De acordo com dois oficiais da Marinha dos EUA, a proa do Besiktas-M atingiu a popa por boreste (lado direito) do USS Harry S. Truman, deixando uma marca de colisão no bordo do navio e perfurando levemente seu casco. A Marinha divulgou uma imagem mostrando danos em uma plataforma lateral localizada à ré do elevador de boreste, sugerindo possíveis danos adicionais na estrutura da embarcação.
Na sexta-feira (14), o porta-aviões navegava em direção ao Mediterrâneo oriental para realizar uma avaliação técnica dos danos e determinar a necessidade de reparos. Embora o destino oficial não tenha sido anunciado, é provável que a embarcação atraque na base naval de Souda Bay, na Grécia, onde esteve recentemente.
Caso os danos exijam reparos mais complexos, o USS Harry S. Truman poderá ser encaminhado a estaleiros especializados, como os de Norfolk, na Virgínia, onde está localizado sua base operacional. Ainda não há uma estimativa oficial sobre o tempo necessário para os reparos, mas a intenção da Marinha dos EUA é que o navio retorne ao Mar Vermelho para continuar sua missão.
Especialistas navais apontam que a colisão ocorreu durante manobras para evitar um acidente na ancoragem ao norte de Port Said, uma região de intenso tráfego marítimo. Sal Mercogliano, ex-fuzileiro naval do Comando de Transporte Marítimo Militar e professor da Universidade Campbell, afirmou que os danos e as imagens sugerem que a proa do Besiktas-M colidiu com a popa do Truman, possivelmente afetando seu elevador e casco.
A missão do USS Harry S. Truman, iniciada em setembro, é possivelmente sua última antes de entrar em reforma de meia-idade na Newport News Shipbuilding. A ocorrência acontece em um momento de tensão na região do Mar Vermelho, onde ataques dos Houthis contra embarcações foram temporariamente suspensos após um cessar-fogo entre Hamas e Israel. No entanto, a liderança Houthi sugeriu a possibilidade de retomar os ataques devido a recentes declarações do ex-presidente Donald Trump sobre Gaza.
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