O presidente da França, Emmanuel Macron, convocou uma cúpula informal de emergência com líderes europeus para a próxima segunda-feira (17), com o objetivo de discutir o papel da Europa no conflito da Ucrânia. A decisão ocorre após os Estados Unidos excluírem líderes europeus das negociações sobre a guerra, levantando preocupações sobre o futuro da segurança no continente.
A reunião, que contará com a presença do primeiro-ministro britânico Keir Starmer, será realizada em Paris. Segundo informações divulgadas pela presidência francesa e por quatro diplomatas europeus, ainda estão em discussão quais outros líderes serão convidados para o encontro.
Durante um painel na Conferência de Segurança de Munique, o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radoslaw Sikorski, destacou que o presidente dos EUA, Donald Trump, tem adotado um método de negociação que ele comparou ao conceito russo de "razvedka boyem" (reconhecimento por combate). "Ele força e vê o que acontece, depois muda de posição", explicou Sikorski, enfatizando a necessidade de uma resposta coordenada por parte da Europa.
O foco da cúpula será discutir os esforços norte-americanos para excluir a Europa das negociações de paz, bem como a posição europeia sobre uma futura adesão da Ucrânia à OTAN. Outro tema em pauta é a necessidade de oferecer garantias de segurança à Ucrânia, seja por meio da aliança atlântica ou de um mecanismo de defesa europeu independente.
Em meio às incertezas sobre o comprometimento dos EUA com a segurança europeia, o presidente ucraniano Volodymyr Zelenskyy defendeu a criação de um exército europeu, argumentando que o continente não pode mais depender exclusivamente da proteção norte-americana.
A participação de Zelenskyy na cúpula ainda não está confirmada, e as discussões sobre a lista de convidados seguem em andamento. Entre os líderes que já confirmaram presença, está o primeiro-ministro holandês Dick Schoof, que viajará para Paris na segunda-feira.
A decisão de Macron de convocar essa cúpula reflete a crescente preocupação dos líderes europeus em definir um caminho autônomo para a segurança do continente diante da postura imprevisível da administração Trump em relação à guerra na Ucrânia. A expectativa é que o encontro resulte em uma posição unificada sobre o futuro das relações transatlânticas e o papel da Europa no conflito.
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