O novo míssil balístico de médio alcance da Coréia do Norte deve entrar em produção apos teste bem sucedido no domingo (21), o que representa uma nova ameaça no cenário geopolítico da região.
O último teste confirmou a capacidade de orientação da ogiva do míssil Pukguksong-2 e o funcionamento do motor de combustível sólido, segundo informou a agência estatal de notícias KCNA.
Apos uma serie de fracassos anteriores, os norte-coreanos conseguiram exito, com o sucesso nos testes de domingo este novo míssil deve ser rapidamente produzido em série para armar a Força Estratégica do KPA (Exército Popular Coreano) .
O líder norte-coreano descreveu o Pukguksong-2 como uma " arma estratégica de sucesso ", com uma taxa de acerto " muito precisa ".
Kim ficou impressionado com as imagens de uma câmera montada no míssil durante o teste, dizendo que " é ótimo olhar para a Terra a partir do foguete que lançamos e o mundo inteiro parece tão bonito ".
O lançamento de domingo pela Coréia do Norte foi confirmado pelos EUA e Japão. As forças militares sul-coreanas disseram que o míssil voou 500 km, alcançando uma altitude de 560 km, antes de cair na costa leste do Japão sem causar danos.
Seul também disse que o míssil Pukguksong-2 usa combustível sólido, que é mais difícil de produzir do que o combustível líquido, porem é mais estável e pode ser transportado no tanque do mísseis o que permite um lançamento rápido.
O novo teste norte-coreano foi novamente realizado em violação das resoluções do Conselho de Segurança da ONU. As medidas da ONU visam forçar Pyongyang a suspender seus programas nucleares e de mísseis balisticos, sendo a principal causa das tensões na região.
O Conselho de Segurança da ONU segunda-feira (22) condenou o lançamento e acusou a Coréia do Norte de "comportamento altamente desestabilizador e provocador ", segundo a Reuters.
O Conselho de Segurança da ONU também deve realizar uma reunião a portas fechadas nesta terça-feira (23), a pedido dos EUA, Japão e Coréia do Sul para discutir o lançamento do míssil norte-coreano.
Pyongyang ignorou toda pressão internacional contra os testes, dizendo que precisa de armas nucleares para se proteger de uma invasão americana.
O Norte também está tentando desenvolver mísseis balísticos com capacidade nuclear capazes de alcançar o continente americano.
A KCNA disse no sábado (20) que o país conseguiu a capacidade de atingir o Havaí e o Alasca após os testes com míssil Hwasong-12, há uma semana.
No entanto, os especialistas ocidentais descartaram essas alegações as classificando como exageradas, dizendo que tais avanços não serão possíveis para o Norte pelo menos até 2030.
O presidente dos EUA, Donald Trump, alertou que um "grande conflito " com a Coréia do Norte é possível se Pyongyang não mudar seus planos. O secretário de Estado de Trump, Rex Tillerson, prometeu uma maior pressão econômica e diplomática sobre Pyongyang.
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