Desde a Segunda Guerra Mundial, as operações aeroterrestres desempenham um papel fundamental no campo de batalha, exigindo constante evolução das tropas especializadas. No Brasil, esse desafio levou à formação dos precursores paraquedistas, militares altamente treinados para infiltração, reconhecimento e controle de zonas de pouso, sendo fundamentais para a mobilidade e projeção de poder do Exército.
Sua origem remonta à década de 1940, quando oficiais e sargentos brasileiros foram enviados ao exterior para se especializar no paraquedismo militar. O conhecimento adquirido resultou na criação da "Escola de Paraquedistas" em 1945 e na evolução constante dessa tropa de elite. Agora, esse processo culmina em um novo marco para o Exército Brasileiro: a ativação do "Batalhão de Precursores Paraquedistas" (B Prec), oficializada em 07 de fevereiro.
A transformação da Companhia de Precursores Paraquedistas (Cia Prec Pqdt) em um batalhão representa um salto na estrutura e na capacidade operativa das Forças de Emprego Estratégico do Exército.
Com base nos princípios de Flexibilidade, Adaptabilidade, Modularidade, Elasticidade, Sustentabilidade e Interoperabilidade (FAMESI), os precursores desenvolveram habilidades únicas, incluindo infiltração por Salto Livre Operacional, operações em diversos ambientes como selva, montanha, caatinga e pantanal, e ações em meio aquático. Além disso, dominam técnicas de controle do tráfego aéreo militar, levantamento meteorológico e inteligência de combate, operando Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP) para reconhecimento e aquisição de alvos.
A atuação dessa tropa foi decisiva em diversas operações, incluindo ações humanitárias como a "Operação Taquari", onde garantiram a segurança e a fluidez do tráfego aéreo durante o resgate de milhares de pessoas no Rio Grande do Sul. A organização das Zonas de Pouso de Helicópteros (ZPH) possibilitou a operação coordenada de mais de 40 aeronaves civis e militares, ampliando a capacidade de resposta do Comando Conjunto. A coleta e transmissão de informações estratégicas também foram essenciais para otimizar os resgates em áreas de difícil acesso.
A crescente demanda por tropas especializadas evidenciou a necessidade de ampliar a estrutura dos precursores, levando à criação da "2ª Companhia de Precursores", subordinada à "Brigada de Infantaria Aeromóvel", e, agora, à ativação do "Batalhão de Precursores". Essa nova organização permitirá que o Exército Brasileiro tenha ainda mais flexibilidade e rapidez na projeção de poder em operações conjuntas, tanto no território nacional quanto em cenários internacionais.
Ao longo de sua história, os precursores participaram de missões reais e exercícios combinados com forças estrangeiras, como a "Combat Controllers Team" da Força Aérea dos Estados Unidos, fortalecendo sua interoperabilidade com tropas de elite de outros países. A ativação do batalhão não apenas consolida sua importância, mas também reafirma o compromisso do Exército Brasileiro com a modernização de suas tropas e a adequação às exigências da guerra contemporânea.
Com esse avanço, o Batalhão de Precursores Paraquedistas se consolida como uma peça-chave na estrutura da Força Terrestre, garantindo maior capacidade operacional para enfrentar desafios estratégicos em qualquer ambiente.
"Precede, Guia e Lidera!"
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Com Exército Brasileiro
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