem-sucedidas do mercado internacional de defesa, estando presente em diversos países e operando em missões de vigilância aérea, defesa antiaérea, alerta antecipado e proteção de infraestruturas críticas.

Com o lançamento do Giraffe AMB D na Eurosatory 2026, a Saab reforça sua posição entre os principais desenvolvedores mundiais de radares militares, oferecendo uma solução que combina mobilidade, modularidade, alta capacidade de detecção e potencial de crescimento tecnológico para enfrentar as ameaças atuais e futuras do ambiente operacional multidomínio.


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ADTECH SD destaca capacidades nacionais de ISR, Guerra Eletrônica e proteção antidrones durante o INOVAERO

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A Advanced Technologies Security & Defense (ADTECH-SD) participou do 1º INOVAERO – Encontro FAB/SENAI CIMATEC de Inovação, realizado em 12 de junho na Base Aérea de Salvador (BASV), apresentando o Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (SARP) Harpia, uma plataforma brasileira desenvolvida para missões de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR), além de soluções voltadas ao monitoramento e à proteção contra drones.

Organizado pela Força Aérea Brasileira (FAB) e pelo SENAI CIMATEC, o evento reuniu representantes das Forças Armadas, indústria, academia, centros de pesquisa, bancos de fomento e órgãos governamentais envolvidos no desenvolvimento de tecnologias estratégicas para o Brasil, promovendo a integração entre os diversos atores do ecossistema nacional de inovação aeroespacial.

Desenvolvido integralmente no Brasil, o Harpia consolidou-se como uma das principais soluções nacionais de sua categoria. Reconhecido pelo Ministério da Defesa como Produto Estratégico de Defesa (PED), o sistema foi concebido para atender missões ISR de longa duração, combinando capacidade de voo além da linha de visada (BVLOS), transmissão de dados em tempo real e integração de sensores eletro-ópticos e termais de alta resolução.

A maturidade operacional da plataforma já pode ser observada em aplicações reais. Atualmente, o Harpia integra as capacidades de órgãos de segurança pública e defesa civil dos estados do Amazonas e do Acre, apoiando missões de monitoramento ambiental, fiscalização, vigilância de áreas estratégicas e resposta a situações de emergência em regiões caracterizadas por grandes desafios logísticos e extensas áreas de cobertura.

A versatilidade do sistema também permite sua utilização em operações de busca e salvamento. Recentemente, o Harpia foi empregado em uma missão conduzida em São Sebastião, no litoral paulista, apoiando equipes mobilizadas na busca por uma pessoa desaparecida no mar. A operação demonstrou a capacidade da plataforma de ampliar significativamente a cobertura aérea e a consciência situacional em cenários complexos, contribuindo para a coordenação e a eficiência das ações em campo.

Além do SARP Harpia, a ADTECH SD apresentou o sistema antidrones SIMAD, desenvolvido para atender diferentes necessidades operacionais. Sua arquitetura permite o emprego tanto em instalações fixas quanto embarcado em viaturas, proporcionando proteção móvel e ampliando a capacidade de resposta diante das crescentes ameaças representadas por sistemas aéreos não tripulados.

Outro destaque foi o radar ativo ATALAIA, projetado para detectar drones de pequenas dimensões, incluindo aeronaves que operam de forma autônoma por rotas programadas ou que utilizam enlaces por fibra óptica, uma tecnologia que vem sendo empregada para reduzir a vulnerabilidade dos sistemas não tripulados às contramedidas eletrônicas convencionais. Essa capacidade amplia significativamente o espectro de ameaças que podem ser identificadas e acompanhadas pelo sistema, reforçando sua adequação à proteção de infraestruturas críticas, instalações estratégicas e operações de segurança.

Integrados, o SIMAD e o radar ATALAIA oferecem uma solução robusta para monitoramento, detecção e proteção de áreas sensíveis, fortalecendo as capacidades de órgãos de segurança pública, forças militares e instituições responsáveis pela proteção de ativos estratégicos.

A apresentação das soluções da ADTECH SD durante o INOVAERO ocorre em um momento de crescente valorização das tecnologias de uso dual, capazes de atender simultaneamente às demandas dos setores de defesa, segurança pública, proteção ambiental e defesa civil. Nesse contexto, o Harpia e os sistemas de proteção apresentados pela empresa representam exemplos do avanço da Base Industrial de Defesa brasileira na produção de soluções tecnológicas de elevado conteúdo nacional e comprovada aplicação operacional.

O INOVAERO tem como objetivo fortalecer o ecossistema nacional de inovação aeroespacial, ampliando a integração entre defesa, indústria, academia e governo. A iniciativa busca estimular novas parcerias, fomentar projetos estratégicos e contribuir para o desenvolvimento tecnológico e o fortalecimento das capacidades nacionais em áreas consideradas essenciais para a soberania, a segurança e o desenvolvimento do Brasil.

Sobre a ADTECH

A Advanced Technologies Security & Defense (ADTECH-SD) é uma empresa brasileira, reconhecida pelo Ministério da Defesa como Empresa Estratégica de Defesa (EED), especializada no desenvolvimento de soluções tecnológicas de alta performance para segurança pública, defesa territorial e monitoramento estratégico.

Com sede em São José dos Campos (SP), a empresa reúne profissionais com décadas de experiência no setor aeronáutico e atua no desenvolvimento e operação de sistemas avançados de aeronaves não tripuladas, além de soluções integradas de vigilância e inteligência.

Seus sistemas são concebidos com foco em alta autonomia, modularidade e adaptabilidade, atendendo às demandas de missões críticas em ambientes complexos e de elevada exigência operacional.

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