sexta-feira, 14 de fevereiro de 2025

Exército Brasileiro e a MONUSCO, Missão de Paz na República Democrática do Congo

Desde sua criação em 2010, a Missão das Nações Unidas para a Estabilização na República Democrática do Congo (MONUSCO) tem desempenhado um papel essencial na proteção de civis, apoio à estabilização e na promoção dos direitos humanos em um país devastado por conflitos armados prolongados e uma grave crise humanitária.

Atualmente, um dos destaques brasileiros na missão é o Coronel Felipe Drumond Moraes, que está em Goma, na província do Kivu do Norte, há quase um ano. Junto a sua equipe, ele enfrenta os desafios diários da crescente violência e da emergência humanitária que afeta a região.

A presença brasileira na MONUSCO é significativa. Em Goma, o Coronel Drumond trabalha ao lado do Tenente-Coronel Lucas, responsável pelo planejamento operacional, dos Capitães Fagundes e Priscilla, nas áreas de Inteligência e Assuntos Civis, e do 1º Sargento Vinícius Martins, encarregado da segurança pessoal do Comandante da Força. Todos esses militares integram o Estado-Maior da MONUSCO e o Batalhão do Uruguai (URUBAT).

Na cidade de Beni, também no Kivu do Norte, onze militares brasileiros fazem parte da Equipe de Treinamento de Operações na Selva, treinando tanto as tropas da MONUSCO quanto as Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC). Essa equipe é composta por especialistas formados no Curso de Guerra na Selva do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), um dos mais respeitados do mundo.

Conflitos e Crise Humanitária

A MONUSCO tem enfrentado uma escalada de conflitos devido ao avanço do grupo rebelde M23 no Kivu do Norte. A "Operação Springbok", iniciada em outubro de 2023, foi essencial para proteger cidades como Sake e Goma até o cessar-fogo de julho de 2024. Contudo, a violação do cessar-fogo em janeiro de 2025 agravou a situação, culminando na tomada de Goma pelo M23.

A crise humanitária também se intensifica. Goma e região abrigam mais de 500 mil refugiados que enfrentam escassez de água, alimentos, medicamentos e infraestrutura básica. A MONUSCO continua sendo um elemento crucial na proteção da população civil e na tentativa de estabilizar o país.

Desafios Logísticos e de Segurança

Os militares brasileiros são altamente capacitados para enfrentar desafios complexos. O treinamento no Centro Conjunto de Operações de Paz (CCOPAB) e a formação no CIGS são fundamentais para sua preparação. Além disso, o contato com suas famílias, mesmo que limitado, é um suporte essencial durante a missão. O serviço social das Forças Armadas também presta assistência às famílias dos militares em missão.

A região do Kivu do Norte apresenta alto risco de segurança. Medidas rigorosas, como ocupação de bunkers, uso de capacetes e coletes balísticos, são essenciais para a proteção dos militares. Ataques com armas de fogo e artilharia atingiram diversas bases, comprometendo a infraestrutura e tornando o ressuprimento um grande desafio. 

Outro desafio é o suporte às populações refugiadas, que buscam abrigo nas bases da MONUSCO, aumentando o risco de crise sanitária.

Compromisso Brasileiro com a Paz

O Brasil tem sido um parceiro de longa data da MONUSCO, e a nomeação do General de Divisão Ulisses de Mesquita Gomes como novo Comandante da Força reforça esse compromisso. Apesar dos desafios e da instabilidade, a missão segue sendo um pilar fundamental na busca por paz e estabilidade na República Democrática do Congo.

A presença das Forças Armadas brasileiras no Congo destaca o compromisso do Brasil com a segurança internacional e sua contribuição para a promoção da paz e do desenvolvimento global.


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com Exército Brasileiro


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